|

Ecologia: Sobrevivência e Paz
Karina Araújo Campos
Setembro / 2009.
Nesse meio-ambiente
onde me encontro
sou parte do Todo,
plano de fundo da minha existência...
Sou o TODO em parte,
responsável pela vida .
Geradora de vida...
A Natureza me ensina a viver...
Alimenta-me, acalenta-me...
Mãe natureza: geradora de vida,
sobre as vidas sobreviventes,
ausentes de sua co-participação
na Construção Cidadã do Mundo...
Onde está a paz?
Na certeza da sobrevivência...
Esta incerta sobrevivência...
Se amanhã estarei sobre o sertão seco
a lamber da lama as últimas gotas de água...
A ver meu irmão se matar por um banho de barro...
Salvemos a Natureza!
Salvemos a Ecologia do nosso self!
Desmatemos o egoísmo do nosso âmago;
Plantemos sementes de compaixão;
Plantemos a consciência de um novo amanhã...
A colheita é certa.
Só teremos a paz da vida
na consciência do saber:
Que podemos mudar
Que podemos plantar
Que somos sementes
Que a paz só se encontra
se há sobrevivência,
se há ecologia,
equilíbrio,
meio ambiente...
Paz, ecologia
Consciência
Meio ambiente
Plano de fundo da
Sobrevivência:
Existência!
Pelo mundo
Karina Araújo Campos
Setembro / 2009
Estamos presos.
Sim: Estamos presos.
São pés e mãos amarrados
num emaranhado de erros.
Muitos falam das soluções
Poucos as praticam.
Quem poderá salvar o mundo?
Você? Eu? Todos juntos?
Todos juntos...
Um pouco de cada um
Na completude de tudo!
A singularidade do saber,
do praticar, no contexto
uníssono universal!
E essa prisão?
Nós nos aprisionamos no mercado:
Globalizado e consumidor,
Que nos consome
Que nos corrompe,
Que nos aprisiona!
SOLTE-SE! LIBERTE-SE!
Nós só temos um dia:
E esse dia é HOJE!
Recicle, separe o lixo,
Respeite a água,
Respeite a natureza,
Sua consciência é sua alma,
A única que,
Com certeza,
É liberta em todos nós.
A Voz do Silêncio
Karina Araújo Campos
Janeiro de 2008.
No silêncio de mim mesma
ela brota: a voz da minh’alma.
Eu, cercada de mim, como um lago.
Profundo, límpido, intacto, solene.
Sereno, calado, mudo.
No silêncio externo, ela grita dentro de mim: a voz.
A mesma que nasce do balbuciar,
pequenos sons emanados do desejo,
da vontade de se fazerem ouvidas como som.
Sonorização.
Sussurram nos ouvidos,
no tempo, no vento,
eternizam-se no ar.
As vozes são palavras, sons.
As vozes são as palavras da alma.
São os sons da natureza.
São ternas, calejadas,
sussurradas: nos ouvidos, no umbigo,
na barriga da mãe,
que fala a voz da maternidade,
onde seu silêncio é ouvido no silêncio do filho.
O movimento do filho faz-se voz pela mãe.
Vozes estampadas nos tempos,
“ais” que notificam existências,
marcas que engrandecem o coração.
Gritos de dor e amor
ao regresso do Universo.
A ecoar aéreas, implícitas
em corpos etéreos.
A volitar no infinito:
gemidos da vida
transbordando sentimentos
que fluem estampados
na alma de todos nós.
Mas, que no silêncio são ouvidas
na imensidão dos seres;
como no silêncio de um beijo,
que fica marcado na eternidade.
como a voz que o olhar diz através do seu silêncio!
Clamores de um self
Karina Araújo Campos
Outubro de 2009.
Por mais que passe o tempo,
na sua infinitude libertina,
trago minh’alma
cheia de um eu envolto de você.
Um eu em completude com o outro,
numa era existencial,
cada qual em sua análise.
Na incompletude nos buscamos,
nós seres humanos,
racionais, pensantes,
impacientes, agorafóbicos.
Quão frágeis no universo cósmico
das inconstâncias vividas,
já experienciadas, que ainda estão por vir...
Finda a era da procura
e a escada da busca
é de subida íngreme.
Quero alçar seu SER.
Deixar meu eu em você.
Um vôo ao anil a encontrar sua mão,
sorrir seu riso, alegra-me tua lágrima.
A fertilidade de uma vida
em meu óvulo a chegar.
Passe o tempo que passar,
o amor não passará.
Um self em evidência exterior,
clamor divino da maternidade.
Um sublime afeto a vislumbrar.
Pelo Cosmos dão-se as mãos:
O Amor e o Tempo hão de esperar.
A chegada certa à hora incerta,
sempre incerta.
Carregada de você sem fim.
Sem tempo, no tempo, com amor...
Colhida e acolhida e bem-amada.
Cercada de louvor...
Na voz das inconstâncias
prisioneira do querer,
agradecida, estarrecida,
inebriada de um querer...
Meu eu, você,
meu SER,
clamores de um self a viver.

PRÓXIMO
BIOGRAFIA
|