COPA DO MUNDO 2010

 

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TORCIDA                     

                                   

 
 

Sou brasileira 
Luiza Benício

Amo meu País
Com sinceridade, 
Preocupação, 
Inquietação!
Orando a Deus
Para que não o abandone
Diante de tanta rejeição!



Não grito por ele por medalhas,
Por migalhas, empréstimos,
Ou por desunião!
Aplaudo quando observo
Que meu povo ainda tem fé...
Que espera... coopera...
Trabalha p’ra ganhar o pão
E sonha com o futuro
Da Pátria sem opressão!



Que as Leis sejam cumpridas
Para todos, sem exceção.
Que os problemas se resolvam
Como a seca no Sertão,
A destruição das florestas,
Os problemas de moradia, desemprego,
A saúde e a educação!


***Luiza Benício***



Olá amigos,
Eliane Gonçalves

Mais uma vez ouso escrever um texto e dessa vez falando de um assunto que tecnicamente conheço pouco: FUTEBOL.
Mas ao ler tantas críticas em relação a escolha polêmica da nossa Seleção não me contive e resolvi escrevinhar essas linhas. 

Lembrei que um dia eu também fui um Dunga na seleção da educação e o meu desejo é que ele consiga com a sua simplicidade e profissionalismo o que tive a oportunidade de ser na minha vida educacional.

Dunga entrou para a Seleção pela atitude demonstrada, indispensável em um líder, e também para sacudir um time que se mostrava apático e acomodado. 

É um treinador que preferiu apostar no grupo que lhe deu sustentação nos bons e nos maus momentos. E deixou claro o motivo da escolha na apresentação de cada nome de sua lista, fato que merece aplausos pela coragem e determinação.

Um fato parecido aconteceu comigo há muitos anos passados quando trabalhava como professora numa conceituada escola do Rio de Janeiro. 
No mês de outubro perdemos a nossa coordenadora pedagógica e tal fato foi motivo de preocupação para a instituição, mas no lugar de ter medo e desânimo a minha dedicação foi redobrada em sala de aula, pois a minha turma não podia sofrer nenhum prejuízo nessa etapa escolar. 

Li e pesquisei sobre os diversos métodos de alfabetização e montei um grupo de estudo com as colegas de série. Não sabia se era bem recebido o que fazia, mas isso pouco importava no momento. A grande meta era atingir o resultado final com satisfação e ver meus alunos lendo.

No mês de Dezembro acontecia o chamado “dia D” quando no final da festa de encerramento uma relação de nomes era apresentada para comparecer ao gabinete para falar com o Diretor Geral.
Ao saber que meu nome estava na lista já fui preparada para os “tais cortes de final de ano”.

Recordo que ao entrar no Gabinete e avistar uma imensa mesa de jacarandá e ver a figura do Diretor Geral no final da sala, me senti menor que já sou de estatura.
Ele levantou, deu um sorriso, me cumprimentou e disse: Parabéns pelo trabalho, Eliane! Sua atitude foi valiosa para a nossa escola.

Soube pelos pais dos alunos e por sua coordenadora administrativa de sua postura profissional e quero te fazer uma proposta.

Se você fizer o vestibular nesse meio de ano, coloco-a como coordenadora da Alfabetização, pois estamos passando por uma crise e perdendo muitos alunos e te dou esse desafio. Você aceita? Se aceitar, pode montar seu plano de trabalho.

Quase não aceitei, pois as outras três colegas eram pedagogas e amigas. 
Mas um sábio amigo me disse: Eliane, alguma professora mereceria mais esse cargo que você? 

Bem, fiz o vestibular e passei em 5º lugar. Trabalhava de dia, de noite cursava a faculdade e de madrugada olhava minha filha de meses e fazia os trabalhos.

