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TRISTE OLHAR...
Núria Carla Figueiredo Silva
Ah! Esses teus olhos vazios...
Que tudo vêem e nada sentem...
Me dói, vê-lo ausente...
Na imensidão do amanhã...
Você viveu sem encanto...
Não, que este não tivesse...
Mas, não teve na vida: alegria...
A não ser escolher esta vida vazia...
Que agora te faz falta...
Você é essência de mim...
Faz falta pra mim...
Esse teu vago olhar...
Eu queria poder te dar tudo...
Mas, principalmente o direito de amar!
Oh! Mundo cruel...
Devolva-me, meu Leo...
Que tanta falta me faz...
Sinto imensa amargura...
Pois você foi a cura...
Da minha forma de amar!
Meu primeiro poema, feito ao meu filho
Leonardo ( Leo).
ALMA DE CRIANÇA
"Quem te dera a esperança
De tua alma de criança,
Que perfuma teu dormir!
Quem dos sonhos te acordasse
Que num beijo t'embalasse
Desmaiada no sentir!" (Álvares de
Azevedo)
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Núria Carla Figueiredo Silva
Suspirei por teu meigo afeto,
Como a rosa num deserto
Regada num cristal.
Pois, tão nítida esperança,
Desta alma de criança,
Em teus braços ver o sol.
Eu diria ao infinito:
Sê ao meu mundo bemvindo!
Semear nobre palor.
Pois, quem sabe estarias,
A compor as melodias,
Mais sublimes do amor.
O perfume exalaria
Numa aurora à luz do dia,
Ou quem sabe à escuridão.
Te traria no meu peito
A doçura do meu leito
Embalada ao coração.
Sou a alma ambulante,
E quem sabe neste instante
Encontrasse o meu destino.
Num lugar tão distante
O meu peito irá constante
À procura de um retiro.
Este céu vi nos teus olhos
Tão cativos e tristonhos.

Biografia
POESIAS
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