A poesia que eu quero, ora se quero!
Celito Medeiros
Quero uma boa poesia como eu quero
Assim o quero-quero um arpão lhe cai
Peregrino das palavras como um ferro
Em doces rimas que tanto sonho atrai
Não quero mudar meu amor de outrora
Mesmo alimentando um pássaro voraz
Quero doce melodia que a palavra traz
Para encantar-me da noite até a aurora
Quero rebuscar o canto destas manhãs
Comer o doce mel das melhores maçãs
Embalado pelas sentenças mais nobres
Não quero alimentar estas rimas pobres
Nem mesmo aplaudir só meros acordes
Quero contemplar as escritas de avelãs!
O Poeta é Porreta
Celito Medeiros
Poesia com liberdade
O pensamento traduz
Muito desta realidade
Que a escrita conduz
Todo poema é uma luz
De um lado um escritor
Na apreciação superior
Pela beleza que seduz
Versos para provocar
Acima de tudo o amor
Sempre é bom poetar
Poeta é um sonhador
Consegue até agradar
Ao mais refinado leitor
Amores vêm e vão
Celito Medeiros
Amores, sempre vêm e vão
Uns até ficam, outros não!
Os que partem, nos faltam
Os que ficam, nos fartam!
Alguns amores machucam
Presos em mal entendidos
Lembranças que cutucam
Elos que ficaram perdidos
A dicotomia do ódio e amor
Confundida gera o lamento
Poderia até causar uma dor
Quem não desejar tormento
O coração é um controlador
Abra ou fecha no momento!
criança mulher madura
celito medeiros
encanto para eu reviver
ouço ainda esta balada
em todo o amanhecer
você foi a doce amada
um embalo é constante
o belo sorriso de amor
pensamento inebriante
do teu perfume de flor
nesta paz que é dividida
sou pleno na gostosura
és roteiro de minha vida
criança mulher madura
doce abrigo da guarida
é a onda que me segura
O fogo e a paixão
celito medeiros
o mágico clamor
de cumplicidade
partilhar o amor
total liberdade
a grande magia
em doce afago
gosto eu trago
como a poesia
neste agrado
fogo e paixão
gosto amargo
toque de mão
mel sagrado
sem solidão
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