A minha primeira reunião foi num grande auditório e os pais agitados me desafiavam com perguntas complicadas e irônicas. Diante de um vasto auditório precisei de coragem e terminei a reunião dizendo: Sei da preocupação de todos e entendo, mas recebi esse desafio e pretendo me dedicar de todo coração para que os filhos de vocês saibam mais do que reconhecer letras ou formar palavras. 
Os pais que conhecem a minha atuação em sala sabem que falo o que pratico. Conto com cada responsável como aliado e parceiro para vencermos essa luta.

Foi um ano de muita pesquisa e de conquistas. As professoras também foram desafiadas e um grande time de trabalho se fez presente. As professoras de alfabetização encantavam pela união do grupo e pelo time que lutava pelo mesmo ideal. 
No final do 1º ano a escola foi tão elogiada que passou de 4 turmas de alfabetização para 7 turmas. 
No final do 2º ano passou para 11 turmas com fila de espera para matriculas e precisou construir um prédio anexo para as turmas. 


Mesmo depois de tantos anos, lembro com saudade dessa época e por onde estiver cada professora deverá também lembrar com saudade. Muitas já estão aposentadas e depois foram pedagogas em outras escolas do Rio de Janeiro.

Algumas me ligavam dizendo que não esqueciam das minhas orientações e agradeciam pelo que puderam vivenciar com o nosso "O Barquinho Amarelo"

Assim começou a minha segunda etapa na educação como pedagoga e que ainda hoje atuo, mesmo aposentada.

O meu relato vem como esperança ao povo brasileiro, pois espero que a convocação da nossa Seleção sob o comando de Dunga marque uma nova era de mais motivação para novas conquistas.

E que as críticas possam dar garra ao seu time escolhido para que possamos conquistar a sonhada vitória.


Varal do Luna
Luiza Benício

Oportunidade de Vitórias,
Enaltecimento de valores,
Valorização do esporte
Mostra de amor pela Pátria!
Com a bola rolando na ponta do pé
Entrou na rede mais um GOL!
É do BRASIL! ...zil...zil...!



O MUNDO E A BOLA
Nelson Fontes Carvalho

O mundo é uma bola,
Onde corre quem precisa;
Um com tuddo na sacola;
Outro, nem um Euro divisa!

Nós impávidos serenos,
Vimos a bola a correr,
Um com tudo a menos;
Outro a crescer, crescer1

Assim a bola não pára,
Nos relvados do mundo,
Curioso, ninguém repara,
Como o clima é imundo!

Uma bola…! Vinte e dois
Homens em louca corrida,
Considerados heróis,
Sem fazer nada na vida!

Ó bola que rica que és,
Rica pra quem t’aproveita,
Com uns jeitosos pontapés,
Um qualquer tem a vida feita!

Não há crise no futebol,
Onde cada vez mais ganhas;
Com certa gente d’escol,
Que são pior que “piranhas”!

A sorte de certos “meninos”
Nasceram co’os pés dourados,
Mexem na bola, são finos
E por milhões são trocados!

Assim vai alegre o mundo
Onde a bola é um elemento,
Que d’um mero vagabundo,
O transformam n’um portento!

Tudo isto é bem conhecido
Como iletrado difundo
A bola é mundo pervertido;
É a bola que manda no mundo
A bola é a lenda potosi,
E vejam não tem saldo,
Divinizam um MESSI;
E enchem a conta ao Ronaldo!

Sim, o mundo é uma bola,
Que nos faz correr ligeiros,
Quem não correr, rola
Muito em breve em atoleiros!

Mundo! Campo de futebol
Com assistência infinita,
Onde há quem se atol’
N’uma loucura maldita!

Conheço um que nada fez,
Mas entrou no mundo da boal,
Em pouco se tornou burguês,
Um burguês com…”Escola”!

Certo. Um mundo é uma bola,
Onde vimos correm os espertos,
Que um dia tiveram “tola”
De nunca serem descobertos!

Essa gente tem cordelinhos,
Pra negociar os rapazes,
Lá conhecem todos caminhos,
Pr’analfabetos fazer ases!

