ARTHUR VERONESE FREIRE nasceu em 8 de janeiro de 1991, em Porto Alegre/RS. Filho de Lígia Helena Veronese Freire e Álvaro Freire. Estudante. Membro do Conselho Fiscal e Acadêmico Fundador e Efetivo da ALMA - Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 19, Patrono: Dias Gomes; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal. Começou a escrever, em 2008, por influência da Professora e Poetisa Ilda Brasil. Desde 2009, tem participado de promoções literárias da AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, fundada por Efigênia Coutinho, Balneário de Camboriú/SC; dos "Elos com Amigos", da escritora Socorro Lima Dantas; e da Revista "A Gruta da Poesia", do Portal CEN. Em 2008, participou do E-Book: "Natal - Poetas Mirins", promovido pela AVSPE. Co-autor do livro "Traçando Momentos Singulares!". É responsável; determinado; compreensivo; paciente e romântico. Curte música e integra o Coral da UFRGS. Normalmente, retrata emoções e sentimentos pessoais nos seus poemas. Grande admirador de Porto Alegre, sua cidade natal, por em bastante arborizada; ter muitas praças e belíssimos, nos quais é possível ouvir sabiás gorjeando.

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES
Arthur Veronese Freire


Em minha infância, havia o aroma
da diversão sem fim.
Era pega-pega, esconde-esconde
e super-heróis;
brincadeira era o meu lema
com um semblante risonho.
Um simples grito era a única situação
que poderia destruí-lo.
Os tempos mudaram
e estou na adolescência.
Bonecos não há mais;
o meu gosto se alterou.
A música, o computador
e videogame os substituíram.
As inquietas brincadeiras infantis
deixaram de existir
e a música foi meu doce e agradável consolo.
Esta é minha paixão
e sei que nunca me abandonará.
Vagas lembranças eu tenho de minha infância 
as quais não deixarei de recordar.



A GRANDE VIRADA
Arthur Veronese Freire


Eu estava acostumado
a viver sem audácia,
era um adolescente
que sempre evitava conflitos.
Com o tempo, comecei
a superar meus medos
e passei a retirar
das minhas angustias ensinamentos.
Sempre estive encantado
por musas, cujos olhos
eram fascinantes 
e, o bom humor, atraente.
Minha timidez, em diversos momentos,
impediu-me de ser cortês e galanteador,
mantendo-me sozinho.
Numa noite de céu estrelado,
tomei-me de coragem,
e jurei vencer minha impiedosa timidez,
dando um grande virada na vida
e apostando no amor.



TRIUNFO BRASILEIRO NA COPA DO MUNDO DE 2010
Arthur Veronese Freire


Ao som das vuvuzelas 
inicia-se o ganhar, ou o perder.
Gladiadores verde, azul e amarelo
ficam em suas celas afoitos,
preparando-se para enfrentar o adversário.
O líder comanda, hora de atacar e defender.
Quando inicia a batalha,
gesticula, dando aos guerreiros confiança e poder.
Os seus seguidores expõem
euforia e paixão à sua bandeira. 
Muitos dos gladiadores retribuem;
outros não estão nem aí. 
Para vencer, basta deixarem de ser apáticos.
O aroma do troféu aproxima-se aos fiéis
e aos intrépidos homens armados,
deixando-os com fome de vê-lo em suas mãos.
As vuvuzelas não aguentam mais
os gritos dos brasileiros, os quais soam
em todos os cantos do estádio,
deixando o seu inimigo tonto. 
Não haverá o quê
ou quem as façam parar. 
O País Penta Campeão,
com garra e fé, lutando para haver 
o Título de Hexa Campeão e, num futuro, Hepta. 


NATAL
Arthur Veronese Freire


É uma data muito especial 
por marcar o nascimento 
de Jesus. 
Infelizmente, inúmeras famílias
não vivem o espírito natalino 
por seu povo não acreditar 
em tais princípios cristãos.
Natal, dia de jubilo e amor; 
um multiplicar paz e respeito 
aos ensinamentos do Senhor! 


