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Ah!
Ilusões...
Roseli Busmair
As mesmas tolas ilusões por mim
passaram
e só me deixaram um rastro de saudade
do tudo o que me foi felicidade
Essas tais tolas ilusões que nos
consomem
tem por certo um outro nome
ou de mulher ou de homem
Eu desenhei o futuro entre ilusões;
perdida
nas mãos do mau destino em desatino
e, de vez em quando... sangro essa
ferida
Entre tolas ilusões foi que amei
demais,
sonhei também o meu sonho fugaz
sabendo-te ser um bom rapaz
Nas cinzas onde me resgatei qual Fenix,
a vida e o amor em ilusões toda
contida,
fez-me outra vez sonhadora e feliz!
Não importa quão tolas sejam as
ilusões
em nosso sonhar, elas nos movem em
emoções
e se regeneram... expandem-se em
quimeras
Ilusões de amores vividos ou perdidas
conquistas,
de mil coisas materiais ou até
superficiais,
mas aquelas que ficam em nós, são as
benditas
Ilusões que latejam ao pulsar d'um
coração
enquanto busco estender e alcançar-te
a mão
de encontro a minha mão,
selamos a mais nova e bela ilusão!

FASCINAÇÃO
Roseli Busmair
Ao dia esmaecido à nebulose e ao frio,
encarno a personagem do sonho e
divago:
A mão vai em busca do poder dum mago
aonde as carícias sofregam num estio
e sou qual a maçã do seu pecado,
sou o som dum fado, alço um vôo alado
nos descaminhos do prazer, sou toda
martírio...
Fascinação és e me invade
o supremo sentido da vida-colorida
já prestes a fenecer... Sou a magia
infinda
na constante busca da menina perdida:
- A sua cara-metade !
Fascínio dioturno preso ao pensamento
dos melhores momentos... Sou a
maga-nostalgia
encantando a poesia aos versos do
sentimento...
a cama está vazia... eu... em louca
euforia...
escrava da fascinação do meu intento!
Fascinação eu sou nos teus encantos!!!
Julho_2007

Meus ais
Roseli Busmair
Solto ao vento à breve Primavera
Os últimos ais dessa verdade:
Alma poeta vive é de quimeras,
É solitária e se nutre da saudade
Vai alada, alçando o azul do céu
Em mensagem cifrada de queixume...
Ungüento de meus ais voam ao léu
E seguem a sua luz... Oh! Meu lume!
Invernada encoberta e, eu sob açoites
Sangrando... Vão-se todos os meus
versos
Já semi-mortos pelas longas noites
Tempestade és! Mais que o vento
forte...
Abatendo-me em seus ais perversos,
Que só se calarão... após a morte!
Paraná - Brasil
14 de Agosto de 2007

Biografia
POESIAS
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