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Circo Pobre
Ana Maria Schoenell Czamanski
O vento
Bateu forte
Rasgou!
A cara
Não foi pintada
A mente
Encheu-se de dor.
Não ouve espetáculo,
O palhaço
Chorou!
A criança
Queria ver
Ficou em casa,
A luz,
Não foi acesa!
Lona no chão
Remendos, remendos
Outro dia...
Nova tentativa
Apenas crianças
Na melhor gargalhada
O palhaço
Chorou!
Curitiba
Ana Maria Schoenell Czamanski
Por quem vive?
Enorme!
Recebeu de braços abertos
Aqueles que se foram
Todos os que pensavam estarem vivos,
Quem virá.
Tu não choras?
Grita!
Os imundos também ouvem
Famintos te abocanham
Os felizes fazem de ti
Primavera.
A que horas costuma dormir?
Nunca!
Em ti os olhos não se fecham
O sorriso é largo
Amantes se procuram
Nas tuas esquinas acesas.
Sabes de mim?
Passei no teu solo!
Tremi,
Senti o frio
Que vem das tuas entranhas,
Agasalhou-me com ternura.
Conhece ELE?
Cristo!
Que habita e faz morada
Traz a paz na tempestade
O castigo a quem merecer.
Tu és abençoada Curitiba!
Capital
Ana Maria Schoenell Czamanski
Subir montanhas
Deixar saudades
Mexer com o próprio interior
Ir.
Diante do trono
Parar,
Nada mais é,
Um ser humano.
Amado?
Amando?
Fecha a janela
O sonho pode voar,
Encontrarão
Eu, vazio
Gritarão...
Mas,
E daí?

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