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Acabou-se o segredo!
Marilena Trujillo
Você aqui não está, não está, não
está!
Seu perfume paira no ar... me chama...
Sinto frio amor meu, que frio... que
frio!
Minha boca o seu beijo deseja e clama.
Noite longa pra nós dois, você aí, eu
aqui,
Saudosos, ansiosos, acesos... os
dois...
Seu rosto não sai da minha mente,
provoca...
Sua voz repete meu nome antes e
depois...
Ah esses nossos mundos, o seu e o meu,
Separados por quilômetros cruéis,
impostos,
Hoje queria tanto seu colo, essa voz
macia...
Mas o destino nos condenou a mundos
opostos...
Você não está aqui, não está, não
está!...
Até quando vamos suportar, anjo
meu?...
A esperança nos foge, escapa dia a
dia...
Mas nosso amor segue em seu apogeu...
Guardando no peito esse ingrato
segredo,
Esse gigantesco e sublime
sentimento...
Só nós acreditamos ser possível
esconder...
Toda a paixão que nos toma, que vai no
peito!
Chega amor querido... chega minha
vida!...
Chegou a hora, que se acabe o
sofrimento!
Julgados e condenados fomos e já
pagamos,
Nós nos amamos sim! - Acabou-se o
segredo!
Mary Trujillo
23.05.2006

Alto lá cidadão!
Marilena Trujillo
Alto lá, cidadão! - Aonde vai com as
suas pregações?
Verdades sem cabimento são seu
instrumento...
Pinta e borda... deita e rola... usa e
joga fora...
Alto lá, cidadão! - A vida é feita de
bom exemplo!
Seu Deus seria o mesmo que é o meu?
Confesso que esta é a minha maior
indagação...
Faça o que eu digo...mas não o que
faço...
Para quem blasfema não há perdão meu
irmão!
Tire a trave do seu olho torto e
gordo. Lição
De moral, só pode dar quem pra ninguém
faz mal.
Alto lá, cidadão! - Sua verdade não é
a única, não!
Quem acredita ser o dono da verdade é
um boçal!
Alto lá, cidadão! -Tudo tem sua causa
e efeito!
Não devolva mal... ao bem que lhe foi
feito!...
Não queira ensinar o padre-nosso ao
vigário...
Extermine essa cobra que está em seu
peito!
Mary Trujillo
31.03.2006

Não... não... não... por favor!...
Marilena Trujillo
Não... não... não... por favor!...
Nada mais quero ouvir de ciúme...
Sinto-me adorada, numa gaiola de ouro!
Sem sentir da vida o natural perfume!
Vendo o sol nascer entre as grades...
Do amor, que feliz da vida, me
condena...
Tendo nos lábios palavras doces e
amenas,
Juíz se faz, e decreta as mais duras
penas!
Não... não ... não... por favor!...
Não posso mais viver numa redoma de
vidro,
Não posso aceitar... vegetar
apenas!...
Meu coração está ferido demais...
aflito!...
Tantas vezes pedi... tantas implorei!
Não dá pra viver de dor e lágrimas...
Sou como a flor no duro rochedo...
Um pássaro que lhe cortaram as asas!
Tanto pedi, tanto implorei...
expliquei...
Tantas e tantas vezes, afeto sincero
jurei!
Que hoje sem forças, sem qualquer
alegria,
Percebo que só me feri... e
maltratei!...
O que fiz?... - Aonde foi que
errei?!...
Mary Trujillo
22.06.2006

