HELENA
Ana Teresinha Drumond Machado - Alvinópolis - MG

Helena,
mulher simples,
da lida, da luta.

Discreta Helena,
mulher de garra,
dos pobres,
do povo,
dos oprimidos.

Helena,
não de Machado de Assis,
não da Literatura,
das revistas e jornais.

Helena,
do trabalho incansável,
mulher nossa, da gente de nossa terra,
da comunidade de Alvinópolis.

Helena,
mulher luz,
mulher carne,
reconhecida, valorizada, singular...
Madre Tereza de Calcutá,
Irmã Dulce;
é a nossa
IRMÃ HELENA DE ALVINÓPOLIS.
 



SOTURNAMENTE
Ana Teresinha Drumond Machado - Alvinópolis – MG

São Paulo! Comoção da minha vida!

Luzes pelas noites do crime assolam
soturnamente a Paulicéia Desvairada.
Rajadas
metralham
inocentes e desavisados
trabalhadores.

Luzes de pólvora pela noite do crime
denunciam estruturas sociais (des)equânimes
de homens farsantes
que criaram a Lei Magna
como tentativa de
impingir a idéia
de que todos os homens são iguais.

Luzes da barbárie cortam pela noite do crime
e como a Gênesis – por sete dias –
São Paulo
assusta,
cala
e
pára.

Luzes da catástrofe assustam, desesperam
e enlutam o país
porque como larvas vulcânicas
comem
queimam
e consomem
a vida, a confiança e o respeito de
inocentes cidadãos.
São Paulo e o mundo
estarrecem-se diante
dessa ciranda
de irresponsabilidades
incendiárias de almas.




FALARES DE MINAS
Ana Teresinha Drumond Machado - Alvinópolis - MG
(Aos queridos e amados mineirinhos: Lara, Júnior e Felipe).

Falar de Minas é ler Carlos Drummond, Guimarães Rosa,
Fernando Sabino, Murilo Mendes, Ziraldo, José Afrânio,
Magda Rodrigues e Danilo de Abreu Lima.
Falar de Minas é andar por Tiradentes, São João del-Rei,
Congonhas, Ouro Preto, Sabará, Jequitinhonha,
passar pelo Caraça, Catas Altas e vazar em Alvinópolis.
Falar de Minas é dourar o olhar com as Artes Barrocas:
Profetas de Sabão, Basílica N. S. do Pilar, Igreja São Francisco,
Igrejinha do Ó, Nossa Senhora do Rosário.

Falar de Minas é ouvir Peixe-Vivo, Ó Minas Gerais,
Canção de Estudante, Cio da Terra, Aquarela do Brasil,
Nós, os loucos e Interior.

Falar de Minas é ouvir sabiá, joão-de-barro, tico-tico,
bem-te-vi, papa-arroz na mangueira do quintal.

Falar de Minas é encantar com o artesanato: bordados
e rendinhas, vasos de barros, bonecas e chapéus de palhas,
cestas de fibras, colchas de retalhos.

Falar de Minas é vestir pra missa do domingo
“panin” de chita, conjuntinhos assentados
e sainhas comportadas...

Falar de Minas é comer pão-de-queijo,
biscoito de polvilho, broa de fubá, angu, taioba,
torresmo e, à beira do fogão à lenha, arroz “branquin”,
frango com quiabo e tutu com lingüiça.

Falar de Minas é beber café no “canequim”,
leite no curral, água na cuia e pinga no “copin”.

Falar de Minas é correr entre montanhas,
é gostar de gente simples, é rezar ave-marias,
ser dançante no congado, é parar pra Banda passar,
é sentar na praça do Gaspar, é jogar conversa fora,
é saber dizer UAI.

Falar de Minas é chegar à Capital: Igrejinha da Pampulha,
Praça da Liberdade, Pirulito da Praça Sete,
Parque Municipal, Palácio das Artes, Mineirinho e Mineirão.

Falar de Minas é ler, olhar, ouvir, cantar, saborear, silenciar.

Falar de Minas é descobrir, conhecer, gostar, apaixonar, amar.

Falar de Minas é brilhar os olhos, rasgar sorriso no rosto
e dizer: “Esse trem é bão dimais!”
 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  15.05.2009  

  

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