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Sociedade Escritores de Blumenau
DIRETORIA – GESTÃO 2006
Presidente:
Neida Rocha (Wobeto)

DANÇA COMIGO
Neida Rocha
Teus braços envolveram
meu corpo
e senti o pulsar do teu coração.
Senti que me amas.
Senti-me protegida
em teus braços.
Senti o amor
refletido em teu olhar.
Bailamos ausentes da vida
ao nosso redor.
Nossos olhos
fitaram-se por um instante.
Teus lábios pronunciaram,
silenciosamente,
para minha alma,
o amor correspondido.
Meu ser estava completo
na eternidade do instante.
Teus lábios
aproximaram-se dos meus
para selar
nosso momento.
Acordei.
17/09/2006

RECONHECIMENTO
Neida Rocha
Pela vida,
te busquei.
Andei léguas
a tua procura.
Fingi ser feliz.
Brinquei de casinha.
Criei um mundo só meu,
onde eu te encontrava
a minha espera.
Meus devaneios
eram povoados
pela tua presença.
Em minha solidão,
eras minha companhia.
Meus sonhos acabaram.
Vi tua imagem real
e fitei teus olhos.
Reconheceste
nosso
amor.
13/09/2006

HISTÓRIA DE AMOR
Neida Rocha
Era uma vez um Príncipe.
Era uma vez um Sapo.
Era uma vez uma Princesa.
Cada qual tinha seus sonhos.
Seus caminhos se cruzaram.
O Sapo virou Príncipe.
O Príncipe envelheceu.
A Princesa virou Rainha.
Seus sonhos foram esquecidos.
A vida passou.
Cada qual em seu mundo,
buscava ser feliz.
O tempo passou.
Suas vidas se cruzaram.
A Rainha calava.
O Príncipe julgava.
O Sapo cresceu,
encontrou a Rainha,
declarou seu amor
e fez dela sua Princesa,
pois tudo o que ele podia
era oferecer seu Amor Juvenil.
25/08/2006

RESGATE DO AMOR
Neida Rocha
Na vida, temos escolhas a fazer.
Deixamos de lado o amor
por escolhermos o resgate.
Os ciclos se completam
e as labaredas do passado
sapecam os sentimentos verdadeiros.
Devemos seguir em paz
com a certeza da missão cumprida.
Ao completarmos nossa missão,
devemos retomar o amor
que ficou silente,
esperando sua hora.
Sejamos honrados,
ao perceber que os ciclos findam.
Resgatemos o amor adormecido
que, pacientemente,
espera e acalenta
o sonho de sua concretude.
Vivamos cada coisa
a seu tempo,
com a beleza do amor sublime
que soube esperar seu momento
para cristalizar-se
qual voal esfoaçante da liberdade.
30/06/2006

BIOGRAFIA
POESIAS
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