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HISTÓRIA de NATAL
Aluena
Corria o dia cinzento
Num casebre húmido e frio,
A miséria a tiritar,
Recém-nascido faminto
Chorava, sem nada pró aquentar.
Sem ter afecto ou carinho
Nem agasalho pró tapar
Esta criança, sem forças,
Chorou tanto até parar.
Sorria a lua ...
E sob o manto estelar
Ficou abandonada,
em caixote de cartão
com o frio a vergastar,
no meio da escuridão.
Vésperas de Natal!...
Vento frio e temporal,
Quando alguém ouviu gemer
naquele instante fatal.
Na encruzilhada da vida,
Feróz tormento,
Amarga condição,
Eleva-se no momento
Muito amor, muita emoção
Nos braços dum coração.
Tomando a criança ao peito
Embrulhou-a na ternura
Envolveu-a em carinho
Levando-a, doce ventura.
Noite fria, miriades estelares,
Milhões de sóis rutilantes
Constelações e cometas
Atravessavam o ar.
Os anjos cantam em côro
O bébé pôde encontrar
Um destino bem diferente
Que só o amor pode dar.
Resgastes e compaixão,
Nos concedem Leis Divinas.
Pra se dar um reencontro
Parecendo ocasião,
Benfeitores e mãos amigas
Conduzem-nos ao perdão.
Nos braços dum coração,
Nos céus o brilho do amor
Na noite fria a pairar.
Esta criança cresceu
E aprendeu o verbo amar.
NATAL 2005

Biografia
POESIAS
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