FAZENDA IPÊ
Mário Osny Rosa


Água cristalina
Que vem da colina.
Tem um bom clima
Da serra lá em cima.

Suas trilhas matreiras
Ao lado da cachoeira.
A vegetação a margear
E o pássaro gorjear.

O turista logo chega
O bom clima desfrutar.
Naquele belo lugar
Tudo logo festeja.

Nessa linda mata atlântica
Linda é a vegetação nativa.
Muitas flores e as bromélias
Dando vida aquela paisagem.

São José/SC, 9 de agosto de 2.006.

FUGIR COM MEDO
Mário Osny Rosa

Da pesquisa ao debate
Que resta desse embate.
Um povo esclarecido
Para que fosse decidido.

Não prestar esclarecimento
Logo o povo a desconfiar.
Foge a todo o momento
Nele logo vai descontar.

A visão da pesquisa
É um embuste sem valor
Tenta marcar o vencedor.

Não se vota em ter
Mas sim para não perder
Sem até mesmo saber.

São José/SC, 12 de agosto de 2.006.


NO LUME DE UMA AUDIÊNCIA
Mário Osny Rosa


De audiência em audiência
Qual será a conseqüência.
Até parece uma demência
Pensei em pedir clemência.

Chegaram e logo voltaram
Sem audiência realizar.
Quando vai ela terminar
Nova data vão já marcaram.

O sofrimento da autora
Com toda morosidade.
Da justiça ineficiente
O juiz estava ausente.

Em quem mais acreditar
Para um direito salvar.
Logo alguém pronunciar
Como logo sentenciar.

São José/SC, 10 de agosto de 2.006.


ADEUS SEM VOLTA
Mário Osny Rosa

Lá vai saindo o cidadão
O grande motivo da nação.
Sai de casa logo bem cedo
Carregado de muito medo.

No ônibus a embarcar
A todo lado a olhar.
Seu pensamento a girar
Será que vai estourar?

Com fogo ou sem fogo
Tudo pode acontecer
Logo no amanhecer.

Um frio na sua espinha
Logo se avizinha
Na primeira paradinha.

São José/SC, 12 de agosto de 2.006.

QUEM SÃO ELES
Mário Osny Rosa


Queria ter liberdade
E o poder de falar.
Para o Brasil salvar
Da promiscuidade.

De todos os facínoras
Que a imagem inodora.
Com pouco altruísmo
Da ação do paludismo.

Um paludismo político
Frustando brasileiros.
Com atitude de festeiro
Como agulha de tricô.

De um lado para outro
Num vai e vem sem fim.
Sem qualidade enfim
Nem olha para o morto.

Assim são os políticos
Do meu país continental.
Com muita pouca moral
Nem mesmo são críticos.

São José/SC, 10 de agosto de 2.006.


LEMBRANÇA DE UM PAI
Mário Osny Rosa

De sua bela prole criada
Num tempo pouco remoto.
É tudo disso que noto
Na hora agora acatada.

São filhos que esquecem
São pais que nada sabem.
Numa difícil e longa viagem
De seus filhos a educarem.

É o que hoje vemos
Juventude desvirtuada.
Sendo a mesma matada
Por vícios ficam mutiladas.

Quando o pai acorda
Da vida facilitada.
Nada mais resta a fazer
Pede até para morrer.

Vendo seu filho sofrer
Por nele sempre confiar.
Sem nunca desconfiar
Nem mesmo antever.

São José/SC, 9 de agosto de 2.006.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

PS As poesias desse dia que deveria
ser de alegria, não o são em sua plenitude,
escrevi algo, que não podia mais deixar de
denunciar e ao mesmo tempo publicar,
diante desse mundo violento em
todas as partes do mundo.

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  07.06.2009  

  

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