LEGADO PARAIBANO
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Poema participante do XII FESERP –
Festival Sertanejo de Poesia
Prêmio: Augusto dos Anjos.

Classificado em 11º lugar


Se me perguntarem: - O que a Paraíba tem?
Responderei: - Tem pré-história preservada,
Em Sousa, no alto sertão, de dinossauros as pegadas
Material arqueológico, inscrições rupestres incrustadas,
Tombado o Vale dos Dinossauros, Monumento Natural.

A história mesclada de lutas, sagas e mitos
Em tempos coloniais, destacando-se Pombal,
Outra época marcada pela atuação do cangaço
Era a vez de Lampião amedrontar a população
E assim foi crescendo a saga do paraibano sertão.

Uma linda Capital litorânea que a muitos emociona
Assistindo ao grande e belo espetáculo do Por do Sol
Ao som do Bolero de Ravel, evento de uma rara beleza
Que encanta pessoas vindo de várias partes do Brasil
Dentre as belezas pelas quais, João Pessoa nos apraz.

Troncos familiares que suas culturas e tradições
Às cinco regiões do Brasil levaram com devoção
Cidadãos comuns que partiram desde séculos atrás
Para diversos Estados, dentre eles, para Pernambuco
Partiram das terras paraibanas com responsabilidade.

Migraram no anonimato, alguns para constituir famílias
Outros para concluir seus estudos. Ah, obrigada Paraíba!
Pernambuco acolheu dois cidadãos paraibanos, do sertão
Algarobas, tamarindos, umaris...deixaram as vegetações
E aqui escreveram suas histórias com amor nos corações.

Um deles partira do Engenho Pau d'Arco
Outro de Sousa, da Estação de trem Acauã
Épocas distintas, porém não tão distantes
Aqui se estabeleceram, não eram errantes,
Escrevendo suas histórias com grande afã.

Ao primeiro já não mais caberia o anonimato
AUGUSTO de Carvalho Rodrigues DOS ANJOS
Viera para o Recife com a finalidade estudar
Concluiu seu curso na Faculdade de Direito
Para mais tarde à Paraíba retornar e lecionar.

Augusto dos Anjos, da poesia paraibana é expoente,
Alguns a classificam de triste, depende do momento,
Excêntrico, se triste, o poeta expressa o que sente
Através da sua poesia exterioriza seus sentimentos
Além de poeta, professor, transmitindo ensinamentos.

O outro, ao contrário, no seu anonimato continuou,
Porém, sua coragem de sertanejo sempre preservou,
Casou com uma pernambucana, sua família embalou
Com sua companheira, honrou os oito filhos que criou
Até que, num Dia do Professor, ao seu lado descansou.

Dois homens, cada um com garra fez sua história
Tecendo-as com as tradições do sertanejo paraibano,
Engenho Pau d'Arco, Sousa, Rio do Peixe, Acauã...
Originando homens bravios, ao mundo se lançando
Não deixaram morrer seus passados, e ela traçando.

Até um dia Sousa, Cidade Sorriso!
Até um dia, Rio do Peixe!
Até um dia Aparecida!
Até um dia Acauã!
Até...saudades!

Escrito em 08.out.2005


CUIDEMOS DA NATUREZA, ELA É LUZ
Mercêdes Pordeus

Era manhã, a luz do sol que já despontara
Os pássaros voavam e como numa festa
Aos bebedouros chegavam
Quanto mais luz do sol, mais pássaros
Arrodeavam aqueles bebedouros
No fundo repletos de pequenos cristais

A natureza plena e bela recebera o sol
Com um doce "bem vindo", bela anfitriã
O sol em reciprocidade desejou-lhe lindo dia
Dia em que não lhe tocassem de modo devastador
Que a respeitassem com muito fulgor

Assim foi começando um lindo dia
Com a luz do Astro Rei
Pássaros e borboletas bailavam
E coloriam ainda mais aquele belo quadro
Parecia uma obra de arte em acabamento

Acabamento dado pelo Arquiteto do UNIVERSO
Esse arquiteto, com a luz natural que embalava a terra
Confiou ao homem a guarda de um bem imprescindível
Para a vida, para o homem respirar...viver
Mas o homem, arquiteto terreno

Não deu ouvidos a voz do Arquiteto Mor
E passou a transgredir, devastar a natureza
Que implorava por clemência pois ela queria
Deixar sua luz resplandecer, e ir aos quatro cantos da terra
Mas o homem fingiu-se surdo e devastou as matas

Aterrou os rios se ali fez sua moradia, mas o rio só queria
Correr e correr livremente margens a fora.
Por quê o homem não ouviu a voz do Senhor?
E não se fez seu verdadeiro mordomo da natureza?
Seu verdadeiro guardião.

É tão difícil assim, cuidar bem de riqueza
Cujo valor inestimável Ele nos confiou?
Daquilo que Deus nos presenteou graciosamente?
Como conseqüência a terra tremeu.
Mas que seja o último fenômeno dessa natureza.


Ajude-nos Senhor nessa jornada
Não nos deixe ferir ainda mais a Natureza, já tão fragilizada.
Abençoa-nos para que possamos ter a luz do sol a brilhar
E que possamos ser a Luz do Mundo
Como assim é o vosso determinar.

Que nos amemos uns aos outros
Podendo assim refletir um pouco
A luz que emana de ti e do nosso interior
E que nos abençoe Senhor e Mestre.

Em 07/01/2005


POETA
Mercêdes Pordeus

Palavras cuja junção a todos encantam
E ecoam como um brado de liberdade
Sim, Poeta tu és livre, livre para expressar
Teus mais belos sentimentos
Que são arte de saber amar.
Amar com a transparência e limpidez
Mas também com a tenacidade
que é própria dos cristais.

09/02/04


COMO CHEGA O AMOR
Mercêdes Pordeus


Uns podem dizer como chega o amor
De acordo com o que experimentou
Outros podem até idealizar
E aqui expor o que pensar

É certo que muitas vezes
O amor anda escondidinho
Em baixo de uma sombra
Que se confunde com a amizade

As vezes nem damos conta
Nem percebemos que nos apaixonamos
Mas também há quem o experimente
Estridente como um vulcão

Há quem o confunda também
Com momentos de paixão
Contudo, o que acontecer
Há de discernir sem confusão

28/05/04

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  07.06.2009  

  

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