Evento Poético 
EU JURO

Eugénio de Sá
João Evangelista Rodrigues
Ernane Gusmão
Reinadi Sampaio
Socorrinha Castro
Victoria Aristizabal
Luíza Benício
Marcia maria Luconi
Maria João Brito de Sousa
Benedita Azevedo

 

 

Jura incumprida
Eugénio de Sá

Mas... como posso jurar
Se eu nem sequer sei dançar
Quanto mais um samba a gosto
Bom, juro que vou tentar
Mas logo, tenho um azar;
Torço um pé, mas que desgosto!

De que me serviu jurar
Se me fiquei sem dançar
Bolas, logo é carnaval !
- E eu sentado, uma canseira
Que grande chá de cadeira
Vejo dançar, afinal !



Mas Eu Juro
João Evangelista Rodrigues


Eu juro por Deus e pelo diabo
Pelos anjos de todos os hemisférios
Juro pelos abismos e desertos 
pelos homens bons e humlhados
Juro pelas vítimas do Haiti
Do neo-liberalismo
Juro pelo povo brasileiro 
Que em tudo acredita 
Que se vende por migalhas oficiais
Juro pela bolsa e a vida
Pelo povo africano
De lá e de cá do oceano
Pelo temor do futuro
Pela dor do Planeta
Pelo Timor Leste
Pelos escravaos sem esperança
Juros pelos sobreviventes 
Das tragédias cotidianas
Pelos mortos de todos os tempos
Homens e bichos
Aaves e astros
Plantas e pedras
Juros pelas espécimes em extinção
Pelo bem de cada dia 
De todo sos habitantes do universo
Consumirei menos
Falarei menos
Ouvirei mais
Comerei menos
Andarei mais
Verei menos TV
Não jogarei vídeo- games
Não verei novelas 
BBB nem pensar
Amarei mais
Lerei mais
Escreverei mais
Jogarei futebol andarei a cavalo
Subirei montanhas
Nadarei nos rios
Ficarei quieto com meus pensamentos 
Se assim meu espírito desejar
Juro que tudo o que eu fizer 
Terá o homem
Sempre como medida
Como mediador de todas as coisas
Juro que não abrirei mão de meus direitos de cidadão
De meus sonhos e utopias
De minha imaginação


Por tudo o que tem rabo e asa 
Que tem bico e pena
Que voa anda e rasteja 
Pela superfíie da Terra nas profundezas do mares
eu juro pela poesia 
que viverei cada dia feliz
queira ou não os mandatários do mundo
os donos deste país
Juro que lutarei para ser livre 
par libertar a todos que desejam voar cantar em minha
companhia



EU JURO
ERNANE GUSMÃO

EU JURO COM VOCÊS IR PRA FOLIA
DANÇAR COM TODAS ATÉ O SOL RAIAR
E DE MANHÂ,BEM CEDO,NA MACIA
DA NOSSA CAMA VER O AMOR CANTAR.

POIS NÃO EXISTE NESTA FANTASIA
O VERBO SOBRANCEIRO DESCANÇAR;
DEPOIS DE TUDO,VOLTA A CANTORIA
E LÁ ESTAMOS TODOS A BAILAR.

SÃO QUATRO DIAS SÓ,SOMENTE,APENAS,
QUE PODEMOS SONHAR COM ESSAS CENAS
TÃO ACORDADOS NESTE CARNAVAL.

PORQUE DEPOIS,LÁ VEM NOSSA ROTINA
QUE EM NADA,NADA MESMO COMBINA
COM O NOSSO DIA-A-DIA,TAL E QUAL.




Eu juro! Carnavais d’Alma...
Reinadi Sampaio (eu flor-caminho só).


Fico sem palavras diante das realidades de uma existência
Nas “Fantasias", que um “corpo” se veste, 
Enfeita-se, traveste-se... Nas roupagens incertas
No "tempo", que cada momento desperta,
Mas, que depois vem o “desgaste",
As "cicatrizes" que deixa marcas
Por “uso” indevido das relações
Das palavras mal logradas,
Que em dias especiais
De palhaços nos vestimos
Em "cirurgias"... Tentamos camuflar, 
As dores da alma...
Podem-se mudar as formas, 
Mas, as cicatrizes da alma,
Não saberíamos quantos carnavais
Seriam necessários para apagá-las 
Ou mesmo, que sabe... Que “fantasia” usar...


Pergunto-me: com que fantasia se veste a alma?
Com que pintura se ilumina?
Com que música se baila o paganismo da alma?
Herança de uma cultura enraizada
Na provocação dos sentidos
Na alucinação da alma que dirige os corpos, 
Corpos escaldantes... 
Corpos pagãos na mitologia do medo, 
No vibrar do medo, do medo de que a alma falte
Que o carnaval não aconteça
Que a magia se evapore
A alma perca a sua cultura, 
A sua individualidade.

