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Meu
Cisne
Machado de Carlos
O´ Cisne branco de voz tão pura!
Nesta tristeza, chegaste de mansinho;
Embebi na tua paz, no teu carinho;
Esqueci o pretérito de amargura!
Ouço tua cantiga... É só ternura
a alumiar o meu denso caminho!
Transformaste em flor o meu espinho;
Não sofro mais na noite escura...
Ah! Cisne branco, eu queria apenas
acariciar a tua face pequena,
que a minha existência abençoa.
Ah! Cisne branco! Teu perfume exprime
Este momento grande e sublime!
...nas tuas asas... meu espírito
voa!...
Carlos,
Ribeirão Preto, 26 de abril de 2003
23h58 min.

Alma Gêmea
Machado de Carlos
Quando a nuvem escureceu o caminho,
Os deuses enviaram-me uma flor;
Assim, anjo, - vieste devagarinho,
Olvidei a tristeza... Acalmou-se a
dor...
Senti que não estava sozinho;
Encontrei a força incrível do teu
amor.
Tu és o gosto do mais raro vinho;
Sou um cego diante do teu esplendor!
Tua casa, o Olimpo!... Tua claridade
tece para sempre a felicidade;
Hoje tenho a síntese dos amores.
Faço de tua alma a eterna aliança.
Nela encontrei toda a esperança
da luminosidade das flores.
Carlos
Ribeirão Preto, 06 de maio de 2003.
21h57 min.

Ausência
Machado de Carlos
Um
ar frio,
é vazio...
Sou Só! Ah!... Tortura!
Já dormiu a ternura...
Morro nesta ilusão,
inda há paixão!
Quero amar
no mar
único.
Carlos,
Ribeirão Preto, 09 de maio de 2004.
00h47 min.

Uma Viagem
Machado de Carlos
Acordei!
Vi o sol ao clarear do dia!...
Li o teu olhar.
Lá no fundo uma emoção!
... E aqui estou.
Canto pra ti com alegria.
Assim verás...
O tamanho do coração;
Logo, minhalma diz :
— Tudo fantasia?
E lá no fundo, absorvo:
— Doce ilusão!
Carlos
Ribeirão Preto, 05 de dezembro de
2001.
14h00 min.

Murmúrio
Machado de Carlos
Rangeu o portão; era a boneca
serena...
Num grito, parou o ponteiro do dia...
No silêncio da noite chata, apenas
havia a buzina da TV da alegria.
O tempo morreu no céu sem luares,
No ápice a virgem ficou sem ação!
Na rua o telefone foi pros ares...
A telinha rouca matou a ilusão.
A voz se fez presente na lembrança,
O batuque sem graça matou a flor,
O copo derramou a esperança;
- É domingo! Um novo dia sem amor!
Carlos,
Ribeirão Preto, 03 de julho de 2005.
2h05

Biografia
POESIAS
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