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DECISÃO
Neila Costa
Quando não mais
Quiseres saber de mim,
Ou nem mesmo
Meu nome ouvir,
Não me importa
O que será o amanhã
Para quem tanto
Ouviu falar em ti.
Foi tanto amor
Nessa imensidão de vida,
Que me perdi
Na ânsia de te querer,
Sem saber ao menos
Se sentias paixão por mim.
Entretanto quem sabe
Um dia me procures,
Por um motivo qualquer,
Estarei a te esperar
Mesmo que seja
Para não falar de amor.
Mas quando a porta
Do meu coração se fechar,
Não reclames se despertares,
Para quem de verdade,
Soube somente te amar.

CORPOS VAZIOS
Neila Costa
Debruço meus olhos
Sobre o teu corpo vazio
Nesse momento de dor
Onde a vida o amortece.
Cavalgo por ti em desespero.
Minhas mãos te deitam
E te fazem dormir...
Meus olhos nus em lágrimas
Sob tua alma ausente,
Sussurra baixinho seu nome
Em gritos de silêncio
Que sufoco em dor!
Sou saudade em carne
Sou pânico, sou metade,
Sou vazio...
Minha boca tremula
Em gemidos angustiantes.
Aconchego-te na vida eterna
Que na sombra do inimigo
Reluta contra a certeza
De que em ti faleço...
Neila Costa

ENTARDECER
Nesse rubro entardecer de verão
Observo as gaivotas que rasgam
O deserto do céu e no seu repentino
Planar sobre o mar mergulham entre
As ondas e recolhem seus alimentos.
Meus olhos fixos no ar
Pela maravilhosa pintura
Começam a bailar aos movimentos
Mutáveis do magnífico mar.
Surpresa a brisa me chega suave
E de mansinho acaricia meu rosto,
Rouba e aquece o frio do meu coração.
Num pulsar de sopro que sai do meu
soluçar
As lágrimas em ondas começam a me
banhar,
Quando não mais vejo o sol que estava
a me aquecer.
Na areia começa a se formar
A sombra da noite que sobre ela
Descansa o meu fatigado corpo.
As ondas do mar enfim
Sob o véu da lua cheia, repousam,
E as estrelas tímidas saltitam
saudando
A lua que novamente reina soberana.
Neila Costa

Biografia
POESIAS
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