Contando as estrelas...
Deth Haak

Relatos exprimem no que canto
As estrelas no orbe ora versadas
Sentires e viveres em desencanto
Trilhando as tantas noites enluaradas...

O universo crepitando em pedrarias
perdido no olhar ,refletindo saudades
ansiadas em esquecer as patifarias
impostas a contento nas inverdades...

Nesse imenso azul noturno que cintila
cobrir-me afagando corpo o manto
que flutua na visagem em homilia
trazendo no trinar do vento encanto...

Dizimando do caminho as escarpas
secando orvalho que se fez em pranto
na passagem ensurdecendo as harpas
que agora tocam ritmando em acalanto.

No vai e vem entre as nuvens macias
Dançam compassos na melhor idade
O sorver a ternura em primazias
Que foi passado concluiu à realidade...

Transmutando no zéfiro a mais pura magia
Solfejando as flautas doces na harmonia
Do cometa que perpassava enquanto eu ia
Contando as estrelas a minha agonia...

As finas sedas que teciam a maresia
Tocando a face, como beijar o sol o dia...
Olor das rosas inebriando a brisa poesia
Ofertando a Orfeu, o amor que o ser comprazia.

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
20/9/2006


Despida...

Dos ciúmes que açoitaram a vida
Desnudo colhendo lágrimas que verti
Por ti, que pranteou de dor na despedida,
Do coração que disse teu, em seu mentir...

Ah! Imo tonto desatinado que por ti sofreu!
Não padece mais a emoção dum triste adeus
Foi pesadelo enclausurando dia, após dias e doeu,
Hoje desperta do sonho que a tolice acometeu...

Acamando no desamor o que não viveu, e não creu!
Despem-se das vestes a fantasia do baile seu
Ao longe a mascara, ao vislumbrar o que viveu,
Remoendo procelas, no oitante que adormeceu.

Despido por entre nuvens embalando no vento o tempo
A melodia sincronizada, aresta desses momentos,
Da nova lua que virá prateando no barlavento
Tecendo redes, cinzéis tramados na pureza do intento.

Na nudez de tão torpedo e angustiante sentimento.
lágrimas que colhidas armazenadas no coral do canto
no ocaso nublado, colhendo no cintilar do horizonte
ridos primaveris, em versos florescendo a cada instante.


“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
20/9/2006


Altivez

Trissílaba no mote quando soletrada
Silva a dor como vento aguerrido
O dizer suposto que vi no amigo
Como a falésia altiva devastada...
Que aragem cinzelou com a palavra
Grão de areia que vagou errante
Das Dunas que se vão pelos ares
E pousam nas conchas dolente...
Sem o perolar é cortante nos mares
Como a lâmina afiada dizer a soberba
Fere mesmo distante se ao julgo dares
Alinhavos do descabelo quem averba...
Pronunciando tamanha empáfia palavra
Assinala o taciturno, ácido do ser direi!
Ecos do vale sentido corroendo lavra
A enlodada água que mais beberei...
Da ventania que assolou o instante
Da cordilheira que em ti vislumbrei
Desvendando o ventar bem distante
Adágios ouvidos que mais plasmarei...

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
19/9/2006


Bom seria...


Sentir-me amada nessa hora orgíaca
em que o crepúsculo se põe a dormir
nos braços da noite que chega mágica
nos lençóis estrelados de estros remir.

Sentindo nos lábios a solidão trágica
do ultimo beijo, um descabido despedir
da estrela desgrenhada e sorumbática
Jaz perdida nos astros por ver-te partir...

Bom seria, não carpissem os esboços
na duvida cruel que o engano trazia
o oitante ofuscado trilhando percalços...

Nadando lágrimas vertidas na maresia
Prevaricando os melancólicos encalços.
Bom seria... Tê-lo nos traços da poesia...

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
20/8/2006

Versos tatuados // Impressos nas lousas...

Que crispam ao olhar do mar
Desenhos diversos, esboçados,
Refletindo a lira do mar de amar
Sãos luares que versam cintilados...

Valsando limo que ao viver imprimo
No bailar estrelado de ondas andejas
Que libam as rochas nos cepos
De marés que nacaram a vida!
Os carpidos insanos nas orlas sentidas
Quão digna verdade, marear na aragem
Salvem-te mares humanos covardes
A ti mar, o clamor silvado no vento a minha solidariedade...

Navegando a tristeza no barco da sorte
Por nascer em ti sou a rocha forte!
Nuançando as águas protegendo o templo da vida primeira do orbe.
Que assomes no tempo dizendo o norte...
Na sonata que tocas bem distante
Ecoando o sentir das conchas que dantes
viveram sem angustias, e no senso
Adornavam de moluscos a clemência!


“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
18/9/ 2006

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  19.05.2009  

  

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