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Brejo
Santo
Marineusa Santana
Brejo Santo é terra boa
De povo trabalhador
Sua gente hospitaleira
Acolhe a todos com amor
Brejo Santo é terra simples
Porém tem o seu valor
São seus filhos os cúmplices
Do seu crescimento e esplendor
Brejo Santo é terra fértil
Dá tudo que se plantar
Na lavoura dá mil por mil
Na cultura dá sem par
Brejo Santo é terra de fé
De um povo de bom coração
Que, como São José
Ama a Maria e a oração
Brejo Santo é consagrado
Ao Coração de Jesus
Nosso Padroeiro amado
Que nosso povo conduz.

A RUA
DA MATRIZ
Marineusa Santana
Nasci em Brejo Santo
Na rua da Matriz
Lugar do meu encanto
Onde fui muito feliz
Cresci ouvindo o canto
No coro da Matriz
Os louvores ao Coração Santo
Desde pequena eu fiz
No coreto, bem no canto
Da praça da Matriz
No fim da escada, no recanto
Ouvi a retreta feliz
Vi destruída no entanto
Ao lado da Matriz
A praça que amei tanto
Que me fez tão feliz
Relembro com desencanto
Do quarteirão da Matriz
Da destruição do encanto
E me sinto infeliz
Para perpetuar entretanto
A riqueza da rua da Matriz
Em prosa, verso ou canto
Gravá-la na história eu quis.

Família Gomes da Silva
Marineusa Santana
José Francisco da Silva
Em brejo veio morar
Com ele e a esposa Ana
Para nesta terra habitar
Vieram seus seis filhos
Todos ainda por casar
Lourenço com Inácia
Resolveu sem demorar
Depois da festa de núpcias
Uma família gerar
Muitos dos seus descendentes
Residem neste lugar
Antonio Gomes da Silva Bastos
Decidiu se fixar
Na rua da Taboqueira
Onde podemos encontrar
Alguns descendentes seus
Ainda ali a morar
A mão de Luzia foi dada
Para com Manoel da R.Pita casar
E tiveram o filho Ambrósio
Para o Brejo povoar
Deram origem à família Ambrósio
E conseguiram o clã aumentar
Inácio em Brejo dos Santos
Não quis se radicar
Para Águas Belas
Decidiu logo voltar
E em Pernambuco
Sua familiar germinar
Basílio Gomes da Silva
Quis ao Brejo adotar
Como sua terra natal
E Por ela sempre lutar
Além de Pacificador
É o Patriarca do lugar
Victor José Modesto
Em Salgueiro foi casar
Residiu no sítio Brejo
E no Piauí depois foi morar
Retornou ao Pernambuco
Para Araripina fundar
Foi co-fundador da Cidade
Onde resolveu se fixar
Ali criou raízes
E até hoje está a morar
Parte daquela posteridade
Que Deus lhe deu ao casar
Os seus descendentes
Começaram a se espalhar
Pelos estados do Brasil
Estudando ou a trabalhar
Por todo nosso País
Há modesto a morar
Hoje para uma genealogia
Podermos organizar
Faz-se muito difícil
Por não ter como encontrar
Cada um dos descendentes
No lugar onde está a morar
Precisamos, no entanto
Nos reaproximar
Para juntos numa luta
Nossa origem resgatar
E aos nossos descendentes
Nossa história contar
O futuro pelo qual
Estamos sempre a sonhar
Constrói-se do presente
Que não pode se desligar
De um passado histórico
Que devemos cultuar.

Biografia
POESIAS
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