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 Floresta Amazônica atual   Brasil
                    
Créditos da Imagem: www.celitomedeiros.com.br

          Eventos - AVSPE  1 a 8 de Junho vai-se comemorar a
        

         Semana Mundial do Meio Ambiente
 
             
CONVITE - Venha fazer parte deste Protesto
               
SEMANA DO MEIO AMBIENTE Por Victor Jerônimo
              Victória Falavigna (7 anos)Porto Alegre - RS


Mande seu  TEXTO OU POESIA  para
malumourao@bol.com.br


LISTA DOS PARTICIPANTES


O ambiente do passado e do futuro
Celito Medeiros


De um legado das gerações passadas
Políticas nem sempre tão eficientes
Tivemos vitórias, ações fracassadas
Como entregaremos o meio ambiente?

A questão é nossa no atual momento
Cada um terá que fazer a sua parte
As conseqüências já são um tormento
Mas esta solução não está em Marte

Está aqui mesmo pelas nossas ações
Não esperemos salvação pela magia
Será com um esforço das populações

Não existe ato milagroso hoje em dia
Espécies vivas já sofreram extinções
Em nossas áreas devemos ser um guia


Planeta Azul
Manuela Neves

Terra amada!...
Terra mãe!...
Do éter foste tirada em movimento,
Por excelsas mentes gerada,
Nesses paramos criada
No sopro dum pensamento.

Regaço imenso, de todas as criaturas
Amparo em todo o momento.
Sinfonia em sol maior, envolvimento.

Planeta azul,
Reflexo do Universo
Majestoso e belo
Pedaço de estrela
Desde os evos lutas
P’ra ser nosso berço.

Dói ver as agruras
Da revolta imensa
Que num sorvedouro
Te fazes presente.

Gentes que se atrevem
A ser indiferentes,
Gananciosos, vis,
Ingratos viventes.

Ruges aflita
Terra amada grita:
- Salvem o Planeta!...

Vamos dar as mãos
Terna mãe, suspira…
Descansa em meu preito.

Os rios vão ser limpos,
Os ares mais vibrantes,
As fontes fecundas
Vivas e abundantes.
Vestes perfumadas,
Vibrações coladas,
Vontades bem firmes.

De mãos enlaçadas
Vamos ajudar
Esta Terra mãe
Majestosa e bela
A ser nosso lar
Pedaço de estrela…


Manuela Neves
(Aluena)
12 MAIO 2007



AMAzônica
Virgínia Fulber


do Mar doce bebemos
berço de nuvens
da atmosfera
das matas
das línguas que traduzem
a ti louvor

cavalgando vento
Amazona estou
com meu verbo
- arco e flecha-
atiro versos ao louvar-te
berço verdejante

quando os homens brancos
equecem dos bebedouros
na vileza
somos nós mulheres
águas hábeis
entre lágrimas, canto
filhos encantos
a chamar vos
ao retorno ‘a casa

a voltar vossos olhos
sobre si mesmos
a pensar sobre a caça desmedida
sobre a ganância que mata fêmeas
nascentes de rios
florestas

hoje a deusa necessidade pede
espaço ao Amor
a fraternidade 'a beleza
'a arte de guerrilha
nos poemas nas trilhas da
consciência

AMAZÔNIA VIVA por
nossos/vossos filhos clemência


Virgínia além mar
( Novo Hamburgo RS Brasil
16 maio 2007
(à semana Mundial do Meio Ambiente)


CARTA A CASTRO ALVES
Áurea Pinto de Miranda

"Era um sonho dantesco..." - tu dizias,
fotografando as loucas agonias
dos míseros de então:
mendigos de sua própria identidade,
roubados ao direito à humanidade,
ao som da escravidão.

E na estrofe da cor mais brasileira,
clamavas, a invocar nossa bandeira
- heroína de guerra -:
que não se permitisse ser mortalha
o auriverde pendão que na batalha
guiava nossa terra.

Glória a ti, nas alturas, meu amigo!
Mas eu venho invadir teu sono antigo,
pedindo-te, de novo,
que nos assistas, onde quer que estejas,
inspirando-nos, mesmo que não vejas,
para salvar teu povo.

A Amazônia - recordas? - representa
o maior verde que a bandeira ostenta
- e que, de tão fecundo,
tornou-se, na disputa sem requinte,
alvo da escravidão século vinte,
como pulmão do mundo.

Pois, bem, nem sei como explicar: são tantos
os prós e os contra... mas o desencanto
da vida é tão geral,
que me ocorreu (desculpa...) este ato insano:
dá-nos do teu saber, vate baiano,
num sopro nacional.

Que saibamos, conscientes, solidários,
levar alento a todos os calvários
que endossamos ao léu.
Que comunguemos, no tempo e no espaço,
a intenção de criar, no mesmo abraço,
a vivência de um céu.

Que seja inspiração ao mundo inteiro,
ou simplesmente a voz de um brasileiro
consciente da pujança
do verde para a vida em toda a terra,
onde a bandeira do Brasil encerra
um alvo de esperança.


