|

Anjo
mulher
Walter Pereira Pimentel
Ao ver numa foto
Olhos tão azuis, lábios cor de mel
Linda, exclamei!
Deslumbrado então, do mundo decolei
Rumo ao infinito, ao céu
De onde poderias ter vindo
Anjo não habita num pedaço de papel!
São enviados do criador
Para orientar e socorrer
Corações aflitos, almas apaixonadas...
Tu, entretanto, és diferente, és gente
Como eu, tens sentimentos e vontades
Buscas, com certeza, amor e felicidade
Nutres desejos de amar e ser amada...
Sinto nos teus olhos, vejo que em ti
Um incêndio está prestes a irromper
No teu olhar, nos teus lábios
Há fogo que só o amor pode apagar
Desejos que só o corpo pode dar e
receber
Através de um gesto tão simples: amar!
E pensar que tudo isto vi numa
fotografia!
Bela e poderosa
Tão sensível e tão perfumada como uma
rosa
Assim tu és, anjo mulher!
27.01.05

BRISA
Walter Pereira Pimentel
Deixa-me ficar contigo um pouco mais
Pelo menos enquanto sopra essa brisa
E tua mão que pelo meu pescoço desliza
Excitando-me, transmitindo carinho e
paz
Não! Não quero ir agora
É noite, a madrugada logo estará aí
Abraça-me! Sinto que não devo sair
Está frio, chove muito lá fora
Compartilha comigo o teu leito
Agasalha-me junto a teu peito
Viver essa paixão é o que mais
desejamos!
Assim, quando o dia surgir
No auge do amor, com certeza ouvirei
de ti
Fica um pouco mais, é cedo ainda, te
amo!

Caça e
caçador
Walter Pereira Pimentel
Ao imaginar-te na praia
O meu olhar se torna devasso
Da cabeça aos pés, te envolve
Como o mar à areia
Quando sua água
Mansamente se espraia
Aflora então o meu lado lascivo
Fico agitado e impulsivo
Ávido por intimidade
Por olhares sensuais
Por tudo que dê prazer
E, ainda que efemeramente, por
felicidade
Atentos aos teus movimentos
Os meus olhos não param
Cheios de esperança
Inundados por ondas de amor
Te seguem
Fazendo de ti caça e de mim caçador
Ah, esse amor que me consome
E me faz devanear
Restringir a ti o meu universo
Sufocar quando a vontade é gritar
Revelar a todos o teu nome
Ainda que seja num verso!
Walter Pereira Pimentel
23.02.05

CORCEL DA
FELICIDADE
Walter Pereira Pimentel
Ao partires, naquele fim de tarde
Meus olhos marejaram, tanto, tanto...
Que as águas do meu pranto
Quase me afogaram num lago de saudade
Apeei da fantasia para o chão da
realidade
Não queria que partisses! Meu desejo
era tão forte
Que saí atrás de ti, a galope
Montando um corcel chamado felicidade
Com as lágrimas minha vista embaçou,
ficou turva
E assim te perdi na poeira da primeira
curva
Sumiste para sempre da minha visão!
Hoje, galopando pelos prados da
esperança
Carrego o sonho na garupa da lembrança
Tentando ver-te através dos olhos do
coração!

A ROSA
Walter Pereira Pimentel
Num canto do jardim
Bela, cheia de colorido, viçosa...
Eis que reina, com toda a sua beleza,
a rosa
Entre cravos, margaridas, jasmins...
Mesmo cercada por espinhos
Dentre todas, é a mais bela flor!
Exala o mais puro e suave odor
Encerra ternura, inspira carinho...
A nossa vida está cercada de flores
Nosso olfato purificado com seus
olores
Dádivas que a natureza, de graça, nos
legou
Te ofereço, é tua esta bela rosa
vermelha!
Que ela tenha no teu coração a força
de uma centelha
Para acender a chama do amor!

O teu fogo
Walter Pereira Pimentel
Até a eternidade, se pudesse, iria
contigo
Sussurrando todos os dias ao teu
ouvido
Palavras sensuais, desejos atrevidos
Sonhos e fantasias
Que silenciosamente trago comigo.
No teu olhar, indiscreto e devorador
Nos teus gestos de carinho
Na tua ternura...
Encontraria motivação para as loucuras
Tão presentes nos meus descaminhos.
E assim viveria
Até quando pudesse
E assim te amaria
Até quando me quisesses
E enquanto permitisses
Abrasar-me no calor
De uma chama que jamais se apaga
O fogo do teu amor!
05.07.05

Biografia
POESIAS
|