Paz
Ana Filipa Cruz Rebelo


Neste Mundo queremos Paz
Paz para todas as famílias
Famílias que perderam muitas coisas
Coisas a que tinham muito Amor.

Naquele Mar ficou a tristeza
Tristeza que ficou no rosto de muitas pessoas
Pessoas que perderam vidas
Vidas que nunca esquecerão.


É tempo de me ir embora
Ana Filipa Cruz Rebelo

Mas nunca se esqueçam
De quem vos adora.

Adora do fundo do coração
Fiz muitas asneiras
Mas peço perdão.

Perdão por as ter feito
Mas já me arrependi
E quando as fiz senti uma dor no peito.

Peito onde está o coração
Onde vou guardar
Tudo com muita emoção.

Emoção que deixo dentro de mim
Vou ter muitas saudades
Mas a despedida não pode ser assim.


Dia dos Bombeiros
Ana Filipa Cruz Rebelo

Muito trabalho têm aqueles bombeiros
Com os incêndios todos para apagar
Com as chamas a subir os pinheiros
Só o que eles têm de enfrentar!

Não sei como aguentam
Por muito têm de passar
Mas tudo tentam
Para os conseguir apagar.
A ver um filme e a comer pipocas
E sempre a conversar.

É tão lindo o Amor!
A vê-los sempre tão agarradinhos
Eles sentem o calor
Quando estã juntinhos.


A Família
Ana Filipa Cruz Rebelo

Não podemos nem a devemos ignorar
Porque quando nascemos
É a melhor coisa que nos podem dar.

Pobre de quem não a tem
Mas todos a merecem
Até mesmo um Zé Ninguém.

A Família é um tesouro
Para nós não há nada melhor
Porque é um bem precioso.

Autora
Ana Filipa Cruz Rebelo - Anjo das Brumas
Portugal


 

Nota:

Escola

Tantos meninos
Todos para a escola
Tão pequeninos
Com a sua sacola.
 
É hora de lanchar
Todos para o recreio
As cartas vem entregar
O senhor correio.

Sempre a gritarem
Aqueles meninos
Sem pararem
Quando estão em grupinhos.
 

Todos a correr
Sem parar
Levam o seu comer
P´ra de manhã lanchar.

Observação: As manhas do lúdico (Muito utilizada no Barroco como se pode constatar no poema: “Soneto em louvor do mui feliz e poderoso Rei de Portugal”, autoria do Padre Antônio de Oliveira).

Essa experimentação sem compromisso produz a brincadeira, o virtuosismo, a graça, enfim, coisas do mundo lúdico das palavras (de ludus, “jogo”, “diversão”), em que se descobre a maior parte das coisas

Esse lúdico ora é patético, ora é gracioso. Patético, entre os símbolos do inverno e o da primavera, ou entre a virtude e o pecado, entre o gozo da vida e a ironia da morte etc. e gracioso quando tem humor, Virtuosismos, quebra-cabeça das palavras.

Os "dois" textos acima, pertencentes ao mesmo poema, podem juntar-se na "horizontal", ou podem manter os versos como estão. Numa opção ou na outra, os textos serão claros.

Roberto Oliveira (robnetrj).

 

 

 

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  20.05.2007  

  

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