SAUDADE DOÍDA DA MINHA MÃE
Raquel Caminha
(Lindinha)

Saudade doída mãezinha.
Saudade da tua ausência, do teu amor,
da ternura sempre presente.
Mesmo assim mãe, nessa distância,
eu sinto o teu calor.
Lágrimas rolam hoje em meu rosto,
sei que será impossível te tocar,
mas eu gostaria de sentir aquele
perfume e depois disso, em teu colo nanar.
A saudade, o vazio, foi o que deixaste
comigo na tua partida.
Naquele dia mãezinha, creia,
doeu tanto, tanto, que meu rosto cobriu-se de pranto
e meu coração diminuiu.
Sabe por que mãe! Levaste um pedaço
dele em tuas mãos.
Sei que é impossível eu pedi
que retornes um dia.
Só te peço mamãe, que onde estiveres,
olhe por mim e faça brilhar novamente
meu sol de alegria.
Lembro-me quando você contava para as amigas:
Nasceu hoje dia 29/09, minha filha,
ela é uma botão de rosa,
nasceu na estação linda da primavera.
Eu ainda menina ficava toda orgulhosa.
No dia 29, vou sentir falta dos
teus braços me nanando, não importa a idade
em que estou, vou ser sempre tua criança.
Nesse dia mãe, faça nas flores eu senti teu perfume,
pois já será primavera, e assim renovando a esperança,

transformando essa saudade deveras.
Faça meu sorriso brilhar,
faça eu seguir sem entrelinhas,
quero nessa trilha firme te encontrar,
para poder dizer-te...
Amo-te... Amo-te... Amo-te,

Letícia Caminha


NUMA NOITE DE LUAR
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)


Naquela noite de luar eu
estava vagueando totalmente
sem rumo.
Segui o caminho que meu coração,
numa palpitação,insinuou.
Fui até a praia, estava
uma linda noite de luar,
eu sozinha chutando aquela areia fina,
pensando com meus botões, mas já
sem nenhuma ilusão.
Por que é tão difícil encontrar o amor,
aquele que vai ser o dono do meu coração.
Assim me sentei na areia e comecei
a escrever coisas sem ordenação,
só para rimar:
amor com dor,
olhar com vagar,
ilusão com paixão,
torturando o meu pobre coração.
Nesse momento vi aqueles pés
ali na minha frente apagando
tudo que eu tinha escrito.
Vagarosamente levantei
a minha cabeça, era você meu amor!
Não contive a minha emoção,
levantei-me tremula, mãos geladas,
naquele momento uma estrela riscou o céu
iluminando toda a praia, anunciando
que eu tinha encontrado
a minha cara metade.


SOMOS SIM, DEUSES POETAS.
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)


Somos sim, deuses,
quando escrevemos nossos sonhos,
nossas fantasias, nosso mais puro amor e
nossos mais puros sentimentos.
Somos sim deuses, quando escrevemos
o que a alma sente, pois somos verdadeiros.
Um deus poeta não mente... Sente!
Somos sim, deuses e eternos românticos,
que ama as flores, as cachoeiras,
as verdes matas, o perfume do homem ou da mulher amada.
Somos sim, deuses poetas, mas não vivemos de sonhos.
Sofremos com a desigualdade, com o racismo, com a falsidade.
Somos sim deuses poetas, mas com os pés no chão, não fechamos
os olhos a toda e qualquer situação, que nos faz chegar as lágrimas,
pois nesse mundo que vivemos, ainda encontramos palavras
amáveis, apoio humano de um irmão.
Somos sim, deuses poetas por descortinar em palavras,
os sentimentos mais nobre numa
demonstração de amor, a um amigo querido,
que porventura necessite de um abrigo.
Somos sim, deuses da poesia,
quando tocamos seu coração, como estou
tocando agora, com esse simples poema,
onde tenho a certeza, que o envolvi com minha magia.
Eu nesse momento me sinto a deusa da poesia,
por está participando dessa linda ciranda.
Desejo para todos os participantes,
que sejam verdadeiramente,
Um deus da poesia.


Em Algum Lugar do Passado
Raquel Caminha
(Lindinha)


Escrito em uma árvore, marcado em algum chão,
a criança traquina, feliz, brincalhona e sem pecado,
com seu rostinho angelical, puro e cheia de ação,
com certeza, ficou em algum lugar do passado.

Em algum papel rabiscando sua emoção,
seu primeiro amor de menina-moça trancado,
as sete chaves em seu coração,
com certeza, ficou em algum lugar do passado.

Na Vila Santa Elisa, onde me criei,
até hoje por mim sempre lembrado,
foram anos de felicidade e de tristeza eu sei,
mas com certeza, ficou em algum lugar do passado.

Os que já se foram, minha mãe, meu pai, meu irmão,
são presentes que eu recebi de Deus abençoado,
trago sempre comigo em meu coração,
com certeza foram especiais, em algum lugar do passado.


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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  08.06.2009  

  

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