Cala... Cala...Cala!...
Marilena Trujillo
Cala... cala...cala!...
Se tua inveja é insuportável,
Pede ao Pai ajuda...
Se nada de bom trazes no coração,
Pede aos céus bondade...
Mas cala, cala a má palavra,
A má fé, cala o que de feio está por
dentro!
Cala a maldade no peito!
Cala a calúnia provocada
Por despeito...
Aceita que todos têm defeitos,
Que somos pó, do pó fomos feitos!
Cala a mentira, cala, cala a maldição
Que penetrou tuas veias, que prende
Como uma aranha,
Que enreda inocentes em suas teias!
Cala, cala, cala!...
Deus tudo vê, tudo sabe, tudo pode!
Pior que de um bandido é o seu
proceder,
Pois quem conhece a força de Deus
E não respeita, ergue as mãos aos céus
Inutilmente, reza sem ser ouvido...
Está em plena vida, já morto!
Cala... cala enquanto é tempo!
Enquanto teu corpo tem forças,
E o sangue ainda está quente...
Cala a estupidez, a insensatez,
A manhosa bondade, a falsidade...
Pensa no amanhã... no futuro...
Na velhice chegando, numa cama
De hospital, num dia escuro...
Tendo como companhia a
Solidão, a angustia e o medo...
Nada mais haverá atrás do muro!
No rufar dos tambores...
Quando soar o gongo, estarás só;
com Deus, e o cruel arrependimento!...
Mary Trujillo
07.06.2006

Calla... Calla...Calla!...
Marilena Trujillo
Calla... calla...calla!...
Si tu envidia es insoportable,
Pide al Padre ayuda...
Si en el corazón nada de bueno traes,
Pide a los cielos bondad...
Pero calla, calla la mala palabra,
La mala fe, ¡calla lo que de feo está
adentro!
¡Calla la maldad en el pecho!
Calla la calumnia provocada
Por despecho...
Acepta que todos tienen defectos,
Que somos polvo, ¡del polvo fuimos
hechos!
Calla la mentira, calla, calla la
maldición
Que penetró en tus venas, que se
prende
Como una araña,
¡Que enreda a inocentes en su tela!
Calla, calla, calla!...
Dios todo lo ve, todo lo sabe, todo
puede!
Peor que de un bandido es tu proceder,
Pues quien conoce la fuerza de Dios
Y no respeta, eleva sus manos al Cielo
Inútilmente, y reza sin ser oído...
¡En plena vida, ya está muerto!
Calla... ¡calla mientras hay tiempo!
Mientras tu cuerpo tiene fuerzas,
Y la sangre aún está caliente...
Calla la estupidez, la insensatez,
La astuta bondad, la falsedad...
Piensa en el mañana... en el futuro...
En la vejez llegando, en una cama
De hospital, en un oscuro día...
Teniendo como compañía
La soledad, la angustia, el miedo...
¡Nada más habrá detrás del muro!
Con el redoblar de los tambores...
Cuando suene el gong, solo estarás;
con Dios, ¡y con tu cruel
remordimiento!...
Calla... Calla... ¡Calla!...
Marilena Trujillo
Versión en español:
Alberto Peyrano
Respeite os direitos autorais

Vingança Cigana
Marilena Trujillo
A cigana lançou os olhos ao redor...
Outro céu... seria agora seu refúgio,
Pegou só o que era seu... e partiu...
Nunca mais usaria de subterfúgios!...
Nunca mais rolaria uma lágrima sequer
Em seu rosto... em seus belos olhos...
Tudo seria festa... alegria...
dança...
Sem tristezas infindas... sem
abrolhos...
Ah... sua quase selvagem revolta...
Pedia troco... revanche... vingança!
Sua alma feminina gritava: - Chegará o
dia
De ferir certo peito... como uma
lança!...
Partiu... partiu sem olhar para
trás...
Sem demora, sem pensar em nada...
Voltaria a ser a cigana impetuosa...
Seria seu amor... a mais afiada
espada!...
Dançaria à luz da lua, cercada de
olhares
Famintos... cobiçosos...
apaixonados...
Atrairia com seu estonteante fascínio,
Seria a fera de cada tenda ou
povoado...
Mas aquele cigano... jamais a teria,
jamais!
Jamais teria seu corpo... sua boca
beijaria...
Seria de todos... sem ser de nenhum!
Nunca mais seu peito, o amor
albergaria...
E seu triste juramento...
cumpriu-se...
Há um cigano que chora de saudade...
Lembrando do seu fiel... e doce
amor...
Mais nela... nada sobrou de bondade...
Ele... ele descobriu o quanto errou...
Quanto feriu... e seu peito sangrou...
Mas ela nunca mais voltará para ele...
Aquele cigano... no peito ela
matou!...
Mary Trujillo
03.10.2006

Biografia
POESIAS
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