SONHOS
Uma conseqüência do poema Sonhos,
de Efigênia


Hoje sonhei que estava construindo,
um imponente altar na minha rua.
Tentando realizar idéia tua:
fazer do pesadelo, um sonho lindo!


As pedras uma a uma fui partindo.
Teu ser ‘stá junto a mim, paira, flutua!
Irradias mais luz que a luz da lua,
és feérico ser me conduzindo!

Eu sigo ordeiramente teu sentir.
Confio no teu sorriso, no porvir,
pois sei que não me deixas à deriva!

Serás a pedra de ara, em meu altar!
Serei teu escravo eterno a te adorar...
Tu serás para sempre: a minha Diva!


Lagos, 16/09/2006
Alfredo dos Santos Mendes



A SAUDADE


Hoje bateu em mim a vil saudade.
Se apresentou cruel, e por maldade,
fez desfilar pedaços do passado!
Me obrigou a rever casos antigos.
Me rodeou de todos os amigos,
que o passamento, já tem do seu lado!

Mostrou-me meus brinquedos de criança.
Resquícios dos meus sonhos, e a esperança,
que ficara esquecida, abandonada!
Arrogante mostrou, de modo rude,
a alegria da minha juventude,
passeando comigo, de mão dada!

Fez-me rever em fotos carcomidas.
E reviver nas imagens sumidas,
momentos de prazer, felicidade!
Fez ressoar eternas melodias.
Envolvidas em doces fantasias,
que arquitectei na minha mocidade!

Me revoltei, rasguei meus pensamentos.
Fechei a sete chaves os lamentos,
imbuídos de fria crueldade!
Quero apenas no peito conservar:
Amigos que jamais vou olvidar,
e sempre deles terei, muita saudade!

Lagos, 26/04/2006
Alfredo dos Santos Mendes


SONETO PARA EFI


No espaço sideral, tu és a Vega!
Princesa luminosa, fulgurante.
Tu és constelação contagiante,
tu és farol de quem em ti navega!

Tu és mística musa que se entrega,
nos sonhos do poeta navegante.
Tu és como uma agulha mareante,
que do nosso destino se encarrega!

Tu fá-lo com carinho, com amor!
Nada é feito ao acaso, por favor...
Como simples rotina maçadora!

Tudo é feito por ti, na perfeição!
Tenho por ti Efi, muita afeição.
Tu és uma Mulher Encantadora!

Lagos, 16/05/2006
Alfredo dos Santos Mendes


SONETO AO TEMPO QUE PASSA


Cai a noite. A penumbra está presente.
Meus fantasmas transportam ilusões.
Há dúvida latente, introspecções...
E o tempo de sonhar é tempo ausente!

Há lapsos de memória em minha mente,
que me impedem lembrar recordações.
Sou um poço sem fundo de emoções,
resquícios de saudade unicamente!

Etéreo sonho sempre alimentei.
Num recôndito espaço o resguardei,
Para ficar imune à vilania.

Dissipou-se a paixão, e o nosso amor,
Diluiu-se no ar como vapor...
Se evaporou na bruma triste e fria!


Lagos, 03/12/04
Alfredo dos Santos Mendes

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  15.05.2009  

  

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