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RAQUEL
YOUNG VARGAS nasceu
em 09 de junho de 1992, em
Porto Alegre/RS. Filha de
Juliana Young Vargas e José
Zeferino Alves Vargas.
Estudante. Vice-Diretora
Cultural e Acadêmica
Fundadora e Efetiva da ALMA -
Academia de Letras Machado de
Assis, Porto Alegre/RS,
Cadeira 24, Patronesse:
Clarice Lispector; e,
Membro da Liga dos Amigos do
Portal CEN. Desde 2008, tem
participado de promoções
literárias da AVSPE -
Academia Virtual Sala de
Poetas e Escritores, fundada
por Efigênia Coutinho, Balneário
de Camboriú/SC; dos
"Elos com Amigos" da
escritora Socorro Lima Dantas;
e, das Revistas "A Gruta
da Poesia" e
"Recanto da Prosa e da
Poesia", do Portal CEN.
É co-autora do livro
"Palavras, A Linguagem da
Vida", publicados pela
CBJE, do Rio de Janeiro/RJ.
Participou dos E-Books:
"Palavras, A linguagem da
Vida" e "Natal -
Poetas Mirins", postado
no site Teia dos Amigos. Em
2009, recebeu algumas
condecorações literárias: 1º
Lugar no XX Concurso Chadayl
de Cuento corto y Poesía
"Antonio Apa Lucas"
(Categoria Adultos –
Poesia), em Montevideo/Uruguay;
Medalha "Antoine de
Saint-Exupéry"/RS, e
Troféu "Dom
Quixote"/SP. Seu primeiro
livro significativo foi
publicado na Escola Menino
Deus, quando tinha oito anos.
Ama ler e tem a mania de, após
o término de uma leitura,
ficar achando que é a
personagem que favoritou e,
durante algum tempo, vive num
mundo paralelo (parece
loucura!). É apaixonada por
viagens, filmes e música.
Sonha morar em Paris e ser
tradutora. Sempre foi obcecada
por ler e escrever. Rabiscar
as paredes de casa, tentando
esboçar as primeiras
palavras, aconteceu aos quatro
anos. Escrever mais
"profissionalmente",
na segunda série do ensino médio.

MAR...
Raquel Young Vargas
Tu és gracioso, a forma ideal.
És a maior criação de Deus.
Hei de confessar-te que sonhos meus
não imaginam melhor realidade.
Oh, mar! Faz-te tão belo;
hipnotiza minha visão,
projeta-me para outros mundos.
Oh mar, o quanto é triste pensar
que a solidão é nosso castigo;
sofremos a esperar.
Será que tu, divina pintura dos céus,
levaste meu mar em tuas ondas?
Será que minhas lágrimas saudosas
sublimam e foram morar com as estrelas?
Perdão, se insisto em questionar-te,
mas em meu coração sepulto um amor
que me causou tamanha dor
por vê-lo morrer no mar.

NATAL
Raquel Young Vargas
Família reunida,
árvore repleta de bolas
e enfeites coloridos.
Diferenças são deixadas de lado;
brigas são esquecidas
e o momento é todo para a celebração
do nascimento do Menino Jesus.
Sentimentos como fraternidade,
amor e paz deveriam persistir sempre,
não apenas no Natal.

SENTIMENTO INEVITÁVEL...
Raquel Young Vargas
Inesperadamente um sentimento surge
como se fosse invadir, cobrir a alma,
perturbando e fazendo com que as noites
sejam passadas em claro,
embriagadas de memórias,
seja de um olhar, seja de um perfume.
Impacientemente é contado o tempo
para que ele corra mais que a luz
e, finalmente, o coração
e os pensamentos recebam alento.
Quando se permite esse sentimento
amarrar-te por completo,
penetrar na tua essência
e se fazer sublime, ele se torna amor.
Todavia, passamos por altos e baixos
e, desses momentos vêm a dor,
o sofrimento e o arrependimento
de termos nos entregue tão verdadeira
e completamente.
Sentimentos inevitáveis
podem ser efêmeros ou ternos,
durando tempo suficiente
para se tornarem inesquecíveis.

SE EU PUDESSE SER CRIANÇA OUTRA VEZ...
Raquel Young Vargas
Se eu pudesse voltar a ser criança outra vez,
deixaria os modos de adulto de lado;
não teria vergonha de dizer
que meu pai está ficando careca,
que a comida da mamãe parece uma meleca
que faço muita arte, mas ouço Chico Buarque.
Se eu pudesse voltar a ser criança outra vez,
faria como costumava fazer,
ficaria embaixo da mesa em meio a livros,
construindo sonhos de vento, sendo princesa
ou a Brooke Shields, em Lagoa Azul
ou até mesmo qualquer outro personagem
que eu quisesse ser naquele momento.
Se eu pudesse voltar a ser criança outra vez,
correria em busca do nada;
perderia a noção do tempo;
veria as cores da vida
com entusiasmo e olhos atentos;
saberia valorizar as coisas
realmente boas e importantes
e assim, meu coração estaria em paz
sem as possíveis decepções que a vida traz.
Ah! Voltar a ser criança outra vez, ter modos
simples e infantis, significaria voltar a ser feliz.
Se eu pudesse voltar a ser criança outra vez...

ESPERA...
Raquel Young Vargas
Corredor da morte... junção
de sentimentos angustiantes
e sufocantes.
Incertezas e medos
quanto ao seu amanhã fazem
os dias passarem mais devagar.
Haverá forma para verbalizar
a sensação de uma pessoa
que está a espera da morte?
Que sentido lhe terá a vida?
Corredor da morte...término
que, certamente, sufoca a alma.

MULHER...
Raquel Young Vargas
A mulher em seus divinos traços,
inspira paixão, amor e poesia;
sabe como provocar ou evitar guerras
e a sua graça a todos leva.
Aquela mulher a quem estou a lembrar,
tinha os olhos cor de anil.
Tudo indica que era uma rosa ou uma fada
infiltrada em meio aos mortais.
Oh! A mulher em sua beleza é semente
que se faz florescer, abrindo-se
em flor das mais belas cores,
desatinando os homens com seus amores.
A mulher, ser de tamanha perfeição,
é céu; é inferno, bela ou feia. Ah! Pudera
o homem ter metade dos encantos dela.

AU REVOIR
Raquel Young Vargas
Aquele adeus...
Que terrível sensação!
Já havíamos muitos outros dados;
porém, como aquele não.
Foi um adeus com sabor de partida
somado ao sentimento de saudade
com lágrimas nos olhos
e a certeza de que a vida
não nos reanima de novo.
O adeus é poético, embala angústias eternas
com músicas e poemas... Adios!
Mas, quisera eu ter insípidos sentimentos
para não ver sendo arrancado um pedaço de ti.
Ah! Como é triste perder quem se amou.
Perdê-lo, não para alguém ou algo
– não por hoje ou amanhã –
perder o amor para a vida, para sempre.

INQUIETAÇÃO...
Raquel Young Vargas
Inquietação não tem verbalização
nem própria definição,
gosto ou cheiro,
apenas sentir.
Ela vem de mansinho,
cheia de boas intenções:
intensificar um amor,
proporcionar criatividade,
atingindo todos
sem limite de idade.
No entanto, quando se aproxima
por um telefone que não tocou;
um amor que não vingou;
um desejo que não se realizou...
transita em nós e nos cega
para, de repente, sufocar,
destruir, devastar... acabar!
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