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Acordando
Luiz Carlos Martini - Restinga Seca -
RS
Na manhã tranqüila e serena
Surge ainda morena
A mais bela flor
Um encanto, cândida de amor
Alguns passos, serenidade
Contempla a felicidade
Em mágicos movimentos
Que se espargem aos ventos
Um acordar diferente
De coração ainda quente
Pulsando a chamar
Quem ousa a contemplar
De repente algo fulmina
o sonho termina
Abre-se a porta do eu
Onde alguém passou em adeus.

Vento amargo
Luiz Carlos Martini - Restinga Seca -
RS
Uma paixão deu vazão ao sonho
Maroto sentimento que lento se
apoderou
Fez ninho bem juntinho do coração
Uma lembrança que avança do tempo que
passou
Ter coragem da passagem desse vento
doce
Não apagar o lugar que ocupou
Fingir um instante o quão delirante
momento
Deixar correr já que o ter expirou
Apoteose vaga, não se apaga jamais
Resta tida o que na vida soçobrou
Seqüela de dor, amargor da saudade
Num condoer, dissabor de um amor que
restou

Outro em mim
Luiz Carlos Martini - Restinga Seca -
RS
Um ledo engano me apoderou
Sem olhar no espelho
Sem mirar em mim
Não sei quem sou
Acreditei na imagem
Vi miasmas e sombras
Vi que era o que não era
Nada, apenas roupagem
Agora sigo assim
Num infortúnio presente
Num caminho sem volta
Nesta estrada sem fim

Partida
Luiz Carlos Martini - Restinga Seca -
RS
Prelúdio infame
Chegou a hora
Um sentimento partido
Deixa-me agora
Mas és tu que sabes
Que destino seguir
Abandonar-me ou não
Que horas partir
Carregue contigo
Pois de todos fui eu
Que num amor sincero
Entregaste o coração meu

Espera na areia
Luiz Carlos Martini - Restinga Seca -
RS
Noite de verão
Praia deserta
Eu n’uma esteira
O chuá das águas
Lua companheira
Amiga que sabe
Da dor latente
Triste desengano
Lágrimas de mim
Sal do oceano
Divagar em lamento
Mar de amargura
Espera na areia
Emergir nas ondas
A doce sereia
O sol vislumbra
Esperança fenece
E ilusão, é lenda
O coração palpita
Corta, abre fenda

BIOGRAFIA
POESIAS
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