EFIGÊNIA COUTINHO
Manuel Jorge Monteiro de Lima

Como gostaria de ser poeta
dizer por palavras e carinho
Do Alfa ao ômega, sina reta
De uma Efigênia Coutinho
Que escreve os seus brocados
literários, tão perenes e sutis
como pingos de chuva abençoados
caídos do céu e ela diz.

"E sempre deixam raízes
em que o amor semeado"
Fazem as pessoas felizes
numa seara, o amor lavrado
eflúvios de violetas silvestres
ou essências de gardênia,
palavras, poesia, eruditos mestres
Entres eles, a poetiza Efigênia.
 



SUA TERNURA
Manuel Jorge Monteiro de Lima


Sua ternura balançou
a solidão, impacientes velas,
desfraldadas no silencio
Do oceano etéreo,ondas de convulsão
Se sublimam em eflúvios de incenso
bafejando a quilha desse barco sublime
Que derrama lágrimas em doce canto
de bondade, de tristeza, e amor insigne
placebo que alivia este meu pranto.



SAUDADE
Manuel Jorge M. Lima

Longe neste Brasil
tenho saudade do Marco
da infancia primaveril
no douro, quando, olhando o barco
rabelo, transportando o vinho
fino , doce bebida de anjo
cristais, sobre toalhas de linho
servidas por anjos e arcanjos

Oh que saudades da terra
daquela que me viu nascer
terra rodeada de serra
e de rios, fonte do alvorescer
de ilustres personalidades
empresários, uma artista,
e minhas sentimentalidades.

Exatamente naquela banda
Nasceu uma grande artista
a brasileira Carmem Miranda
que não nasceu pra fadista
mas representou o Brasil sem medo
de estrangeira ter nascido.
Lá nasceu Belmiro Azevedo
grande empresário assumido.

Também foi lá que fui nascer
para depois já adulto.
vir para o Brasil aprender
Um sentimento, lindo,culto
de imitar poetas e amar a poesia
ousando escrever por deferencia
Que amo o Brasil, minha estrela guia
E Portugal da minha adolescência.



MENINOS DE RUA
Manuel Jorge M. Lima

Criança sofrida, quanto tormento
Esperança tenue,implacável sementeiro
De crianças sem teto,sem lar, ao relento
A cola de sapateiro seu principal alimento

Vegetam, perambulam,vida ausente
Acaso do destino, algum traficante
servindo a primeira droga de presente
escola do crime, do maldito meliante.

E nós passivos! O governo em doces águas
caudalosas,prestigioso leito do valérioduto.
à margem os desassistidos, muitas mágoas
fome, miséria depois estupro,depois o luto.

Nós passivos! alhures, falsas esperanças,
ineptos gritamos a impotência da vontade
de proteger, educar,uma poucas crianças
Fome zero? nefasto e vil ato de caridade...

É este o meu grito de desespero,e impotente.
Não adiantam mais as rezas, nem novenas.
Dá-me uma luz Meu Deus, por ser deprimente
ter governantes ,com sorriso de mecenas.

alphaville

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  07.06.2009  

  

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