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Sabiá
Que bom poder voltar
Ao tempo de criança
Podendo recordar
A simples e pura canção
Da liberdade a cantar
Quando no verso dizia:
Sabiá lá na gaiola
Fez um buraquinho
Voou, voou, voou!
E ao ver cada ano passar
O dia a dia a se transformar
A selva no chão a ser jogada
E suas galhas no solo a secar
A sua rama ao sabiá ser negada
E assim a natureza ficar
Sem os gorjeios e, então calar
Do bela ave som e o vôo parar
E sobre todos a tristeza destroçar
E importante lembrar
Que elas vem nos sinalizando
A todos nós com seu canto falando
Para cuidarmos da floresta
Se não o sabiá não virá fazer a festa
Pois sua orquestra palco não terá
Para todos se apresentar.
Lúcio Reis
Belém do Pará
18/03/07

Páscoa
Caso estivesse o "z" e não com "s" em
sua ortografia
A paz explicita estaria em sua grafia
Mesmo assim, lá está há mais de 20
séculos
Por meio da fé, a nos dar
sustentáculos
Com mais um nascimento e, assim outra
idade
No objetivo o entendimento da
fraternidade
A Páscoa nos mostra de corpo inteiro a
caridade
No ensinamento de Jesus a expressão da
humildade
Mas ainda não o alcançamos e não o
entendemos
A guerra no dia a dia é a nossa opção
é o que preferimos
As ações belicosas são jogos letais
E choro e ranger de dentes atos reais
Crianças e nasciturnas indefesas,
idosos lentos a toda hora
Vitimas naturais de insanas ações
Vidas que nem viram a beleza do por do
sol
Outras e muitas sequer da majestosa
aurora, as lições
De que no mundo tudo é de todos
Que a igualdade entre nós, dispensa
fila
Pois é tão real e verdadeira
Que nenhum ser ou pessoa chegaria por
derradeira
Mas, não desistamos do sorriso
Abrir mão da alegria de viver
Séria da Páscoa e do renascer, descrer
E de Jesus totalmente esquecer.
Lúcio Reis
Belém-Pará
19/03/07

-Esperanças
Alcançamos o crítico estágio
Parece que não há nenhum bom presságio
O ser humano sujou seriamente
Seu caráter sua mente
Os valores morais
Não valem um grão de areia
Pois todos invertidos
Transformou as nações em massa de
pervertidos
Sei Senhor que estas a nos observar
Tua tristeza é profunda
E Teu amor por tua criação, ainda
inunda
Não deixara que venhas nos abandonar
Talvez estejas tentando ainda nos
conscientizar
De que este mundo é nossa casa, nosso
lar
Será que ainda acreditas venhamos isso
enxergar?
E por nós mesmo iniciaremos a tudo
consertar
Tenho esperanças de que haverá
mudanças
Que o mundo seja o doce lar de
crianças
Por isso vamos alimentar a
credibilidade
De que tudo se modifique e aqui reine
a felicidade
Lúcio Reis
Belém do Pará
19/03/07

Biografia
POESIAS
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