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LISTA DOS
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Amazônia... Nosso Chão
José Ernesto Ferraresso
Floresta de grandes primores,
Pássaros variados cantores e tenores,
Confundem os sons trinados de nosso amanhecer
Até quase o anoitecer.
Uma terra abençoada por Deus
De matas virgens, grandes mistérios,
Dela tudo se explora e se retira,
Linda Floresta que tanto se admira .
Nossa Amazônia agora faz parte,
É tema polêmico de Fraternidade.
Hoje por Deus, Mata escolhida
Para salvar tantas vidas .
Patrimônio diversificado de pobreza e riqueza
Mas de extensa imensidão e beleza
Sua flora, fauna e carente comunidade,
Hoje é tema alusivo: Campanha da Fraternidade.
Essa floresta não é minha e nem sua ,
É de todo um povo, de toda nação,
"Vida e Missão Neste Chão"
Gera entre os povos devastação e a exploração.
Habitada por povo humilde e carente.
Conquistada e disputada por muita gente
Terra de grandes seringais, arbustos imensos entrelaçados,
Bela Amazônia, dos grandes mananciais .
Serra Negra
26/02/2007

O acordar no Pantanal
Herculano Alencar
O sol nadando nas águas
reflete o céu como espelho!
Inunda, de tons vermelhos,
o rio e as minhas mágoas.
Dos olhos, a correnteza
leva um sonho de criança,
uma lágrima que dança
a chorar tanta beleza...
Tanto amor, tanta saudade,
tanta paz e tibieza...
Chorar com intimidade,
chorar com delicadeza
de quem chora, na verdade,
com os olhos da natureza.

divina decisão
EdimoGinot
fostes tu, minha criação
e como bom pai, tudo te dei
te dei amor e compaixão
e como um rei eu te tratei
mas confesso que errei a mão
e nem sei mais o que eu criei
dei-te um planeta vistoso
puro e lindo, azul-anil
caprichei, fui generoso
mas tu te tornastes tão vil
virastes um ser escabroso
que quase tudo já ruiu
dei-te uma flora imensa
e uma fauna sem igual
recebi por recompensa
o teu desprezo tão banal
não sei o que é que tu pensas
achando que és mais que o tal
já não bastasse ter a terra
que foi dada sem condição
tu me apresentastes a guerra
e a matança de irmãos
o homem a si mesmo desterra
e não merece compaixão
mas agora reconheço
a razão da minha tristeza
o que me destes, não mereço
pois só mostrastes vileza
agora vais pagar o preço
será o lixo, a tua riqueza

SALVEMOS A AMAZÔNIA
Marineusa Santana
A mata já não é virgem
Foi deflorada por desalmados
A cada dia abertamente
Sofre vergonhosos atentados
Não podemos silenciar
Porque isto é consentir
Salvemos nossa Floresta
Antes da última árvore cair
Os rios poluídos gemem
Pedem socorro a clamar
Ainda há tempo de salvá-los
Não podemos esperar
Os peixes estão dopados
De tanta poluição inalar
Os que ainda restam
Não servem pra alimentar
A população amazônica
É muito desrespeitada
Seja indígena ou ribeirinha
Tem a dignidade roubada
A destruir o que Deus criou
A ganância e o dinheiro estão
A falta de consciência e amor
Conduz o homem à destruição
Pra salvar o que resta
Precisa o povo lutar
Descruzar os braços, abrir a boca
Fazer manifesto, bradar.
Amazônia, o pulmão do mundo
Pertence a nossa nação
Não pode o povo brasileiro
Calar, ficar sem ação.
Brejo Santo –Ceará

