NOSSOS ANSEIOS
ao/à destinatário/a, E(n)fi(m)...
ao/á leitor/a, em si(!)
(puro tesão)


teus anseios anseio por tê-los
mais que leitura de versos
como os escrevo para lê-los
dos modos mais diversos

meus anseios anseio dizê-los
lambendo os teus seios
com calor da Língua em elos
unindo-nos pelos meios.!.

nossos anseios são selos
em cartas que vão virtuais
fazer ao Destino os zelos
com que nos dirige mortais(!)

Deves ler como dueto com teu "Meus Seios"!
          

O amor...
Francisco Coimbra

O amor
quando menos se espera
pode chegar e por vezes
nem chegamos a saber
nome a quem o deu...

O amor
quando nos chama
pode queimar
e doer...

O amor
sem ele, o que é
ser?...

O amor
é in_finito...

O amor...

          
hipoteticamente
Francisco Coimbra

a narrativa da voz
olhando do palco o silêncio
escuro da plateia
habitada por pessoas
sem rosto no olhar perdido
onde declamo hipoteticamente

a minha ausência
deste palco iluminado
pela respiração do poema
saindo das pedras
com suas escamas de versos

a flauta mágica
agito-a nas mãos nuas
aflorando os buracos
abertos na cana oca

a alegria mora algures
pronta a mudar de pele
para crescer e crescer

a noite espera por nós
em breve nos alongaremos

à boca do amor e dos corpos

{01.04.06

       
m'usa
Francisco Coimbra


ME USA

Eu te amo! E se ando
ainda à procura dessa
fórmula mágica de me dizer
sempre o mesmo,

deixa que a diferença
seja apenas (você…) quem lê!
Não precisarás da dúvida para…
ter a certeza - M'usa!

          
todo
Francisco Coimbra

4
«
deixa que um beijo saia
da ponta dos meus dedos
para acariciar teu corpo
»
assim começando onde
ando a desejar-te toda

onda do meu mastro!...

5
como um barco navego
no casco deste desejo
onde vogo para longe

seguindo as estrelas
no prazer da noite

onde sonho o sonho...

6
olhando o horizonte
a vir como um verso
avançando na folha

como uma onda vem
mergulhar na praia

eu, ondulo ondulação!

         
Amar amor o Amor
francisco Coimbra
Amor

tu és a substância
do melhor dum substantivo

para ti te escrevo
sem procurar um adjectivo

vou procurando
amar amor Amor objectivo

comecei letras
desejando dizer teu motivo

onde neste ter
lês oração de Amor votivo!

(ter, para te dar, um poema;
ter-te para me ter... poesia!)

            
mão cheia
Francisco Coimbra


não faças a poesia quando escreves,
guarda-a para pintar e desenhar
versos que pensas a medir
o tempo e o espaço
onde te moves
no poema
com

1

o
som
presente
nas partituras
de um Bethoven
depois de ensurdecer

2

o
Dom
evidente
de quem sente
a alma a fluir ideias

3

o
Bom
adjacente
ao Bem e Belo

4

o
tom
latente

5

o
zoom... de mão cheia!
               

tudo () arte
Francisco Coimbra


mais explicito não ficaria
apenas nu
mostrando minha excitação
a ex_citar-te

«
vêm-me amar!... (*)
»

sem este
recato onde o canto nasce
nu apenas
num instante de to_d’arte

* ao entrar no parênteses!...


{Nem para passar um conto tive ciência,
a poesia, pelo contrário é um rio que trás
consigo o 'rio' o 'trá' e 'con' tudo isto dá 'o' contrário?}


 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  20.05.2009  

  

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