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Estático, Ou Extático!
Ramoore
Colhendo da vida em lições de amores
Em passos certos e incertos no
caminhar
Ocultando em desencontros as dores
Indicando ao coração a forma do amar
Sigo em mãos dadas ao meu destino
Tão decantado em floreios sem fim
Criando ilusões, fugindo ao desatino
Não encontrando da metade de mim
Entre novos cheiros novos trejeitos
Cheios de velhos dengos e sutilezas
Brindando ao acaso meio sem jeitos
Em taças incolores sem realezas
No gosto amargo e etílico
Do estático para estar extático.

ATALHOS
Ramoore
Sigo,
buscando em mil faces,
o encontro perdido,
um coração
Que em mil abraços,
cada vez mais em diferente braços
Faz do prazer a ilusão primeira,
entre pernas alheias,
Colhendo nas encruzilhadas do destino,
o gosto amargo,
O gozo premeditado de um encontro
forjado
Entre paredes que não são minhas,
procuro construir,
Sem saber em que porta entrar,
conheço uma vida
Que não faz parte de mim,
apenas,
existe como tantas outras
Em outros caminhos,
fazendo carinhos de amantes novos
Tropeçando
entre diferentes pensamentos de
guerras íntimas,
Que aos gritos de incertezas,
trazem um glossário de angústias
Tornando minh'alma triste,
fazendo meu mundo ficar velho,
Em taquicardias mórbidas de descrença
no amanhã
Sentindo mais brancos os cabelos,
na lembrança forte do ontem,
Tentando provar que tudo é válido,
procuro em outros lábios
A verdade,
ou o mel,
de seu último beijo.

Do Plágio Nasce O Adágio...
Ramoore
Como se fora ir à luta em defesa da
ilusão agredida
O poeta veste armadura de palavras
tolas e cruéis
E sente do peso a amargura do ir em
partida
Na busca dos dedos que roubaram os
anéis
Como se fora ir à luta em defesa da
musa roubada
O poeta veste terno cinza costurado em
viés
E sente o incomodo do ir em fúria
abobada
Na busca das mãos que ocultaram os pés
Sem encontrar rastros esquece da
ilusão e mata
Quem levando os anéis deixou no ar um
cheiro
De ausência esquecendo do tempo a data
O poeta então acorda se torna livre e
matreiro
E sem gritar ao mundo quieto sem
chorar o plágio
Ri com os olhos sente no peito aberto
o coração
Sem roupas e armaduras desprezando o
gládio
Segura a pena apenas para deixar fluir
a emoção.

REFLEXÃO
Ramoore
Senhor do Universo,
Criador do homem, do céu, da terra, e
dos animais
Permita a ousadia de gritar ao vento,
de viajar entre as nuvens,
Ou, de simplesmente,
cantar em versos a esperança da poesia
Sabe,
ontem deixei que o coração em ritmo
tão nosso
Mostrasse em descompasso
a alegria de sentir sua presença,
Não foi fazendo orações,
ou ficando de joelhos e implorando
atenção
Foi um momento tão nosso, que não
existem credos e incrédulos,
Apenas,
a magia do encontro
que faz a alma sentir saudades
Não vou mentir,
dizendo que não sei que saudades são
essas,
Seria fugir do seu encontro,
contrariando minhas ações e desejos
E deixar de sentir a cumplicidade de
seu sorriso e compreensão,
Quando olhando dentro de meus olhos,
senti seu olhar eternizando os dias
E trazendo a paz do mistério sentido e
doutrinado por mestres alheios
Ao encanto da dualidade,
única fonte da verdade de nossas
vidas,
Fechei os olhos,
deixando o peito abrir-se para abrigar
meus anseios,
E devagar, uma a uma, elas foram
chegando...
Obrigado, Senhor do Universo.
Por existirem as lágrimas.

Biografia
POESIAS
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