À AVSPE - Meu reconhecimento

A glória da Virtual Academia
É vasta p'ra quem nela age então;
Abrem-se portas da alma dos que estão
Junto da Fundadora, maior valia.

Poetas e escritores com Estrela guia:
Efigênia que, desde a fundação,
Entende que a flor da união
Se encontra em quem ama a poesia.

Aguarela de cantos de qualquer parte;
Sala de escrita em prole da fina arte,
Sorrindo ao vitral do seu planeta. 

O selo do talento nos assegura
A virtual-real sã conjuntura
Que reconheço ser nobre faceta.

Rosa Silva ("Azoriana")

Tocando o sonho
Azoriana 

Nem sei se penso ou quero arrimar,
Se rimo faço-o, por mim, sem desdém
A contar mais do que rimo por bem,
Só se for mesmo cantando a rimar!

Em quantas linhas eu te quis chamar?!
Conotei as vezes que o sonho provém?
E tudo quanto admirei aqui e além
Rimei nas janelas voltadas a mar.

Melhor sorte terei se no retorno,
Com pétalas rosas fizer tal adorno
Mas não vejo quem gostava de ver!

Se neste voar eu perder a cabeça,
E malfadada quadra aconteça:
Só na rima plantarei novo viver...

Fizeste-me...
Azoriana 

Mãe, fizeste-me corpo de rajada!
E a vida levas-te ao novo baptistério.
Acompanhar-me?! Não, no cemitério!
Teu barro foi partida ora finada.

Orfã sou! Fiquei sem ti... quase nada!
Procura incessante do mistério
que encobre o riso, fica muito sério,
tenta aguentar-se nesta caminhada.

O sol nem sempre aguenta ser escasso;
A luz que brota dá-se em oração.
E faz com que amanheça então meu passo.

Mas eu tenho que ser forte e libertar!
A vontade clareia-me o coração;
E o meu compasso torna-se acertar.

Crepúsculo
Azoriana 

Gravo no verso certo apartamento
Em dor e pranto, tal fonte lacrimosa...
A mentira foi tua arte famosa;
Enjaulas-te e apagas-te o sentimento.

Do alto já não suportei nenhum vento,
No jardim nenhuma planta formosa.
Tão longe, deixei de ser extremosa,
Na terra brava plantei o esquecimento.

Do sonho já não espreito lembrança
Pena ter seguido por tal caminho.
- Liberdade?! Quero ter esperança.

Contigo a vida não dá, nem importa.
Quanta mágoa neste pergaminho?!
Fugi-me das trevas... Deixei-te a porta!

Sorriso do Amor
Azoriana 

No brilho de uma estrela, eu mando
um alerta, um beijo em forma de flor
espero que o recebas com tal amor
e que olhes o céu de vez em quando.

Os anjos decerto zelam por teu dia
Deixam um recado na nuvem de prata
A Lua me acenou de forma tão grata
Trás promessa que me enche dalegria.

Apaga lágrimas do tempo passado
Não sonhes com futuro por descobrir
Faz com que agora fiques a meu lado.

O teu olhar pousará no meu a sorrir
Tudo será esquecido, perdoado
Para que o sonho se possa cumprir!

Porquê soneto? Porque sim, porque gosto...
Azoriana 

Fui picada pelo bichinho raro
do gosto. Porque gosto de soneto
Se algum crime por certo cometo:
Perdão! Será que me vai custar caro?!

Risquei meu crivo com algum preparo,
Tentei seguir por caminho correcto
Não fosse atropelar este projecto.
Espreito vosso sinal de reparo.

Nos sonetos tanta dedicação;
Amor habita qualquer coração
Mais no site de Bernardo Trancoso.

"Amor é fogo que arde sem se ver"
Camões quanta luz soube descrever!
... Amor! Amor! Para sempre famoso!

 

 


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2006

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