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Área: Artes
Sub-área: Intérprete de
Teatro
Nome: Paulo Autran
Prêmio: Fundação
Bunge
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Vindo de uma experiência significativa no teatro amador, Paulo
Autran (1922) estreou como ator profissional em 1949, na Companhia Tônia
Carrero, na peça Um deus dormiu lá em casa, de Guilherme Figueiredo. Foi então
que o jovem advogado formado no Largo de São Francisco optou definitivamente
pelo teatro.
Em 1951, Paulo Autran foi contratado pelo Teatro Brasileiro de
Comédia, o TBC, que marcou época no Brasil reunindo nomes como Adolfo Celi,
Luciano Salce, Flaminio Bollini Cerri e Ruggero Jacobbi. Seis personagens à
procura de um autor, de Pirandello, Antígona, de Sófocles, e Ralé, de Gorki,
foram algumas das peças em que atuou, sob a condução de grandes diretores, como
Ziembinski e Adolfo Celi. Já em 1956, ao lado de Tônia Carrero e Adolfo Celi,
fundou sua própria companhia.
Iniciou encenando Othelo, de Shakespeare, e
seguiu uma trajetória vitoriosa com A viúva astuciosa, de Goldoni, Entre quatro
paredes, de Sartre, e Fim de jogo, de Beckett. Desfeita a companhia no início
dos anos 60, Paulo Autran foi trabalhar com Flávio Rangel, que o dirigiu em
Depois da queda e A morte do caixeiro-viajante, de Arthur Miller,
Édipo rei, de Sófocles, e Liberdade, liberdade, do próprio Flávio
Rangel em co-autoria com Millôr Fernandes.Outras grandes atuações foram em
Macbeth, de Shakespeare, com direção de Fauzi Arap, e Em família,
de Oduvaldo Vianna Filho, dirigida por Antunes Filho. Paralelamente à carreira
teatral, Paulo Autran desenvolveu trabalhos no rádio, no cinema e na
televisão.
O rol de prêmios conquistados por Paulo Autran deve ampliar-se
na continuidade de uma carreira ainda em total pulsação.