Vamos salvar a Amazônia
Simone Borba Pinheiro
No coração do mundo,
nas profundezas do centro da terra,
emerge o mais precioso dos tesouros:
Uma Floresta Encantada!...
Os espíritos da floresta, à noite,
entoam hinos de louvor á sua existência.
A mata verdejante e misteriosa,
derrama lágrimas peroladas quando ceifada.
Aves assustadas tingem o céu de negro.
Jacarés e vitórias-régias formam lindos tapetes aquáticos.
E o povo que ali habita, pede socorro,
bordando anéis de fumaça no céu da mata.
Pois a floresta, aos poucos, vai desencantando,
perdendo o brilho, a cor, a vida...
O homem mau abriu caminho floresta adentro
empunhando nas mãos a mortal arma
de lâminas frias e afiadas,
matando a vida na Floresta Encantada.
Os seres da floresta pedem socorro.
Vamos salvar a Amazônia
da derrubada indiscriminada da mata,
da matança descabida e gananciosa
dos animais que ali habitam,
das doenças do povo da floresta
que indefesos tombam sem auxílio.
Rios e igarapés choram lágrimas poluídas.
É a morte chegando lentamente
ao coração verde do planeta...
Uni-vos com braços fortes,
em brados retumbantes...
Vamos salvar a Amazônia,
a Floresta Encantada.
Autora: Simone Borba Pinheiro
Data: 14/01/03

AS LÁGRIMAS DO MEIO AMBIENTE
SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE JUNHO DE 2006
Adailton Guimarães
Meus senhores e senhoras,
Crianças e adolescentes,
Um pedido vou fazer,
Para o bem de toda gente.
Não queimem minhas matas,
Pois já não suporto mais,
O calor abrasador,
Destes tempos infernais.
O castigo a vocês,
Por tanta destruição,
Levará todo o país,
As vias do apagão.
Olhem o castigo causado,
Por tanta ingratidão,
Ao nordeste brasileiro,
A esperança da nação.
Não têm água pra beber,
E já lhes falta até o pão,
Racionam tudo que podem,
E vivem na escuridão.
Por interferência do homem,
Sem a minha permissão,
Causando de Norte a Sul,
A minha destruição.
Que mal fiz eu a vocês,
Pra merecer tanto castigo,
Se Deus me botou no mundo,
Pra viver em paz contigo.
Ordenou-me: cubras a terra,
Com fartura e harmonia,
Obedeci as suas ordens,
Mas estou em agonia.
Não consigo recuperar,
Tanta destruição,
Que o homem vem me causando,
Sem dó nem compaixão.
As maldades de vocês,
Já estão me aborrecendo,
Pois as grandes inundações,
No mundo acontecendo.
São minhas lágrimas derramadas
Por tanta ingratidão,
A quem lhes dá vida farta,
Amor, carinho e proteção.
Tudo por culpa e pratica,
De nossos antepassados,
Que não souberam preservar,
O que por Deus lhes foi doado.
Destruíram minhas matas,
O equilíbrio foi embora,
Hoje pela água que falta,
O nordestino clama e chora,
Pois a seca já destrói,
Sua fauna e sua flora.
Não poluam os meus rios,
Nem também minhas marés,
Salvem minhas cachoeiras,
Salvem meus igarapés.
Dou fartura em manguezais,
Caranguejo e sururu,
Bacalhau de água doce,
Pra vocês, pirarucu.
Dou o frio e o calor,
Pra poder equilibrar,
Toda a vida na terra,
Que está sempre a mudar.
Eu sou ainda criança,
Indefeso e inocente,
Sou o equilíbrio da vida,
Eu sou, O MEIO AMBIENTE.
Oh! Arquiteto do mundo,
Tu que me destes tanta beleza,
Ensina teus filhos na terra,
A respeitarem a natureza.
Começando na Amazônia,
No estado de Rondônia,
Terra Santa e hospitaleira,
Para orgulho, graça e glória
Da pujante Nação brasileira.
De: Adailton Guimarães
O Engenheiro poeta
Um defensor do Meio Ambiente
aguimaraes@brturbo.com.br
69. 3224-5674/ 9981-8458

