Sorriem os Lírios
Chega aurora prenunciando verão
No marejar das íris mal dormidas
Ressaltando no sulcar das feridas
As cicatrizes malfadadas da ilusão.
Incrédulas... Angustiam reprimidas
Na invernia que ora êmula o coração;
E o vergel sonâmbulo da desilusão
Acorda assim, colorindo Margaridas...
Brotadas no limbo dos martírios
Percorridos pelas lutas assistidas
A buscar no vê, sorriem os Lírios,
Pra no alfobre das promessas tidas
De a profícua Paz ouvir tocar os sírios
E flori a primavera em nossas vidas!
Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
Cônsul Poeta Del Mundo - RN
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins-RN
Embaixadora Universal da Paz
Acorde... Do Livro
“Por Búzios Morro do Prazer”
Desperto de o sonhar alegremente,
E nas cobertas presentes do passado
Pressinta que eu estou ao seu lado
Rompendo a alva de um verão ausente...
Ou ocaso dormitado na lua crescente
Chorando estrelas ao cair da tarde
Quando a saudade a noite faz alarde
No céu buscando um passar cadente...
Leia nas nuvens missivas do arauto
A dizer foi sonho, um anseio ligeiro...
Pranto sorrido de um ventar incauto;
Oscula a fronha de seu travesseiro
E toca hora em um segundo lauto,
Como se o sonho fosse verdadeiro!
Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
30/5/2009
Cônsul Poeta Del Mundo – RN
SPVA-RN
Embaixadora Universal da Paz
Alienação...
Não traz no aroma das flores o tom
Nem cinzela as escarpas nesta lida
Não trás acordes a partitura do som
Nem a beleza por Deus tão querida.
Não traz a lágrima de contentamento
Nem sopra o vento à lúdica inspiração
Não traz cores da Açucena ao templo
Nem mesmo risos alourados à emoção.
Não traz os nacares ao Poema implícito
Nem purpurinas cintilam no mundo vão;
Não rutilam as estrelas que necessito...
Não risca pena um verso na escuridão
Nem aroma Lírios! E ao Poeta critico;
Não aflora rimas os borbotes da ilusão!
“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
2/03/2007
Cônsul Poeta Del Mundo- RN
Sociedades dos Poetas Vivos e Afins do - RN
AONDE OS BARCOS VOAM
Flanam vagas esperançadas
Marulhando este olhar triste
Nas marés de minhas lágrimas
A brisa sopra o mastro enriste;
Singram orlas os pensamentos
Valsando ao Vento a emoção
A desatar, nos dos sentimentos
Preso as amarras do coração.
O mar ouve o universo trepidante
Nos astros luzentes da imaginação
Uma cantata de nuvens instigante;
Notas angélicas trazendo-me razão
Sou eu marujo ou a nau retirante...
Aonde barcos voam haverá canção?
“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
As arvores
Neva a minha alma o pesar da desgraça
Pelas as arvore derrubadas, ó, que tristeza!
Hoje a luto no bosque, nas ruas e na praça,
Carpi o Poema combalido pela viu torpeza...
Do motosserra nos troncos, dizimando a raça
A tombarem arvoredos centenários, na ardileza
Insana do homem obediente, que sem graça
Cumpre com dó sua obrigação, com certeza!
Mareia as íris ao pó, chorando as derrubadas
Enquanto ruge o motor, sangram foices afiadas;
E brada o Vento à dor das arvores assassinadas.
Virão dias mais quentes nas cidades agoniadas
Turvando de o céu cada dia, e as ruas asfixiadas
De homens asfaltos e muros, de almas apagadas.
“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
17/03/2007
Cônsul Poeta Del Mundo
SPVA-RN:
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Canção do exílio
Minha terra tem políticos votados pra endemia
Da espera que o povo tinha, sair dessa agonia;
Tem mesmice antecedida que a jura ludibriou
O povo amargurado com voto que pão comprou.
Minha terra tem artistas que bradam cidadania
Tem imprensa displicente enaltecendo Academia
Vestem fardão Poetas, edil que ao burgo lesou;
Corrupto rima jargão que ao irmão encarcerou...
Minha terra tem bandeira que tremulando ceifou
O sorriso da infância, que ainda morre de anemia!
Tem coqueiro não dá coco, o sol que sertão rachou.
Minha terra tem regresso, já não canta em harmonia!
O rico aqui lesa pobre, e culpa o pobre que roubou;
Chora canção do exílio! Por Deus roga essa homilia...
“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do – R
Cônsul Poeta Del Mundo – RN
Circulo Universal dos Embaixadores da Paz
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