TODA PAZ
Nadilce Beatriz
Eis que não suporto a treva,
Que miram os olhos da dor.
Somos nós,
Os que não pedem trégua,
Somos nós,
Que morremos no dia anterior.
Este pão triste e amanhecido,
Que enfeita minha mesa.
Somos nós,
Iludidos com o desconhecido.
Somos nós,
Ceifando nossa pouca defesa.
Ouço o canto que vive nas almas,
Estrofes doentes e amassadas.
Somos nós,
Em cacos idolatrando armas.
Somos nós,
Vidas inquietas sempre apressadas.
Pedintes sábios de pouca memória,
Presos à sorte que lhes apraz.
Somos nós,
Perdidos na própria história.
Somos nós,
Criaturas feitas para gerar a paz.
Não suporto a frieza da omissão,
Que espreita meu dia a fluir.
Somos nós,
Infinitos privilegiados com o perdão.
Somos nós,
Que ao embalar a paz, a deixamos cair.
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SINAL
Cléo Reis
Não quero velhice sem voz
descrente,
carente.
O Belo é permanente,
na velhice , experiente ,
desperta
quero ainda
tocar Sinos...
do Livro " Florescer- Poesias e Reflexões"
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