IMEMORÁVEL...
Hoje;
Escrevo porque gosto,
Porque sinto e quero,
Minha alma não tem rosto,
Mas meu corpo venero…
Nem sempre narro,
Quando quero,
Porque pode sair mal,
É preciso calma,
Digo!
O que me vai na mente,
O que me vai na alma…
As ideias surgem-me do obscuro,
As coisas no abstracto…
Tudo é inspirado na vida,
No teu retracto,
Em tudo que te rodeia…
As fantasias são idealizadas em factos reais,
O sangue corre-me nas veias,
Como a tinta preta,
Na caneta…
Os contos vêm da suposição,
Da fantasia,
Ou da verdade,
Vem de dentro do coração…
Faço poesia,
Porque sou romântico…
Faço versos,
Por ter veia poética…
Escrevo,
Divulgo e espanto…
Escrevo sobre as histórias da vida,
Para mais tarde recordar,
Esta vida concebida,
Que os netos um dia vão aclamar...
Componho contos,
Para me exprimir,
Descrevo coisas da vida,
Para alertar…
Sou escriba e solto as palavras…
Falo de existências para lembrar…
Um certo dia ganhei vida,
Depois de uma década e meia esquecida,
Que meditei,
Guardei e senti,
Os versos guardados na gaveta,
Que saíram do fundo em bolor,
Escritos por este pequeno poeta,
Que entraram num computador…
Onde meus dedos teclaram,
E o Word corrigiu,
Aceitou;
E que guardei no disco rígido,
Novamente,
Que o rato arrastou,
Para uma pasta,
Lentamente,
Que agora imprimi,
Neste ano da celebridade,
Para publicar num jornal,
Com afinidade,
Paz e liberdade,
Para te levantar a moral,
Dar força e coragem,
“Dizeres;”
Escrevendo;
Porque existes,
Foi o que me levantou a minha imagem,
Que acordou,
Despertou e inspirou...
E o meu alento registou…
Que passei para uma disquete,
Preta,
Que voltei a guardar na gaveta,
Até que meu amigo,
Me avivou,
Que estava no bom caminho,
E levou a sonhar e invocou,
Escrever-me neste registo,
“Sociedade Portuguesa de Autores.”
E dizer que também existo,
E tudo que sei divulgar,
Nem que não tenha ajuda, persisto,
Escrevendo;
Do céu até ao mar,
E tudo que escrevi,
Recordar…
Foi lembrando e escrevendo,
Passando textos e romances,
Compor novidades,
Que vêm de dentro,
Da alma,
Do pensamento;
“Da liberdade por momento...”
“Dos impactos da vida...”
Que o poeta;
“Escriba;”
Deu título das suas duas obras literárias;
“Pensamento do dia...”
Poesia,
Contos lendários,
Dedico este subconsciente,
Este sobrenatural,
Um todo,
Ou nada,
Inteligente...
Para o bem ou para o mal,
Por certo, imaginário e diferente,
Talvez com alguma asneira…
O certo é que escrevi o que aprendi,
“ E com ajuda de DEUS!...”
Dedico ao:
“Domingos M. S. Ferreira.”
Que me avivou,
Acordou;
Para dedicar também a si...
Nós somos nada,
Tudo ou nada! …
O Autor agradece o apoio simbólico.
Ser Poeta é poema,
Ser Poeta é cantar,
Ser Poeta é esquema,
Ser Poeta é rimar...
O Poema é sentimental,
O Poema é astucioso,
O Poema é verbal,
O Poema é cuidadoso...
Escritor é um literato,
Escriba é um compositor,
Autor é um formato,
Publicista é um sonhador...
Inspirado na escrita velha,
Guardada na gaveta do próprio Autor…
autor: Quelhas

Zeca Afonso: 2007
Zeca Afonso,
Oh Zeca Afonso,
Foste sempre um “sonso”
No sentido da palavra,
Que lavra
A tua imagem,
Selvagem,
E de esperteza,
Da alegria,
E da tristeza,
Como homem,
E como cidadão,
Do peito,
E do coração,
Como professor,
E como mentor,
Como político,
E como analista,
Cívico,
E avalista,
Mas sempre um “sonso”
Camarada Zeca Afonso…
Se hoje fosses vivo,
Simplesmente em pessoa,
Cantarias “Grândola Vila Morena”
Cantarias numa boa,
Com tua voz serena,
Novamente o 25
D, Abril,
Nessa manhã Primaveril,
E seres sempre tu Zeca Afonso,
Um grande “sonso”
Porque para mim não morres-te,
Teu espírito será sempre infinito,
Vives dentro de mim,
E serás sempre o meu mito,
Para uma eternidade enfim,
Pois te digo,
“O que faz falta
É animar a malta”
E se o “fascista conspira na sombra”
Deixa o conspirar,
Nós estamos aqui,
É para o derrotar…
Em vida,
E em morte,
Que quem escreve fica na memória,
E nunca mais é apagado,
Mas sim lembrado,
Nem que ela seja paródia,
Fica em perseverança,
Em livros,
Ou até mesmo em disco,
A nossa festança,
Mesmo que “a morte saia à rua”,
Ficará sempre em lembrança …
autor: Quelhas

OBSERVANDO!...
Barragem do Ermal
Observando!
No sopé do Merouço,
Sul de Guilhofrei,
Chuva fria ouço,
Na terra que já morei…
Observando!
O fundo; Barragem do Ermal,
Sentia vento gelado,
E, eu, ali abrigado,
Daquele frio infernal…
Observando!
Com Fátima conversava,
Aquando vendia um livro,
O Céu entreaberto estava,
No entanto chovia em crivo…
Observando!
E de repente,
As nuvens a fluir,
O sol ficou reluzente,
Uma boa-tarde estava p`ra vir…
Observando!
Monte de Senhora da Fé,
Monte da Santa Marta,
…Exclama a Fata!
-Neve! Não é!?
Observando!
Olhei para serra do Gerês,
- Neve! Pois é!?
De trás de Senhora da Fé,
No cume mais alto talvez!...
Observando!
Pouco mais a centro,
Serra da Cabreira, manto branco,
Vento frio, nenhum espanto,
Neve! Brilhara ao sol reluzente…
Observando!
Olha! Olha mais neve,
Ali naquele pico além.
Neve! Na aldeia dos Anjos,
- Por isso está frio meu bem…
Observando!
A magnifica paisagem,
Vento seco a circular,
As Eólicas a rolar,
E nós apanharmos aragem…
Observando!
O azul da barragem,
O verdejante dos campos,
Um Esquilo selvagem,
As ovelhas e cavalos brancos…
Observando!
Pinheiros verdes e secos,
No deslumbrar da neve fria,
As casas de pedra e branqueadas,
Num contexto de paz e alegria…
Observando!
Aquando estava ali a passar,
Tive mesmo que parar e observar,
O clima era fenomenal,
Geada! Manto branco, encanto…
Neve vai cair neste Natal…
autor: Quelhas