Cântaro da Dor
Zena Maciel

Aos pés da deusa poesia
rasgo o véu das fantasias
Derramo o cântaro da dor
no amargo cálice da saudade

Nas folhas virgens de ilusão
escrevo versos de solidão
Deito no colo das letras
rimas molhadas de lágrimas

Com as carícias das palavras
afago o solitário coração
que sofre por não entender
o jogo obsceno da vida

Visto as anáguas do tempo
para ver o entardecer dos
pensamentos, que choram,
diante do funeral dos sonhos

18/09/2006


Flores Perfumadas de Saudade
Zena Maciel

No jardim dos meus dias
a dor coberta de alquimia
espalha na cama das fantasias
flores perfumadas de saudade

Saudade de um sonho morto
escrito em um soneto torto
que a vida não soube rimar
com os versos da poesia

Nos braços da noite fria
a solidão geme e desmaia
no colo da lânguida agonia
a morte de mais um dia

Nas esquinas do ébrio coração
Gotas plasmáticas escorrem
pelo altar da esfinge da desilusão
e beijam a boca do adeus !
Recife/PE

Reverdecer da Esperança
Zena Maciel


No verde amanhecer do céu
da boca do sorriso
a alma canta

No rosto prateado
dos dias azuis
nasce um sonho impossível

Na constelação da ilusão
estrelas reluzentes
pintam o chão de felicidade

No planeta do coração
a vida reverdece de
esperança e sorri

Sorri para o mundo
e voa para os
braços da liberdade!

01/01/2006

Paradigmas do Viver
Zena Maciel

Diante da fragilidade humana
o ser assustado chora !
O coração aflito implora
desvendar os paradigmas do viver

Por que viver sem sede de viver?
Escondido nas esquinas
obtusas e escuras do sol
sob a sombra da morte

A triste morte da esperança
que chora como criança
perdida no útero do mundo
em busca dos jardins dos sonhos

Sonhos brutalmente adulterados
pelas incógnitas do destino
Feridos pelos caminhos com
os espinhos da estúpida vida

Recife/2006

Hoje eu sou um poema!
Zena Maciel


Hoje acordei com vontade voar...
voar...voar....voar....
Voar nas asas lépidas de um
épico poema
Ser a musa de um poeta
Deixar o coração flamejar ao vento
Valsar ao som
de versos e rimas
Esquecer a minha triste sina
Inundar a alma com
próclises ,mesóclises e ênclises
Gargalhar ao som de
palavras poéticas
Pintar a dor com
metáforas azuis
Aplaudir de pé as trovas
Vestir-me de prosa
Perder o controle do tempo
Viajar nos lascivos pensamentos
e beijar a boca do amor
Quero ser livre
neste mundo de quimeras
Abraçar as loucuras de um poeta
e fazer da vida um eterno poema!


 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  17.06.2009  

  

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