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A mulher da minha vida.
João Alberto Di Sandro
Noite enluarada, passeávamos de mãos dadas
Pela areia da orla da praia por nós preferida,
Sentindo as melodias da “Sereia” encantada,
Que pelas águas serenas do mar eram trazidas.
Andávamos devagar pela praia da Enseada,
Da nossa Guarujá, praia sempre muito querida.
A “Pérola do Atlântico” sempre muito cortejada,
Brindava-nos, com a lua nas suas águas refletidas.
A brisa suave sussurrava na sua pele delicada.
Abraçado ao seu corpo, eu era o dono da vida...
Beijando os lábios puros da minha amada.
Com certeza, você sabia da minha paixão retida.
Você sempre foi por mim uma mulher acalentada,
E sabia que era para mim, a rainha pretendida...
Envelhecer
João Alberto Di Sandro
Envelhecer é apenas um ciclo da vida,
Que todos viventes um dia hão de passar.
Envelhecer é aprendizagem adquirida,
Para o homem um dia se emancipar.
Cada minuto, cada hora é uma despedida,
Esperando novamente ver o dia raiar.
A velhice, nossa velha amiga e conhecida,
Vem aos poucos para não nos assustar.
Feliz é poder sentir sua missão reconhecida...
A longevidade nos ensinou a não reclamar
Das inúmeras etapas que foram vencidas.
São troféus que conseguimos conquistar,
Sem lamentarmos as horas sofridas.
Quando o momento chegar, iremos descansar.
Mata Atlântica
João Alberto Di Sandro
Muralha verde que borda o nosso litoral!
Mesmo sendo devastada por mãos levianas,
Resistes com valentia ao novo tipo de vendaval,
Provocado por pessoas que se dizem humanas...
Ainda és majestosa, minha floresta tropical...
Continuas orlando o litoral e nada reclamas.
No universo não existe outra beleza igual,
Com a biodiversidade de animais, frutos e ramas.
És um santuário! És floresta! És a espinha dorsal,
Onde os europeus em teu seio conquistaram fama,
Extraindo madeiras retiradas da tua mata natural.
Animais que no teu seio encontravam o sustento e a cama,
Quase foram erradicados, em quantidade colossal...
Sofreste e sofres, mas continuarás sendo a bela dama.
Mulher à Beira Mar
João Alberto Di Sandro
Quando ela passeia a beira mar,
Com os cabelos louros de fios dourados,
Reluzindo ao sol um brilho peculiar,
Todos os olhares ficam a ela direcionados.
Naquele rosto há beleza estampada no olhar...
Ao passar, mostra um sorriso bem delicado
Saído dos lábios convidativos para exaltar
A beleza de mulher, naquele rosto colocado.
Sai todos os dias pela praia a caminhar,
Mostrando seu corpo esguio e bronzeado.
É a beleza da mulher que foi feita para amar...
Porém, como um “Cometa” no céu colocado,
Continua fazendo sua trajetória sem parar,
Deixando para trás apenas olhares frustrados
RESSACA DO MAR
João Alberto Di Sandro
Noite escura. Nuvens negras escondem o luar!
Nenhuma estrela no céu está brilhando.
Um forte vento varre as folhas caídas para o mar,
Onde a cada minuto suas águas estão se agigantando...
Relâmpagos e trovões começamos a escutar.
Em todas as partes do céu eles estão riscando,
Parece que o mundo inteiro vai desintegrar,
Com as chuvas que estão se aproximando.
Nenhuma embarcação conseguirá zarpar,
Pois o mar a cada minuto está se agitando.
Nenhum barco costeiro conseguiria suportar
A fúria do vento e as águas revoltas espumando,
Deixando que com todo o furor venha arrebentar
Toda a “Ressaca”, que os rochedos vão suportando.
Ao Mestre
João Alberto Di Sandro
Beijo-te as mãos, oh mestre querido,
Como prova de amor ainda latente,
E com o agradecimento também retido,
Neste velho coração ainda valente.
Por elas foi meu aprendizado evoluído,
Pela dedicação que tiveste com este dolente,
Ensinando, e não me deixando desiludido,
Ao ter que transpor um obstáculo à frente.
Sê bendito! Pois todo esse esforço renhido,
Que dentro de qualquer mestre está presente,
Como sacerdócio no coração foi desenvolvido.
Salve todos os mestres, ou apenas um docente!
Obrigado pelo cuidado ao discípulo deferido,
Pela vida afora tua ajuda sempre será eminente.

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