SILÊNCIOS
Victor Jerónimo


É no silêncio das noites escuras
que sinto teu sangue a fervilhar,
Tremendo sequioso nas alvuras
borbulhando sem querer terminar.

É no silêncio do teu lindo regaço
que me procuro nas horas mortas,
Então amordaças o meu coração
e sorves em silêncio minhas mágoas.

E o teu sangue corre sem parar
fazendo bater esse coração louco,
Em longas horas sem fim, a cavalgar
na noite escura de um silêncio brando.


MAS SEI
Victor Jerónimo

Não sei se a saudade aumenta na separação,
Não sei se o desejo implica o ter-te com amor,
Não sei se esta vontade de te ter é uma ilusão,
Mas sei que a cada dia é maior o desejar e querer.

O viver por viver deixou de ter sentido em mim
Pois me acalentas e amparas nas horas de desilusão,
Fruto de um amor, um grande e feliz amor sem fim
Pela nova vida que trouxeste com carinho a este coração.

Agora olho-te, olhos nos olhos e vejo a tua alma
O fundo do teu ser pulsa e vibra como num encanto,
E sinto sem saber porque te amo tanto... tanto!

E juntos caminhamos assim, por estradas e vielas
Vencendo os escolhos e desviando-nos dos perigos
Juntos caminharemos assim até ao fim do dia, dos dias.


O AMOR É UMA COISA MARAVILHOSA
Victor Jerónimo

É pois como o afirmais ou dizeis,
"O amor é uma coisa maravilhosa."
Também acrescentar o poderíeis
o amor é a razão de uma vida majestosa.

Amar é sentir o desejo do ter ou possuir
Sentir a sensação duma alma fervente
É também o perder do juízo e do sentir
Anseio de desejo lúbrico e premente.

Amar é gostar de ser dominado
É ter o poder de sentirmos outra vida
É a benquerença do existir ou sonhar.

Amar é vida e sem ele esta não tem sentido
Porque amar é sonhar é sabermos da dita
O que por bem existe dentro do nosso lar.

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  25.02.2009  

  

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