Ases? No banco, na conta
Que é sua melhor finta,
Isto não é não, gente tonta
Acabam até em gente “distinta”

Ninguém critique esta lide,
A bola é um mundo d’arcanos,
Todos querem o Real Madrid;
Todos querem ser Cristianos!



ENCONTRO INESQUECIVEL…
25 == 6 ==2010
Nelson Fontes Carvalho
(…Que vai ter muito “combustível”…)

Caros “irmãos”:
Este MUNDIAL, fadou um Brasil-Portugal,
Que se vai realizar daqui a poucos dias,
--Será, talvez um exemplar David = Golias,
Ou será ambos ganham n’um empate cordial…?

Seria bom que nos brindassem essas alegrias,
Digo mais (Sou utópico!?) se ambos fossem à final,
Mas que ganhe o melhor com Fair Play geral,
Pra esquecer a crise que nos envolve d’elegias!

Vai ser um encontro com a presença d’uma “LULA”,
Com um “CAVACO” ajudar a “cozinhar” com “gula”,
Com craques (Quem havia de dizer?) luso-Brasileiros…!?

Só peço, com amor pátrio que o Liedson e Deco,
Façam um jogo limpo, que no campo faça eco…
Amigos, amigos… Mas sejamos verdadeiros!



FUTEBOL NASCEU NO BRASIL…
Nelson Fontes Carvalho

(…Quem isto refutar é, é…”incivil”…)

Caros “irmãos”:
Futebol, sempre foi uma força inverosímil,
Que faz vibrar – e de que maneira— todo mundo;
Mas futebol que tenta imitar, d’agrado, jucundo,
Terá sempre o rótulo, PÉLÉ, made Brasil!

Não só craques como Zizinho, Jair, Edmundo,
Garrincha! Didi! Heleno, e, tanto em desfil’
Ou Otto Glória esse treinador subtil,
E, o Sr. dos mil golos, um sucesso rotundo!

Futebol? Como o futebol brasileiro não há,
Flu-Flá! Santos! Palmeiras! S. Paulo e, Maracaná,
Que um ano ficou triste co’a derrota co’o Uruguai…!

Eu chorei! Lembro, foi fiança, na confiança,
Mas tal derrota pesou muito na balança,
Do Brasil; desde então é do futebol o pai!

Labirinto
José Dias Egipto

Estou ainda a meio deste jogo.
Sei que me deram as regras no começo,
mas esqueço-as facilmente e volto a cada passo à partida ;
depois, não sei porquê, parece que adormeço ...

Neste jardim original onde fui posto,
o sol queima e faz calor e são poucas as sombras para guarida,
e eu neste torpor, no meio deste labirinto,
ainda mal avancei em busca da saída ...

Sento-me um pouco, procuro concentrar-me,
algo me diz que a chave está em mim ...

Invisto então de novo, por outras ruas e alamedas,
no meio de altas sebes, no fundo das veredas
mas esbarro sempre no seu fim ...

Já não sei bem porque aqui estou ...
Quem me aliciou então para este logro ?
Será que havia prémio, alguma recompensa,
para quem chegasse ao fim e completasse o jogo ? 

Ouço vozes agora ! Chamam por mim !
Engano dos sentidos ...
Não há vestígios de gente. Reina o silêncio total neste jardim ...

Mas então, que faço aqui ?
Não se pode jogar sem ter parceiro ...
E eu juro por Deus, que não fui o último, a chegar aqui, 
nem o primeiro ! ...

Mas as regras, Senhor, onde é que as pus, que as não encontro já ?
E quem as fez ?
Mas será que todo o labirinto tem saída ?
Será que as tive nas mãos, alguma vez ?
E o tempo que passou, que não tem fim ?
Meu Deus, ao tempo que isto dura ! ...

Mas não será a vida este jardim ?
E o seu único sentido esta procura ?!...


Porto - Portugal

 

FIM

 

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