A Dança do Vento
faffi...
(Silvia Giovatto)

O vento dança ao som do seu próprio canto
e me faz bambolear...
faz as folhas das árvores seguirem seu ritmo...
Alucinadamente a roseira do jardim balança,
no ritmo frenético do vento.
O vento embala o balão no céu,
rebola as ondas no mar
O vento muda o curso dos rios...
As vezes eu tenho medo do vento,
medo de que ele carregue meus pensamentos
até onde você está,
medo que você descubra meu segredo;
que como o vento eu danço no compasso
das batidas do meu coração
que são mais frenéticas que o vento,
embaladas no amor, que tenho para te dar...

faffi..06 / 06 / 03



Um Grande Espetáculo!
faffi
(Silvia Giovatto)

Durante a noite toda
a chuva caiu do céu,
lavando a terra,
carregando sementes
que com certeza
vão germinar e florescer
nas margens dos rios.
De manhã o sol apareceu timidamente
para dar brilho a uma aquarela de cores
que cortava o céu de norte a sul...
Um grandioso espetáculo da natureza
está provando que depois da tempestade
vem a bonança.
Quem viu o dia amanhecer colorido,
a terra lavada, as flores se abrindo,
sentiu a presença de Deus,
de um Deus que está presente em tudo
e sabe exatamente onde montar
o seu espetáculo.
A natureza é o nosso Deus vivo!
Esse cheiro de terra molhada entrando
pela minha janela, esse arco-íris tingindo o céu
me faz acreditar que a vida é sobrenatural,
ultrapassa os poderes da natureza...e
temos de agradecer por ela,
Minuto a Minuto.

faffi/18/11/2005


O Beija-flor e a Flor
faffi...

(Silvia Giovatto)

Mal o dia clareava,
um pequeno beija-flor chegava
invadindo o jardim para sugar o mel da flor.
Quem por ali passava, assistia sorridente
esse lindo ritual do amor...
entre uma rosa e um beija-flor!
A rosa sorria quando o pássaro chegava
e a ele seu néctar ofertava...
O beija-flor apaixonado,
aceitava o néctar encantado...
A rosa cada dia mais viçosa, caia em prantos
quando o pequeno pássaro atrasava.
Seu perfume invadia o campo,
sua beleza encantava os outros pássaros,
as outras flores, os outros jardins.
Todos sabiam que esse amor era sem fim!
Um dia o beija-flor chegou meio atrasado
e não encontrou sua flor...
só pétalas caídas, carregadas pelo vento forte
que soprava sem parar...
Seria o fim do amor?
sim, era mesmo o fim!
a rosa linda murchou...o vento veio
e a rosa despetalou, sem nem mesmo perceber
que ela fazia parte de uma linda história de amor,
entre uma rosa e um beija-flor..

/11/02/2005

O Cravo e a Rosa

faffi
(Silvia Giovatto)

O cravo sempre apaixonado
pela bela rosa,
não se continha quando um
beija-flor mais ousado, vinha colher o néctar
da sua doce amada.
Seu ciúme era tanto, que chegava
a desprezar as borboletas
que esvoaçavam no jardim
e que de repente pousavam
na rosa ainda fechada.
Ah! com o cravo era assim;
ninguém colheria sua flor,
nada de borboletas nem de
beija-flores esvoaçando por
perto da sua amada..
O Cravo sofria, como sofria!
Colar na rosa ele não podia
porque os espinhos a protegiam.
Assim , o cravo de amor foi se acabando, se fechando e
desaparecendo dos jardins....
Hoje não se Vê tantos cravos,
mas as rosas permanecem cada dia mais coloridas,
lindas e perfumadas, enfeitando as casas e os jardins.
Será que são os espinhos que as fazem ser assim?
Amadas e protegidas...mas, nunca possuídas...
Nascem das sementes de outras rosas, derramadas nos jardins.

faffi /05/12/2005


Eu Sou Assim
faffi
(Silvia Giovatto)

Sou assim;
Um pouco de tudo
Um pouco de menina
Um pouco de mulher
Um pouco delicada
Um pouco malcriada
Um pouco discreta
Um pouco atrevida
Um pouco de poeta
Um pouco de moleca
Um pouco doce
Um pouco amarga
Metade de mim está no direito..
A outra metade está no avesso...
Meu lado direito é claro
Meu lado avesso é obscuro
Meu lado direito pede a razão...
Meu lado avesso só obsessão
As vezes sou como uma folha caída levada pelo vento...
Outras, sou como uma árvore frondosa que não se abala com nada...
Sou pobre e sou rica
Sou derivado de mim mesma
Uso adjetivos para me modificar...
Do verbo só tenho a palavra...
Uso pronome quando não quero me identificar
Sou uma divisão exata de mim...