Amazônia e ambição
Por Armando Sousa
Brasil Amazônia terra onde mora a ambição
Madeireiros matam quem lhe falar em direito
Grande injustiça. Mal governada esta nação
Espingardas fazem o homem, poder prefeito
Mata-se, quem cultiva mas lhe fica no caminho
Chico, lutou pelo bem, o infeliz tambem morreu
Maldito fazendeiros e governo, não tem carinho
Ás mãos desses ambiciosos sempre pobre sofreu
Fazem queimadas no pulmão, dor, morte da vida
Riqueza, egoísmo, no pobre e no governo governa
Esquecem do direito do homem, é nação perdida
São selvagens, lembram ainda homens de caverna
Mataram a Irmã Stange, rir e dançar nas fazendas
Na fotografia dá a impressão de corpo desnudado
Ações dos fazendeiros Madeireiros, são horrendas
Pouca ou nenhuma disciplina tem dado o Estado
Esperança no Pará Mataram a irmã Dorethy a tiro
Vingança, ela os trabalhadores sem terra defendia
Brasil tem crime nas mãos, Stange ultimo suspiro
Minha recordação irmã Dorothy Stange, esta poesia

VERDE AMAZÔNIA
gina - 28/09/2003
Verde Amazônia, exuberante mata,
de fauna e flora ricas, variadas,
do rio-mar extenso que arrebata!
Atiçando ambições desenfreadas,
vem sofrendo, dos homens, a ganância,
que, impiedosos, usando as moto serras,
desprezam leis, impondo arrogância,
ignorando a riqueza que encerras,
dando ensejo a que vis aventureiros
se infiltrem em nosso solo soberano
e sem o pejo de serem estrangeiros,
cujas matas há muito eliminaram,
lá bem de longe, além no oceano,
busquem aqui tesouros que perderam.

PREITO Á NATUREZA
Humberto Rodrigues Neto
Ah. Natureza! Que cruel regime
te impõe o homem, perdulário e ateu:
agride fauna e flora, alheio ao crime
de estragar o que Deus nos concedeu!
O ar, o sol, o azul que esmalta o espaço,
O homem faz réus de equívocos critérios;
enche os céus desse trágico bagaço
de pós mortais e gases deletérios!
Quando se rouba à mata a ave inocente
e polui-se a mercúrio a água dos rios,
é nessas horas que o Senhor pressente
o quanto somos maus e somos frios!
Da árvore que estala, vindo ao chão,
evola-se um lamento ao infinito,
mas não o ouve o autor da infanda ação,
pois só Deus é capaz de ouvir tal grito!
Natureza: viemos de outras plagas
pra crescer nos reencarnes sucessivos,
mas te enchemos de pústulas e chagas,
inda presos a instintos primitivos!
Falhos que somos desde os cromossomos,
de nós tirai, Senhor, machado e serra;
lembrai-nos que, afinal, nada mais somos
que meros forasteiros sobre a Terra!

PRECE PELA NATUREZA
Tarcísio R. Costa
Por que, meu Deus, é ferida a natureza?
Por que desrespeito a um santuário?
Por que não agir ao contrário?
Por que agir com vileza?
Por quê?
Por que tanta insensatez
E violência?
A natureza é a obra prima do Criador,
Ao homem foi dada a inteligência,
Complementada pela liberdade.
Não deixe, Senhor, que ele se torne um insano,
Ao destruir a natureza, ele já é um profano!
Ferir a natureza não é só um ato profano,
É uma insanidade!
A natureza, é do Senhor, o seu santuário,
Onde soube, como o maior dos esteta,
Ser, também, o maior dos poetas
Fez na natureza o corolário
De amor!
Oh! Senhor, protegei a natureza,
Reavivai no ser humano, o seu discernimento,
Vede, Senhor, as aves que cortam o firmamento,
As, matas, estão sendo destruídas,
Eliminam-se milhões de vidas,
Os céus estão envenenados
e as águas poluídas...
A natureza, clama, sente dor!
Que este poema seja uma prece,
Ouvi-a, meu Deus, meu Senhor,
Só se fala em estresse.
Ó Deus, sois amor e bondade,
O vosso poder é imensurável,
Já salvastes a humanidade
De um dilúvio!
Usa, Senhor, do Vosso o sopro, o eflúvio
E fazeis ressuscitar a certeza,
Restaureis, Ó Senhor, a beleza,
Nesse momento de dor,
Perdoeis ao homem por suas maldades,
Façais dele um parceiro do amor.
Brasília(DF), 19-05-2007

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