|
Sou
Francisco Otávio Mesquita Silva e nasci no dia 15 de julho de 1989
na cidade de Sobral, Ceará, mas
cresci em Varjota - Ceará , filho
de Oscar Ferreira da Silva e Maria
do Carmo Mesquita Silva
Escrevo
desde os 15 anos, época das
primeiras paixões de criança.
Atualmente Curso Biologia na
Universidade Estadual Vale do
Acaraú- UVA – Sobral=CE e
trabalho em outros projetos.
Além
de poemas, adoro escrever contos e
textos pequenos. Um dia desejo
escrever algo que se entrelace
entre o meu pensamento escrito e a
emoção de quem o ler.
E quem leia uma vez, queira
ler muitas vezes, num absorver
total do meu pensamento expresso e
criado na inspiração do momento
vivido ou imaginário.
Gosto
muito de escrever, porém ainda
encaro isso como um passa tempo,
onde extravaso os meus
sentimentos.
Espero
que um dia as novas gerações
acreditem no poder da leitura e
como ela pode influenciar na formação
de cidadãos, com a sabedoria
necessária para a construção de
um mundo novo e melhor.

POEMA SEM TEMA
Francisco Otávio Mesquita Silva
Vi um instante virar um mês,
Virando um ano até;
Analisando minha vida,
Minha via a pé.
Cantando sem temas,
Teimando em poemas;
Poeiras do sistema
Que dilatam meus dilemas.
Assustada e ainda cantando,
Cansado e ainda suando.
Soa o sino da sina sem som,
Da cena sem tema
E do tema sem tom.

SOLO
Francisco Otávio Mesquita Silva
Descompassadas notas,
Versos e melodias;
Descompassado o tempo
Contado dia-a-dia
Desafinado eu tento
Palavras ao relento
Palavras erradas
Jogadas ao vento.

O GRITO DOS ANJOS
Francisco Otávio Mesquita Silva
Meus joelhos já cansados de pedir
O que não posso fazer,
Nem fazer por mim só
Mas talvez possa ter.
Os anjos agora alcançados,
Lutam com os demônios que criei;
E que tanto mal podem fazer
Se não os aceitei?
Mas não basta o sangue no chão,
Nem as penas dos anjos nas mãos;
Os demônios me gritam calados
E os anjos já choram meus fardos.
Meus olhos em sangue,
Meu sangue no chão;
Meu coração em pedaços
E nada mais então.

CORAÇÃO DESCOMUNAL
Francisco Otávio Mesquita Silva
Um amor não correspondido
É tal qual vil morte,
Descomunal paixão
Suicida-me por amar-te.
Covardia! Maldita covardia!
Invade meu peito,
Usurpa meu amor...
Maligna e benigna paixão, aceito.
Escolha errada ei de fazer,
É vil em fim ei de sofrer:
Sofrer, sim sofrerei...
Doença de amor vil, ei de morrer.

A BELA MENINA
Francisco Otávio Mesquita Silva
Se eu pudesse comparar a algo seu olhar,
Seria a lua, rainha dos céus.
Mesmo que não possam se igualar,
Seus olhos são mais belos,
Até a pobre lua minguante,
Que mesmo tão pedante,
Percebe que perdeu.
Pois o rosto da bela menina
É mais belo que a noite mais estrelada,
Mais precioso que a manhã mais ensolarada,
Mais perfeito que a tarde mais florada
E tão lindo e preciso,
Que só posso comparar
A verdadeira visão do paraíso.

O VELHO CARVALHO
Francisco Otávio Mesquita Silva
Um carvalho apenas,
É o que, ao vê-lo, se pensa;
A não ser por um detalhe,
Bem visível e notável
De morbidez razoável
Que você não acreditaria ao contar-lhe.
Só um carvalho!
Um velho e morto carvalho,
Falho, torto e retorcido;
Que se interpõe à lua
E que mostra a verdade crua
De um, qualquer amortecido.
Um velho e falho carvalho,
Nascido sobre um gramado falho,
Que guarda um segredo meu;
Nele jaz alguém que já morreu
Creio que o detalhe agora se transpareceu,
Que o cadáver que ali vejo... Sou eu.

O SUSSURRO DE DEUS
Francisco Otávio Mesquita Silva
Quando olho a vida aleatoriamente
Tudo parece um conjunto de padrões sem nexo,
Padrões que se combinam ao acaso,
Mas quando se vê mais ao fundo, vê-se com outra mente.
Tudo a sua volta acontecendo, e você cego não sente;
Não percebe que nada é em vão nesse universo complexo,
Que reações ocorrem devido à ações, que cada caso é um caso,
Que pensamentos viram emoções acontecendo com muita gente.
Coisas boas acontecem o tempo todo e você não percebe,
Só vê as coisas ruins, incessantemente acontecendo, você parado vendo,
E só se pergunta "por que eu?" a toda hora.
A vida é de provações e dificuldades,
As coisas boas não passam de um sussurro de Deus
Dizendo "por favor, não desista agora".

AO VER VOCÊ
Francisco Otávio Mesquita Silva
Às vezes me faltam palavras,
Às vezes nem sei o que dizer;
Faltam-me os pensamentos
Que eu esqueci... Ao ver você.
Às vezes eu falo de mais,
Às vezes não entendem o que eu falo;
Quase sempre esqueço o que sei
E sei que interpretam errado.
Mesmo assim eu vivo,
Sei que não é bem como eu quis;
Mas é desse jeito que eu sou,
Que eu finjo ser feliz.
O mundo da voltas,
Volta -e- meia a gente volta... E se vê;
E talvez novamente assim
Eu possa sorrir... Ao ver você.

|