Sol de Primavera
faffi...
(Silvia Giovatto)

A chuva caindo
Eu Caminhando
Já não sei mais se
a água que escorria do meu rosto
eram lágrimas ou gotas da chuva,
que suavemente deslizavam
misturando-se as minhas lágrimas
dando à elas um sabor adocicado.
A chuva caia gostosa e fina
minhas lágrimas eram suaves
porque não eram de revolta,
eram de saudade!
Logo um arco-íris vai surgir no céu
anunciando a bonança
O sol de primavera
vai voltar a brilhar
invadindo minha alma
com novas esperanças,
as flores vão desabrochar
dando um bom dia ao sol
com um sorriso molhado
com as gotas de água que a chuva
entre as pétalas deixou...
Não vou mais chorar
A magia do dia
A magia do sol
Vão estar ali...
brilhando, brilhando,
esperando a magia da lua se anunciar
trazendo de volta o sonho de amor
que a chuva apagou.
No meu coração agora,
brilha o sol da primavera!

19 / 08 / 2002


Eu poesia
faffi..
(Silvia Giovatto)

Eu sou poesia!
Que fala de amor
Que fala de dor
Que fala de guerra
Eu sou poesia!
Sou harmonia
Sou música
Sou verso
Sou canção
Eu sou poesia!
Moro no ar
Moro no livro
Moro na canção
Moro no coração
Eu sou poesia!
Que germina a terra
Que faz o homem chorar
Que faz o amor exaltar
Eu sou poesia!
Que grita e clama
por uma paixão...
Que chora e reclama
de uma saudade...
Que mostra a realidade
em um simples verso
trazendo uma lágrima,
um sorriso ,
uma saudade...
Em uma telinha de computador...
Em um pedaço de papel amarelado...
Em um livro dourado
eu estou...
Porque sou poesia!
Porque falo de amor

31 / 07 / 2002

Uma Cabana e Mais Nada
faffi
(Silvia Giovatto)

Uma cabana na beira da estrada
Violetas na janela
Pipocas pulando na panela
Um bule cheio de chá de maçã com canela
Na mesa um vaso com jasmins
Na cama um lençol de cetim
Uma lareira esquentando...
Lá fora o sol torrando a terra,
passarinhos esvoaçando por todo canto,
um lago azul onde eu possa me espelhar.
a noite vou abrir a janela, deixar a lua entrar,
um chão de estrelas vai se formar...
Na cabana da beira de estrada,
vou poetar até de madrugada,
vou tocar meu violão,
fazer uma canção...
Mais Nada!
08 / 05 / 2002


Só Quero Você

faffi
(Silvia Giovatto)

Hoje acordei carente...
A saudade tomou conta de mim,
não sei se a culpa é da chuva
que cai miúda,
ou do meu coração que bate
sem parar chamando por você.
Queria tanto estar ao seu lado,
falar de mim e ouvir um pouco de você
Ah, se eu pudesse ser leve como o vento,
voaria em sua direção roçando seu rosto
nun vai e vem... sem parar
e só voltaria quando a brisa parasse de soprar.
Não posso me aliar ao vento,
mas posso te deixar nesses versos
desencadeados, o meu recado...
Hoje, Só Quero Você!
Mesmo que o vento sopre em direção diferente...
dê meia volta e venha me ver.

faffi..27/01/2006


Utopia
faffi
(Silvia Giovatto)

Ontem voltei aquela casa da praia,
tudo estava exatamente no mesmo lugar
Abri as janelas para dar passagem ao sol
No armário da cozinha duas taças
e um litro de vinho pela metade
Na parede do meu quarto você sorria
nun retrato amarelado.
Acho que ontem eu não estava bem,
resolvi fazer uma faxina na casa
peguei um saco de lixo e nele
enfiei o seu retrato, lá se foi o seu sorriso,
a sua escova dental a sua taça.
A faxina foi geral, no saco de lixo
já não cabia mais nada,
lacrei botei no portão,
um gari se encarregou do resto.
Entrei tomei um banho
me vesti bonitinho
dei adeus a tristeza..e
fui caminhar na praia
me sentindo uma adolescente,
cheia de sonhos e fantasias,
literalmente feliz.
Utopia, quem sabe!

faffi 05/09/05

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  15.05.2009  

  

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