Onde anda você...

Durante o dia
A correria me distrai
E envolvida
Na labuta
A vida vai

Mas chega a noite
E com ela
Paciência!
O som do tempo
Me recorda
Sua ausência

Onde estará você
 Neste momento?
 Escapa-me aos limites
 O pensamento
 Então uma quietude me invade
 Entregando-me
 Aos cuidados
 Da saudade

Onde andará você
Que não o encontro
 E assim de pronto
 Agita-me o coração
 Onde estará você
 Que gosto tanto
 Mas que, no entanto
 Não passa de uma ilusão...

Priscila de Loureiro Coelho


Querido

Teu amor consiste
 No infinito carinho que possuis
 Nas parcelas graciosas do universo de teus beijos
 Na alegria jovial de teu sorriso
 Na poesia cadenciada de teus olhos...
 No encontro enamorado de nós dois!

Priscila de Loureiro Coelho


Fusão de almas


Minha alma funde-se à sua
Em doce e suave mistura
Na procura vão as duas
Explorar-se com loucura

Infinitas tonalidades
Explodem como aquarela
Unem nossas qualidades
Dissipam cada quimera

Somos uma só energia
Vibrando em sintonia
 Em doce e doida tensão

Provocamos sinergia
Como se fosse utopia
Unir amor e paixão


Priscila de Loureiro Coelho


Encantamento

Surpreende-me sobremaneira
Teu modo de se colocar
Mesmo em tom de brincadeira
Sabe como se expressar

Atônita me vi entretida
Desejando te agradar
Mostrando-me reconhecida
Do teu jeito singular

Talvez seja a espontaneidade
Ou mesmo a tua alegria
que me agradou de verdade
provocando esta poesia

Quanto aos teus rumos na vida
Uma coisa vou dizer
Tens a alma envolvida
Na lida real do viver

Assim ouso definir
És um ser privilegiado
Pauta todo teu sentir
Num dom que te foi consagrado

Ninguém que seja assim
Pode ocultar o valor
Confesso que para mim
Tens a essência do amor...

Priscila de Loureiro Coelho

Palavras

Palavras soltas ao vento
Perdidas inúteis no ar
Idéias e sentimentos
Estéreis a se espalhar...

Palavras fúteis, vazias
Errantes fontes de dor
São sílabas sempre tão frias
Causando só desamor...

Palavras, recurso sensato
Esquema de compreensão
Quando o sentido é exato...
Palavra... som do dilema
Ultimato, acusação
Quando o sentido envenena...

Palavras soltas ao vento
Delicadas como flor
Duram somente um momento
E se eternizam no amor...

Priscila de Loureiro Coelho


Ponderação

É tarde!
O sol beira as áreas do poente
Numa sugestiva forma de quem deseja repousar.
A cor do sol é mais intensa
Bem mais, do que nas primeiras horas da manhã.
Talvez esteja cansado, quem sabe!
Tenciona, com certeza
Pousar teus raios dourados sobre as montanhas
... e lá permanecer
Como se fosse uma alma atormentada
Que planeja repousar teu desassossego
Nos ombros de algum amigo...
É... Talvez não seja tão tarde assim!

Priscila de Loureiro Coelho

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  08.06.2009  

  

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