CANÇÃO DO EXÍLIO
Arthur Veronese Freire


Há muito tempo, estou nesta tempestade de areia,
onde o mar não é constituído de água, 
mas de várias pessoas estranhas,
que tiram suas próprias vidas para aniquilar 
um grande número de seus semelhantes.
Como gostaria de retornar 
ao meu caro Brasil, 
onde a melodia de um bem ti vi 
propaga-se no ar sem cessar,
As árvores cantam sem parar, 
sobre a regência do maestro vento.
Agora, resta-me apenas derramar gélidas lágrimas, 
a fim de amenizar a temperatura daqui 
e a nostalgia que arde em mim.
Utilizarei uma quantidade incontável de planos 
para voltar à minha bela pátria amada, 
venerada, por mim, e seus filhos.
De que modo pude eu cometer tamanho erro, 
meu rico Brasil?
Eu queria remover a desumana sentença militar, 
mas, ao tardar, vi minha cidadania evaporar 
e guiarem-me a um deserto sem fim.
Embora minha esperança de regressar, 
ao meu Brasil, esteja escassa
devido ao meu tumultuado exílio,
minha desgraça morrerá antes de mim. 



MOMENTOS DE REFLEXÕES
Arthur Veronese Freire


A cada dia, deparamo-nos
com novas vivências
que nos fazem refletir
e pensar sobre como enfrentar
as dificuldades e artimanhas da vida.
Às vezes, fico a pensar
no que pode significar uma paixão.
Será um caminho
para a felicidade 
ou uma estrada
sem realizações pessoais?
Embora meus momentos de reflexões
tenham sido muitos,
até agora, não obtive
a tão desejada resposta.
Um dia certamente a encontrarei!



VERSÕES DE MIM
Arthur Veronese Freire


Desde pequeno, tento equilibrar minhas reações 
como se fossem malabares. 
Quando algum deles cai, não perco a calma, 
apenas fico frustrado, expondo a minha parte negativa. 
A oposta é totalmente serena e comportada. 
De quando em quando, apresenta a perplexidade tão mal desejada, 
que sufoca o interior e deixa a alma instável, 
pois são tantas experiências e conhecimentos 
para se absorver que é muito necessário a presença
  
em demasia as quais não devem ser manipuladas 
e cair na gandaia, perfeita prisão do saber.
Evoluirei sobre o céu da maturidade, 
mas o seu apogeu está distante. 
Não hesito em segui-la porque jamais se recusou 
a conduzir-me aos seus longos e sábios passos.



CAOS NO CENTRO DA CIDADE!
Arthur Veronese Freire 


Nas ruas da zona central Porto-Alegrense
cresce o índice de roubos e latrocínios.
Vê-se, também, muros
e fachadas pichados.
Marginais estão soltos
e atacam cidadãos trabalhadores
com diferentes armas.
Olhares suplicantes e amedrontados
buscam ajuda
e solução para a baderna central.

Moradores e comerciantes
contratam seguranças,
mas os bandidos não se intimidam
e continuam atacando,
principalmente, mulheres e idosos. 



CORAÇÃO ESPERANÇOSO
Arthur Veronese Freire

Coração que pulsa
com imenso vigor
que não se contenta
até vencer a estrutura vil.
Dois quartetos e dois tercetos
esvair-se-ão, eu sei.
Coração que alvorece
a ideia do crepúsculo do infame.
Minhas palavras expressadas

não são compilações, 
mas desejos ocultos de outrora
que agora os reveem.
Ascensão da literatura,
vejo eu, mil exemplares servindo,
expondo suas respectivas ideias revoltadas.
Belo és tu advento de uma nova era 
que já expõe a tua face,
Inovação da escrita,

conquista dos condoreiros.
Felizes serão aqueles
que tomarem as minhas 
e outras solidárias mãos,
que propõem linhas ilimitadas 
para o gozar da expressão
de seus conhecimentos.

 

 

 

 

 

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  27.08.2010  

  

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