O que seria uma alma sem alma
Quando tudo fica adverso?
Eis que emerge o carnaval e tudo se repõe, 
Os astros se alinham
As vontades se fortificam, 
A alma arde...

O corpo cumpre o ritual sem medo
Sem pudor... 

Extravasando alegria
Deixando a alma expectante, 
Para o próximo carnaval
Porque se há alma... Há carnaval!


Cruz das Almas, Bahia, Brasil - Carnaval.



Eu Juro ...
Socorrinha Castro ( florzinha )

... Esta noite vou me animar
e te faço um convite,
vem comigo dançar
o gostoso som do twist!

... Relembrar os meus tempos de mocinha 
em que os bailinhos não faltava,
e até pras coleguinhas
aulas de twist eu dava!

Eu juro, e não posso mentir
que mesmo hoje na maturidade,
não posso o twist ouvir
e dançando, esqueço até a idade!


Fortaleza - Ceará 30/01/2010

 

UN CARNAVAL JURADO
Victoria Aristizabal


El carnaval perfecto. Todo allí se cuela
la samba suena para un jurado
que califica al que esta sobrado
mientras en la arena baila cada escuela

Se escancia licor y el bailador vuela
y sale el negro a moberse doble
la negra airosa fuerte como el roble
le jura seguirle sin pisar su zuela

El sudor brota,entre maraca y tambor
el bailarín con su danza justamente
estimula a la danzante ardiente
y se entrega como todo un bailador

Trajes de luces brillan en la pasarela
forrando el cuerpo de los bailadores
ellas sin panties ni sujetadores
con adornos en armónica acuarela

Y así entre juramentos y debilidades
los bailarines terminan ajustados
en este ardor de carnaval tentados
todos se suman a estas festividades.

Eu juro
Luíza Benício

O Carnaval para mim foi sempre um incógnita!
Gostava pelos feriados.
Planos de ir passar numa praia...
Numa casa de Campo.
Num Sítio de algum tio
Ou de meus avós quando vivos.
Uma viajem à Bahia já na Faculdade
Acampamentos da UMP(União de Mocidade Presbiteriana).
Nunca brinquei Carnaval, embora gostasse de ver o corso
da casa de uma tia que morava bem onde havia o desfile.(Ceará) (até 1952)
Gostava das músicas, meu pai tocava na flauta!
Ainda sei de cor algumas.
Tenho um poema sobre o frevo.
E só...


Juro
Marcia Maria Luconi

Aprender com vocês eu juro, 
a graça e beleza dos versos.
que cantam e encantam, 
nos ritmos mais diversos. 

Minha alma se arremessa, 
no infinito céu do amor,
pela emoção levada, 
dos versos de grandes mestres. 

LUCONI


EU JURO
Maria João Brito de Sousa


Eu juro e não me esqueço de cumprir,
De partilhar convosco esta alegria
Que me traz esta paz, esta harmonia
Com passado, presente e com porvir.

Agora escrevo só, mas a sorrir,
E juro amor eterno à Poesia
E navego até vós na fantasia
E sei bem que o melhor vem a seguir...

Eu juro que não juro! Eu digo "sim"
E tudo criarei, não terá fim
A minha liberdade criativa!

Nunca digo "talvez"... juro que não!
Naquilo que fizer, porei paixão...
Quanta em mim existir enquanto eu viva!

Maria João Brito de Sousa - 01.12.2010



Eu juro
Benedita Azevedo

Eu juro!

Minha academia querida,
só você para me tirar
deste marasmo total.

Faz-me pular da cadeira
e aderir à brincadeira
de mais este Carnaval.

Pego meu chapéu de palha
troco logo de sandália
dando pra vida um sinal.

Colocando a fantasia
de palhaço, com alegria,
pra esta folia anual.

Neste bloco vou pular,
junto aos amigos cantar
do começo até o final.

Aqui da Praia do Anil
vislumbro deste Brasil
um belo cartão-postal.

Este Cristo tão vistoso
e um Pão de açúcar gostoso
esta beleza total.

Grande evento brasileiro
traz gente do mundo inteiro,
este nosso Carnaval.

De mãos dadas todos nós
vamos levantar a voz
e brincar no Carnaval.

De muitos outros países,
Nossa Sala de Poetas,
Nesta festa virtual


Benedita Azevedo
Rio de Janeiro.

PRÓXIMO

 

Efigenia Coutinho
Presidente Fundadora
AVSPE
l Página Inicial l Índice l Livro de Visitas