Portugal a Arder
Marta Sofia

Isto é um pesadelo
Que nunca irá acabar
Tanto como no pelo
Preso no pensamento irá ficar

Os bombeiros a chorarem
Um pecado a realizar
Um país tão pequeno
Que está a ir pelo ar

Mais dia, menos dia
Isto irá a acabar
«Ajudem-me a viver»
É o que elas estão a gritar

Ajudem as pessoas
Que estão a sofrer
Sem tecto sem vida sem nada
Ajudem-nas a Viver



Poema criado quando a autora contava
apenas com oito anos de idade.
Seu primeiro poema:


O Amor
Marta Sofia

O amor olha p’ra mim
E diz-me sempre olá
Quando aquela voz oiço
Ele diz-me p’ra que eu vá

Eu irei para ali
Pelo menos estou segura
Estou com o amor
Estou com paz e ternura

Hoje é o meu dia
O dia que eu queria
Uma coisa que eu julguei
Uma coisa que eu criei


Uma estrela luminosa
Marta Sofia

Uma estrela luminosa
Iluminou sobre a minha cara
Uma luz sem pecado
Mas queria dizer-te uma palavra

Porque é que tu me olhas?
E nunca dizes a mim
Aquilo que tu sentes
Uma luz sem fim

Um pecado muito grande
Quem será que o fez?
Talvez outra pessoa
Porque não era a minha vez

Estrela luminosa
Iluminas o meu coração
Uma iluminação sem morte
Muitas estrelas se juntaram



As vezes tu Sentes... As vezes eu sei
Marta Sofia

As vezes tu sentes
Aquela dor que tortura
e as vezes eu sei
Aquela dor que perdura

As vezes tu sentes
Como estou no meu estado
e as vezes eu sei
Que por vezes não tenha reparado

As vezes tu sentes
Que eu não gosto de ti
e as vezes eu sei
Que nada é assim

As vezes tu sentes
Que é o pior dia da minha vida
e as vezes eu sei
Que esse dia nunca existira...



A Saudade que Ocupa o Saber
Marta Sofia


Será imaginação
Ou apenas ilusão?
Tudo o que existe
No meu coração

Preparação ou desilusão
Paixão ou encarnação
Tudo o que sinto
Não é desta geração

Apenas o futuro
Conhece o presente
Conhece o passado
E conhece toda a gente

O amor que há em mim
Pertence também a ti
Uma ilusão
Espero que seja assim

Tudo o que espero
É a verdade e o poder
Mas basta-me dizer
A saudade que ocupa o saber!!!



A Flor Distingue o Meu Amor
Marta Sofia

A flor está no meu jardim
De onde nunca lhe poderão quebrar
Um sitio sem fim
Dali não lhe vou tirar


Malmequeres ou Margaridas
Seja de que espécie for
Só sei que não vou desistir
Daquela linda e brilhante flor

Queria ser da tua espécie
Para ver como tu és
Tu não consegues andar
Pois tens raízes e não pés

Pois eu vejo uma coisa
Que é da tua cor
Eu não a consigo distinguir
Pois é igual ao meu amor

 (Portugal)

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  20.05.2007  

  

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