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O MAR A GAIVOTA E EU
Ambos Sós, o Mar e "Eu".
Ora calmo ora alteroso.
Hoje estava manso e podia nadar, não estava iroso.
Meus pés acariciou e lambeu.
Em rendas de espuma se veio espraiar
Refrescar meu corpo e meus pés beijar. A brisa fresca no rosto,
Veio aliviar-me do calor de Agosto.
Olhei-o ao longe longamente como se Ele fosse
Onde me levava a mente.
E o Mar num lamento parecia ler o meu pensamento.
Começou subindo, por mim trepando
E carinhosamente me ia refrescando.
Era sereno como a calma que amava ter em pleno.
Era azul e branco, era lindo...ora indo ora vindo!
Flutuo sentindo o prazer de com ele brincar.
Meu corpo se enrola nos braços do Mar
Sozinha que estava quem podia agarrar?
De meus lábios salgados tomei paladar.
Era bom, gostoso, esse saborear.
O beijo do mar é Bom e Salgado, Caloroso,
Belo como de um Namorado.
O MAR...!
Dá prazer e vigor ao corpo cansado,
Mas muito perigoso se está irado.
Tudo arrasta, em tudo bate invade e devasta.
Ao vê-lo assim fico triste..
Deixo-o para lá até se cansar no debate
Assim, a má maré desiste
É deixá-lo. Ora para cá, ora para lá.
O movimento do Mar...
Tal como Eu e a gaivota, sobre as ondas, a vogar.
Lusa Atenas
Dalila C. T. DA COSTA Pina Leitão

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