“VOA PENSAMENTO, VOA”
Giuseppe Martinelli

Voa, voa pensamento, voa,
Pelo infinito, a procura do nada.
Do nada, em que o todo nele está
E nele vai encontrar o que eu desejo.

Ó pensamento inquieto voa e vai!
Vê se me traz os bons argumentos.
De convencer-me em ficar aqui;
Senão, em pensamento vou até lá.

Pensamento que conheces os segredos
De eu querer viajar pelo mundo afora.
Voando, quero para mundos diferentes
E conhecer lugares nunca vistos...

Para ti, ó pensamento é fácil voar,
Voar aqui e acolá sem prestar contas.
Sem pagar impostos e nem pedagio,
Do veículo que usas para voar...

Leva-me, ó pensamento, em outro lugar,
Leva-me bem longe daqui, aonde paz existe.
Cansado estou de conviver com tanta injustiça
Que os Governos deste Mundo estão fazendo.

Voa, voa pensamento, meu companheiro!
Voa até os confins do Firmamento.
Voa até onde mora a felicidade
E deixe-me ficar lá, eternamente...


Abril de 2006.

Midi: La riva bianca, la riva nera
-Iva Zanicchi-



MEU DESEJO
(G. Martinelli)


Meu desejo é que esta noite sonha
Os sonhos por ti sempre desejados.
Eu quero estar junto nesses sonhos
E neles viver os sonhos sonhados...

Meu desejo é construir um ninho
E abrigar os dois dentro dele.
Para clarear a beleza desse ninho,
Pego uma estrela e a penduro no teto.

Meu desejo é dar-te com certeza
Nesse ninho as maiores alegrias.
Colocar nele o sonho desejado
E continuar, ainda que dormindo...

Meu desejo é continuar a te ver
Desfilar com as vestes do desejo,
Mostrar-me tua beleza escultural...
E eu, pintar esse momento numa tela.

Meu desejo é te ver acordar feliz
Ao meu lado, vivendo o “paraíso”.
Que venham os anjos alegremente
A cantar uníssonos o hino do amor...

Meu desejo é ter-te continuamente
Em meus braços e amar-te eternamente.
Fazer de conta que o Mundo é nosso
E que ninguém atrapalha o nosso ninho...

Guarapuava, setembro de 2005


MATEMÁTICA DA VIDA
(G. Martinelli)


Os sentimentos vão madurecendo
Conforme a experiência dos anos.
Em estar convivendo com os homens,
Que uns são bons, outros nem tanto...

Na matemática dos anos
Em que se vive neste mundo,
Todo o dia é um aprendizado
Que se soma ao resultado.

Um dia a gente acrescenta,
Outro dia a gente tira;
Mas ganha nessa teima
Quem melhor faz a conta.

Assim também é no jogo do amor:
Há aquele que se entrega totalmente,
Enquanto há outro... que só aproveita.
E sendo assim, ao somar dá negativo...

Se no amor se aplicasse a matemática,
O resultado seria mais convincente.
Não teria desperdícios de sentimentos
E não se jogaria fora o amor acumulado...

O sentimento do amor é um multiplicador,
O da bondade e caridade é soma e divisão;
Ao contrário, o da inveja subtrai e diminui.
Mas, com o ódio é pior, pois apaga o resultado.

Na conta da alegria, não precisa adicionar,
Que por si só se capacita de somar e multiplicar.
Eu quero que na matemática da vida eu feche o “ano”
Com o resultado positivo! ...Só lucro e dividendos...

Guarapuava, agosto de 2005


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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  13.04.2009  

  

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