QUANDO OS LOBOS UIVAM
José Albano Ferreira

Q uero, posso e mando,
U m lema que se foi criando
A través do Estado Novo.
N o lucro estava a gestão
D esdenhando-se o pão,
O que havia de manter o povo!

O s baldios que eram o sustento,
S ão a base do desentendimento.

L utou-se, mas sem Justiça,
O Poder da vil cobiça
B ania a voz do mais pobre.
O s lesados foram à liça
S empre por uma causa "Nobre".

U m documentário sobre os valores,
I nfluente, de Moita Flores
V alida toda esta bulha,
A ssim no meio dos actores,
M ostrei-me eu, "O ti Zé Grulha".

            


CINQUENTA E SETE ANOS
José Albano Ferreira

Conto mais um na idade
Indiferente ao meu retrato,
No meu bilhete de identidade
Quero somá-los! É um facto...
Uma adição engrossando
No bem que a vida nos dá,
Tendo amor e ternura
A felicidade perdura

Enquanto estamos por cá.

Semeando a minha semente
Em campos de diversas culturas,
Tenho para toda a gente
Espalhando...até loucuras.

Aqui! Junto a pé de vós
Neste recanto de amizade,
Ouvireis a minha voz
Servida de cordialidade.

             

A MINHA AMIGA
José Albano Ferreira


Tenho uma amiga
Com a voz amiga
Faz-me muito bem
Sem ser o meu bem,
A gente conversa
E a sua conversa
Aponta-me o erro
Quando eu erro.
Ponho-me a pensar
Que o meu pensar
Já não tem uso
Mas teimoso, eu uso.
Com outro viver
Ensina-me a viver
Doutra visão, a certa
Que sempre acerta,
Assim a retrato
Neste retrato
Que é humano.
Como ser humano
Sinto-me obrigado
Dizer-lhe obrigado
Pela sua ajuda.
Pois que me ajuda
Merece que eu
Não pense só no eu.
Quando chega a hora
O meu coração ora.

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  02.06.2009  

  

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