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testamento a
céu aberto
Helena
Armond
testamento a céu aberto
a
quem interessar minhas leis
ou a
quem chegar primeiro
herdeiros não os terei
vinha
vindo otimista
entre
humanóides fascistas
dia e noite noite e dia
vi
coisas que nunca vi
num
avaliar...nem valeria...
o
viver incoerente...
e...parti pra desistir
mas......pensei ...criativa
(
seria ??? )
na
contramão ...um conviver chifrim...?
em
minhas leis
todo
verbo é conjugável
em
todos os tempos in-variavelMENTE
foi
quando tentei...o desistir de desistir
mas...in...FELIZMENTE...morri

FÍSICA.MENTE...
Aristóteles... Newton... Galileu...Shenberg
ainda
cálculando espaços ...
sem
medidas...
des-cobrindo estrelas...astros
guelas
negras....
e
ainda em equação
somavam... ainda
somam.. sapiências...
rumo
ao infinito (? ) que lhes ( nos )
foge
pulsa
imperceptivel e initerrupto...o
universo
em contínua mutação
em "
demonstrações por absurdos"
enquanto tal desafio...em confronto
louvo e consagro o que
planta
quando o vento
"cheira" ou quando a lua avisa...
ele segue abrindo
covas em linhas retas
a serem verdes curvas
que ao vento...
mântricas
se encontrando no
horizonte
a dividir sementes
...quânticas...
==========
" ora ! direis ouvir
estrelas" !

o tempo
não passa....passamos
ditado chinês:
o homem feliz varria as
folhas
e tirava água do poço
e...
retrucou
um executivo :
" Prefiro taças...d´água
mineral
e...
tirar folhas do talão de
cheques
ponto
escorregam-me pelos dedos
palavras mal ditas mal ditos
escritos
se rimam ... se pensam poemas
nada mais aos dilemas...
( recurso único...mais nada...)
do limão...a limonada
horas perdidas? horas se vão
embora???
que o vento leve os ponteiros
estou sempre em zero hora
horas por onde escapo
ponto de vista... demente ?
vivo em horas do sempre
tendo o futuro "na cara "
se me viro num repente...
sou o tempo da pedra lascada
nesse tempo nesse agora
em cada ponto do mundo
quem morre em mesmos segundos
não morre na minha hora...
máquina... presa ao braço...
ao longo... se executam
em horas não obrigatórias
viva... vejo respiro e...escuto...
as batidas do meu pulso
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helena armond
Numa torre
circular está o rei
numa torre circular está o rei
ele anda em volutas e não chega
NUNCA
passa pequenas janelas e...não vê
o incendiar de um por de sol
nem os brilhos das macieiras
ERRA
em volutas ele anda e se repete
quando desce cabisbaixo....cuida
não pisar o manto.....valete é
QUEM
da passagem... o lacaio pagem
em volutas sobe o rei a torre
numa eterna e circular viagem
NÃO
estão muito contentes com esse
rei...
na descida e na subida ....ele se
cala...
todos falam e se interrogam... só o
rei não
FALA
???

Biografia
POESIAS
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