Retomada
(Neusa Padovani Martins)


Demorei muito a compreender.
Mas enfim com clareza tudo entendi.
Não posso mais tudo poder.
Vivo hoje diferente de como sempre vivi.

Quando cruzo meus braços sobre o peito.
É como se me fechasse para o mundo.
Emudeço meu ser e esqueço meu jeito.
E permito assim ser jogada ao fundo.

E como se nada mais eu valesse.
Vejo que tentas sutilmente e me entristece.
Mas, como se meu ser, enfim, morresse.
Sinto claramente que você só me aborrece.

Preciso poder voltar a mim mesma.
Retornar ao meu caminho levada pelo vento.
Preciso que você se cale e que me deixe.
Que me esqueça na tênue linha do tempo.


Armando
(Neusa Padovani Martins)

A arma do mando
O mando da arma
Armando a arma
O mando se armando

É tudo assim sempre
Armando somente
O mando sempre armando
A arma do mando.

Eu não mando! Tu mandas
No medo do mando
A arma do medo
Armando essa arma.

Eu não mando nesse tempo
Você manda! Eles mandam
Mas, até quando esse mando?
Do medo, da arma, do mando?

O mando do passado é presente
Será a arma do futuro
Por isso vou-me somente
Sem mando, sempre armando

Sendo dono do meu mando
Serei senhor do meu próprio tempo.

Biografia

POESIAS

 

 

 

 

 

 

l Página Inicial l Índice l Livro de Visitas l

 

 

Copyright © 2006,Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Todos os direitos reservados.

Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  07.06.2009  

  

Você é o visitante número
 
Counter
 

Webdesigner:  Sonia Orsiolli