História sem Final


Abro o caderno onde escrevi outrora
As minhas ilusões de amor e rima,
E o que esses versos me dizem agora
Se já não tenho crença e nem estima?

Procuro uma palavra que me exprima
Um pensamento bom, que não se aflora,
E quando a luz da idéia se aproxima
A sombra da esperança vai embora...

Meus frágeis versos, vítimas de mim,
Doei-lhes toda herança do meu mal
Em pobres frases vãs e inacabadas...

Serão eternos por não terem fim,
E viverão nas páginas fechadas
Do meu livro de história sem final.
 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  02.06.2009  

  

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