Carícia
Benedita Silva de Azevedo


Carícia recebida com amor,
é redenção do espiritual ser,
buscando esta essência superior,
para nessa plenitude viver.

Os anseios sonhados não vividos,
recuperando a esperança, o ardil,
de muitos anos dum amor contido,
no verdor desse peito juvenil.

Pelos cuidados de uma mãe zelosa
que carícias quase não recebia
e pra os filhos seus traumas transmitia.

Aquela experiência dolorosa,
daquele amor que não lhe transmitia,
toda carícia que ela merecia.
Maio de 2003


Beijo roubado
Benedita Silva de Azevedo


Nesse beijo roubado quero despertá-lo,
Pois trago em meu peito esse grande sentimento
E tu não percebes o grande sofrimento
Que preciso exorcizar, de mim afastá-lo.

O que sinto por ti surgiu, assim, de graça!
E quero tê-lo comigo a cada momento
Desta vida, sem fugir de qualquer evento
E aceitar o que for, que o destino traça.

De quem por amor sofreu muitos desenganos
Não se pode esperar que fique tantos anos
Querendo superar a tristeza e a desgraça.

Quero apenas cultivar esse sentimento
Alegrando meu coração nesse momento
Por isso só te peço: meu amor, me abraça!


Rio, 30-04-2004

Verdade
Benedita Silva de Azevedo


Querida, quem sabe se neste dia
Encontrarei um amor que me fascine?
E talvez uma estrela que ilumine
Esta vida cruel que me iludia.

Só tu podes me dar tanta euforia,
Sem impedir, contudo, que raciocine,
E com meu sentimento me destine
A dor de ser mais velho, mas queria...

Coragem pra buscar esta verdade
E talvez, a esperança sem vaidade
De poder encontrar-te a qualquer hora.

Esperando que agora possas rir
Sem ilusão embora possas vir
Com essa liberdade, por quem choras.


28 / 04 / 2005

Vendaval
Benedita Silva de Azevedo

O vento frio açoitando meu rosto
Penetra na pele, mas também na alma
Fico parada só a contra gosto
Querendo muito que a mim tragas calma.

A doença não há de me vencer
Tenho amigos com quem posso contar
Para tanto busco o que merecer
Busco alívio e meto-me a trabalhar.

Os trovões retumbando ao longe trazem
Insegurança, inquietação e fazem
A angústia, a saudade da pátria aflorar.

Lá fora ruge o vento inquietante
Assustando o coração desta imigrante
Despertando o ensejo de à pátria voltar.


13 / 12 / 2005

Natal
Benedita Silva de Azevedo


Que o Natal não seja só pura festa,
Alegria sim, mas cheia de ternura,
Onde o amor prevaleça ao egoísmo
E que a paz reine em cada coração.

Que o Natal não seja só pura festa,
Mas que a harmonia esteja entre as pessoas
Que a família comungue as esperanças
E ao redor da mesa faça uma oração.

A pura festa faz-se a qualquer hora
Mas no Natal a festa é diferente
É comunhão de espírito e de alma.

Junte a família em torno de uma mesa
Louvando a Deus e ao filho que nasceu
Para que fosses livre e a ele amasse.


13 / 12 / 2005
bene.azevedo@oi.com.br

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  21.05.2012  

  

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