RUGAS DA TERRA
Mercília Rodrigues


Encolho-me nas rugas deste chão!
A Terra de boca escancarada fenece!
Falta-lhe ar,
sangram-se-lhe os pulmões.
A vida pouco a pouco adormece,
no sono do vazio absoluto.
Foge a alma do mundo,
onde amor mais profundo
fez sonhos acontecerem,
na água, terra, no ar!
Vida no verbo amar...
Rasgam-lhe o ventre,
Sugam-lhe o seio.
Nublam-lhe a mente!
Chão enrugado, feio.
entregue ao sono profundo,
no vazio de um mundo
e eu, nas rugas do chão,
no cerne do coração,
encolho-me nos assombros...
Escombros!

mercilia.rodrigues@terra.com.br


MARÇO DAS ÁGUAS
Maria Luísa R. Amorim

Vamos aprender
a nadar,
amergulhar,
a viver na água,
a conviver
com peixes e algas...

É urgente
que se aprenda
a linguagem
das ninfas e sereias,
futuras amantes
do homem das águas...


Março é um mar só !
Um mundo de águas
sem terra !
Vamos depressa
aprender a nadar,
aprender a amar
no mar de março.


AMAZÔNIA EM TROVAS
Alda Corrêa Mendes Moreira


A Amazônia é floresta
que enriquece o brasileiro
e, para estar sempre em festa,
deve expulsar o estrangeiro.

A Amazônia nós devemos
defender com muito amor,
pois em seu verde nós temos
fonte de imenso valor.

O visitante gentil,
que tratas com cerimônia,
somente vem ao Brasil
atrás da nossa Amazônia.

A Amazônia tu defendes
das garras de um estrangeiro
porque dela tu dependes
e porque és bom brasileiro!

Alda Corrêa Mendes Moreira




Salve a Natureza
Clovis Ribeiro

Quem plantou a primeira plantinha
Neste mundo sem sal
Onde o sol nasce para todos
Mas nem todos acreditam
Que a natureza está ameaçada
Por uma gente tão despreocupada
Em busca do poder...
Eu quero poder
Gritar bem alto
Com a força de um gigante
Pela própria natureza:
Salve salve
Salve a Natureza...
Salve salve
Salve a Natureza!!!


POEMA À CONSCIÊNCIA
Condorcet Aranha

Defendamos bem armados
E na ciência baseado,
O lindo meio ambiente,
Que nos deu o Onipotente.

Não se deixe a inconsciência,
Dos homens inconseqüentes,
Derrubar toda a ciência,
Com vis ações, tão freqüentes.

Concretar a natureza,
Com cimento e vergalhões,
Tira da praça a beleza,
E o amor dos corações.

São verdadeiros piratas
Que devastam nossas matas
E a fauna de regiões,
Com enormes dimensões.

Sem pensar por um instante,
Que exterminam o tesouro,
Cada dia tão distante,
Mais valioso que o ouro.

Sobre os campos destruídos,
Instalam indústrias pesadas,
Que fabricam desnutridos
E crianças condenadas.

Muitas outras conseqüências
Surgirão desse progresso,
Hoje tão desordenado,
Pondo o luto em seu sucesso.

Não adianta chorar,
Culpando aos homens de outrora,
Porque pouco vai mudar,
Se nada fizer agora!

O céu azul, dos poetas,
Perdeu a motivação,
Porque hoje, ficou cinza,
Por tanta poluição.

Dos passarinhos o canto,
Dos dias primeiros meus!
Mudou como por encanto,
Pelo cantar dos pneus.

E da brisa os assobios?
Suaves como as meninas!
Foi trocado pelos sons,
De horripilantes buzinas.

As garças e os gaviões?
Seus rasantes, seus cordões,
No céu em evoluções!
Deu o espaço aos aviões.

As borboletas em cores?
Na luz do sol a bailar!
Sucumbiram aos caçadores,
São bandejas, pra enfeitar.

O perfume e as floradas,
Dos parques! Praças bonitas!
Em parte foram trocadas,
Por chaminés bem fedidas.

O ar puro e tão saudável,
Hoje em raras regiões!
Deu lugar solenemente,
Às doenças dos pulmões.

E o homem, aquele sábio?
Surgido na natureza!
Pra que amanhã não acabe,
Tornando-se a própria presa,

Terá que mudar seus atos,
Controlar seus rituais,
Recompondo todos gastos,
Dos recursos naturais.

Espera-se que o homem,
Ponha a mão na consciência,
Pois o tanto que destroem,
Exige muita ciência,

Pra concertar tanto estrago,
Irreverência, ambição,
Pois ele não é um mago,
É gente e tem coração.

Pra terminar vou pedir,
Que preste muita atenção,
Se a quadra logo a seguir
Vai tocar seu coração.

No parque ao ver a criança,
Brincando com uma flor!
Parece que Deus lhe alcança,
Afaga e fala de amor?

Mas se nada lhe tocar,
A flor, o parque a criança,
Seu coração vai parar,
Por falta de confiança.

NOSSA TERRA
Sandra Mamede

Coitada...desprezada
Pelos homens explorada
E muito abandonada
Pois sugam-lhe a vida... as riquezas
Tiram-lhe a sua a nobreza
Destruindo-lhe a beleza.

Os poetas, trovadores
Nela já não vêem mais cores
Pois a crua realidade
Mostra a maia cruel verdade.

Ela está abandonada
Doente e muito carente
Vive pedindo socorro
Pela sua morte eminente.


 

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