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TROVA DE RECONHECIMENTO
Sergio Augusto Severo Maranhão
Sou um simples trovador
e a Trova é minha Porfia
daí o meu Estupor...
CONVIDADO À ACADEMIA!!
Ave SARAH! (Ao Hospital de Reabilitação Motora, SARAH KUBISTCHEK)
Ave Sarah!
Por haver me convocado
Por haver me aceitado
Tens meu Louvor
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Por haver me abrigado
Tanto teste realizado
Tanto labor,
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Por anotar com atenção
Cada minha pulsação
Minha pressão,
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Pelo exercício diurno
Pelo repouso noturno.
Por seu plantão,
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Pela aplicada Copeira
Pela “mão” da Cozinheira,
(Que refeição!)
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Pela comida na mesa
Pela moça da limpeza,
(com gratidão,)
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Por todos ascensoristas,
(Sendo um deles, uma Artista,
Revelação!),
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Pelo Enfermeiro cortês
Que bom amigo se fez,
Meu “confessor”,
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Da Doutora, diligente,
Que me explicou, paciente,
Tanta questão,
Ave Sarah!
Ave Sarah,
Pela Graça Verdadeira
Do andar da Enfermeira
(Que sedução!)
Ave Sarah!
Ave Sarah!
Pelo aguardado Sarau,
Com “bufet”e coisa & tal,
Meu Recital,
Ave Sarah!
No SARAH,
nada me falta
hoje, meu Dia de Alta,
sonho em voltar,
AVE SARAH!!
Sergio Augusto Severo Maranhão
(In)Paciente ano 2010
sil 16:58 (1 saat önce)
Sergio A. Severo:
... e Assim se Fez (Ao Poeta Mário Gomes).
Por um daqueles enganos colossais que só o Criador Se dá a cometer
Já que Ele é Onipotente, tudo pode, inclusive o errar Pleniconsciente,
Deus criou um Anjo diferente, torto
De asas sujas, ou talvez... mofadas
De um perfil duro e mal talhado (para o padrão dos Anjos, é claro!
Se bem que desse um belo ser humano).
Mas era Anjo!
Ente eternal,
criado quase à perfeição angelical
e não poderia ser desfeito ou destruído
e muito menos mandado aos Infernos,
já que era intrinsecamente Bom!
O que fazer então?
Deus deu a tarefa aos outros Anjos:
que resolvessem o Divino engano dando a solução mais adequada.
E as Legiões deliberaram ... e nada!
Nem mesmo o maior Clã Celestial,
dos Arcanjos sufixados “-El”,
liderados pelo Excelso Gabriel
e os não tão mencionados:
Uriel, Jofiel, Ezequiel, Samuel, Caliel, mil outros “-El”
que não encontraram a mínima solução.
O que fez Deus então?
Solucionou!!
Falou ao Anjo com voz tonitruante:
“Vá à Terra que já foi o Paraíso
e hoje é quase sucursal do Inferno,
mas ainda resta um lugar ameno,
com sombra, vento, relva, água fria,
um longo banco pra sentar com amigos,
e cá pra Nós...cachaça e Poesia!
Toma a tua túnica rôta e deixa os Céus
para teu único lugar na Terra inteira.
Aqui não cabes, Anjo Mário-El
Vai lá pousar na Praça do Ferreira!
(Sergio Severo/2001)
Poema Milenar
Quando o meu verso se fez em Poesia...
A velha Roma nem sonhava a Itália
Era a Jordânia antiga Samaria
Bizâncio viria a ser Turquia
e à Doce França ainda chamavam: Gália
Quando meu verso se fez em Poesia...
A Portugal diziam: Lusitânia
e à Bulgária nominavam: Trácia
A Romênia ainda era a Dácia
Marrocos se chamava Mauritânia.
Quando meu verso se fez em Poesia...
era a Suíça nominada: Helvécia
a Inglaterra: Ilha da Britânia
A Ilíria não era ainda a Albânia
e ao Irã inda chamavam: Pérsia.
Quando meu verso se fez em Poesia...
Noruega, diziam: Escandinávia
E a Tailândia: Reino do Sião
A Núbia viria a ser: Gabão
Tchecoslováquia ainda era: Morávia
Quando meu verso se fez em Poesia...
Bela Catai ainda seria a China
e a Ibéria: Reino da Espanha
O Sacro-Império seria Alemanha
e Israel a Terra Palestina.
Quando meu verso se fez em Poesia...
O Tempo ao Tempo mesmo sucedia
e a história tecia a sua trama...
O meu Brasil nem era Pindorama
e o meu Poema já preexistia!
Sergio Augusto Severo Maranhão/1979
“Jus Possidetis”
Ontem a noite
um Anjo “Gauche” veio conversar comigo.
Trouxe-me Pão,
Trouxe-me Vinho
Trouxe-me Óleo de Amêndoas Doces
e...
uma Prostituta.
Recusei!
-“É para mim, posso?”
Entendi!
Abri os braços e disse-lhe:
-“Entre, fique a vontade”
A Posse iniciou-se...
No início, lenta, morna
e num crescendo...
tornou-se rápida,
veloz!
(de-li-ci-o-sa-men-te dolorida).
É,
ontem à noite
um Anjo “Gauche” veio conversar comigo!!
Sergio Augusto Severo Maranhão/ 1999
Soneto à Saudade
Um Trem que vai partindo... isto é Saudade
Saudade é um lenço branco, que acenando,
na Gare da Estação, só por maldade,
ainda conserva lágrimas secando.
Uma Barca apitando... isto é Saudade
Saudade... velha foto amarelando
Saudade? Sol se pondo... fim de tarde
Saudade? São velhas canções tocando !
E se a Saudade não mata ninguém,
por que morro de saudade de alguém
que ao partir deixou tanta tristeza ?
Difícil definir o que é Saudade
pois dela sei a única verdade:
Saudade é uma Palavra Portuguesa!
Sergio Augusto Severo Maranhão/2004
À Paulicéia
Ah! Fosse eu Veloso, o Caetano
para cantar num Verso Desvairado
as tuas ruas cheias de Pecado
Chorar a dor de ser um paulistano...
Cantar tuas guardadas tradições,
me admirar com tanto arranha-céu
e caminhar pelo passeio, ao Léo,
chutando o lixo dos teus Calçadões.
Como não sou Cantor, sou Vagabundo,
enxugo o rosto com este lenço imundo
com o qual limpei a mesa deste bar...
Meus parabéns, São Paulo e obrigado
por me deixar, já quase embriagado,
compor tais versos que não sei Cantar.
Sergio Augusto Severo Maranhão /25 de Janeiro de 2012

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